terça-feira, fevereiro 14, 2006

A nova namorada do VL




Chama-se Mircea Masha e veio da Transilvânia para cantar no São Carlos.
Toma lá que já almoçastes!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Não percas!

Se te queres manter informado sobre as manobras da hierarquia instalada da Igreja Católica que até parece que respirou de alivío com a morte de Karol Woytila, lê a New Oxford Review

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Gramsci

Rogo-lhes que leiam a feliz tradução do Benoist apresentada pelo Manel Azinhal.
São textos fundamentais para compreender a Crise do Mundo que nos rodeia.

A maior parte da parolada ratazânica que ocupa os púlpitos (consentidos) da Direita fica feliz e regalada coma a queda do Muro. Esquecem-se da outra estratégia comunista, a propugnada pelo António Gramsci e inteligentemente agarrada pelos trotskyistas que tantos sucessos tem conseguido por esse mundo fora (em Portugal a coisa é liderada pelo Bloco mas não só).
A não perder!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Ricardo Ynestrillas em liberdade

Ricardito acaba de se livrar do fardo dos grilhões.
Com uma inteligente declaração, publicada no seu blog La Batalla de las ideas, em que renuncia a métodos violentos para se concentrar no Combate Cultural (finally!), Ricardo resolveu iniciar uma nova vida política. Agora advogado (aproveitou bem o tempo do cárcere), vai lutar por respeitabilidade sem desisitir dos princípios. Daí a feliz designação do blog.
Ricardo:

Agur! Ongi etorri, gizon

Maitego batean etxekoakekin.Jainko milesker. Zure osagarrirat.
Askatasuna edo herio!
Ikus arte.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

SONETO A JOSE ANTONIO XI

REGLADA ya tu luz blanca, beata,
más allá del saludo y los corales,
más alta y firme que las imperiales
cúpulas frías donde la cruz se ata;

pergamino de fe sin una errata
- joven lirio, sangrientas iniciales -
de la España en el tronco de sus males,
clavó con rosas, remachó con plata.

Movió su vuelo reposado y fuerte
herrumbre, costra, polvo, húmedo raso,
trocando el gris en sol, el hierro en ala;

y en acto de servicio hacia la muerte
¡la Falnge de amor que se abre paso
por esa luz que tu mirar señala!


Juan Sierra

SONETO A JOSE ANTONIO IX

SONETO A JOSE ANTONIO,
QUE DESCUBRIO, EXPRESO Y DEFENDIO
LA VERDAD DE ESPAÑA.
MURIO PO ELLA.

TU amaste el ser de España misionera
frente al peligro y por la luz unida.
el ser de la evidencia enaltecida
del mar latino en la ribera entera;

tú la verdad de España duradera
de la esperanza y del dolor nacida.
verdad de salvación al tiempo asida.
verdad que hace el destino verdadera;

tú la unidad que salva del pecado.
la unidad que nos logra y nos descubre
en los ojos de Dios como alabanza;

¡ya no tienes la vida que has salvado!.
la tierra te defiende y no te cubre
como el vivir defiende la esperanza.


Luís Rosales

SONETO A JOSE ANTONIO VIII

NO sé decír tus obras: no el riente
fruto de tu pensar claro y tranquilo:
porque me lleva el corazón en vilo
la inmensa humanidad de la simiente.

Tu obra es sonora, exacta y evidente.
Tu vida es un recóndito sigilo.
Tu obra es dureza: y es tu vida un hilo
frágil que, aun vivo, te hizo ya el Ausente.

Y esa es la gran verdad: esa que llena
tu vida de tu ser más hondo y serio.
Esa: la duda, la ilusión, la pena,

la palmera, la sangre, el cementerio.
La obra tuya, ¡qué clásica y serena!
La obra de Dios en ti... ¡qué hondo misterio!


José Maria Pemán

SONETO A JOSE ANTONIO VII

SOLEDAD absoluta y oro fino
del aire de noviembre en la alborada.
y el don de la verdad en la mirada
con el vasto milagro del camino.

Ya velas en el cielo cristalino
de España, y en la noche desvelada,
ardiente de jazmín, recién nevada
sobre la claridad de tu destino.

No ver, pero tamblar. No ver la muerte
y sentir en la noche su eficacia
y el olor de la tierra de Castilla.

Hablar sin palabra, ver sin verte,
y buscarte en la niebla de la gracia
hacia la luz remota de la orilla.

Leopoldo Panero

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

SONETO A JOSE ANTONIO VI

La voz que urdió al gentil de las Españas
tambores de hermandad, santiaga tropa.
Y se escanció, ya sangre, en cada copa.
Asaltando los dientes vuelta entrañas:

aquella que alanceó ínsulas extrañas
- eres tú. ¡oh, Patria!, en taparrabos u hopa,
marca africana y no arrabal de Europa -,
duerme hoy bajo un poniente de guadañas.

José Antonio: va a reír la primavera
y sólo tú nos faltas en la risa;
pero tu voz nos llega como antaño.

Convertida en colérica bandera.
Restalla sus mensages todo el año
y el vuelo de tus flecha nos avisa.

Felix Ros

SOARES EM 79

terça-feira, janeiro 31, 2006




THE TRUTH

Here, in this little bay,
Full of tumultuous life and great repose,
Where, twice a day,
The purposeless, glad ocean comes and goes,
Under high cliffs, and far from the huge town,
I sit me down.
For want of me the world's course will not fail;
When all its work is done, the lie shall rot.
The truth is great, and shall prevail,
When none cares whether it prevails or not.
Coventry Patmore (1823-1896)








MAGNA EST VERITAS

A VERDADE


Aqui, nesta pequena baía,
Cheia de bulício de vida e grande serenidade,
Onde, duas vezes ao dia,
O alegre Oceano vai e vem, sem finalidade,
Sob altas falésias, e longe do burgo opulento,
Aqui me sento.
Não é por mim que o Mundo desfalecerá;
Quando a Obra estiver acabada, a Mentira irá apodrecer.
A Verdade é grande e prevalecerá,
Quando ninguém se preocupar que ela possa ou não prevalecer.
Coventry Patmore

Sobretítulo pedido emprestado à tradução para francês do mesmo poema, feita por Paul Claudel.

SONETO A JOSE ANTONIO V

SONETOS EN LAS HONRAS A JOSE ANTONIO


El rastro de la Patria, fugitivo
en el aire sin sales ni aventura,
fue arrebatado, en fuego, por la altura
de su ágil corazón libre y cautivo.

De la costra del polvo primitivo
alzó la vena de su sangre pura
trenzando con el verbo su atadura
de historia y esperanza, en pulso vivo.

Enamoró la luz de las espaldas,
armó las almas, sin albergue, frías,
volvió sed a las aguas olvidadas.

Dio raíz a la espiga y a la estrella,
y, por salvar la tierra con sus días,
murió rindiendo su hermosura en ella.


Dionisio Ridruejo

Um país de parolos

Se não fosse consistente com toda a sua prática histórica, seria surpreendente ver a forma ridícula (teria dito saloia mas o Sobre o tempo que passa não me perdoaria. Aliás, como também me considero saloio na significação que o termo étnico (socio-cultural) adquiriu na snóbica Lisboa, até prefiro o regionalismo da minha terra com indêntica conotação: sagorro)com os súcias da nossa praça celebram a vinda aos seus domínios do homem mais rico do Planeta. A fraternal associação, embevecida pelo altruísmo do homem, rejubila e resfolega como mula ajoujada, desejando-lhe saúde e mais proventos. O Grande Samaritano que tanto tem feito pelos mais desfavorecidos (sobretudo desfavorecê-los ainda mais) é como todos sabemos um fervoroso adepto do malthusianismo; concomitantemente, tem financiado campanhas de esterilização (que não de germes)por esse mundo fora bem como a promoção e efectivação do aborto. Adorador do Bezerro d'Ouro, Gates mal pode conceber que a felicidade na vida não advenha da sua posse. Em África, tem apoiado as chamadas campanhas humanitárias que, a serem conduzidas da forma que o são, demagógicas, para a fotografia, e pontuais, apenas contribuem para o empobrecimento geral das populações e para a sua dependência de produtos importados. A intervenção centrada nos cuidados de saúde primários conduz efectivamente à diminuição da taxa de natalidade e ao aumento da esperança de vida; como, no entanto, a população activa não aumenta porque não há incremento da actividade económica o ratio entre activos e não activos piora e com ele o empobrecimento. As medidas eficazes mas difíceis passam por correr com as oligarquias cleptocráticas que enriquessem à medida que os povos empobrecem. Só que isso significava cortar com os amigos e irmãos, de onde surgem quase sempre boas maquias para financiar campanhas de conquista ou, mais recentemente, manutenção do Poder. Projectos de extensão rural, infra-estruturas de irrigação, redes de frio e silagem, projectos comunitários de criação de gado ou produção e transformação de bens primários... Bah ! para que é que isso interessa ? E os gajos até não são capazes !
Que triste o nosso embasbacamento e subserviviência; transformados numa República das Cenouras, ele é dar condecorações a trouxe mouxe. O Comendador Gates agradece e se calhar até envia uns centuriões do Ministério da Fraternidade para ajudar no controlo. Triunfo do Porcos até à Revolta contra o Mundo Moderno...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

E A NEVE AGASALHOU FÁTIMA....


Ave Maria

Ave Maria
Dos teus andores
Rogai por nós
Os pecadores

Abençoai estas terras morenas
Seus rios, seus campos.
E as noites serenas
Abençoai as cascatas.
E as borboletas que enfeitam as matas

Ave Maria
Cremos em vós
Virgem Maria
Rogai por nós

Ouvi as preces, murmúrios de luz
Que aos céus ascendem
E o vento conduz, conduz a vós
Virgem Maria
Rogai por nós

Vicente Paiva e Jayme Redondo

SONETO A JOSE ANTONIO IV

EPITAFIO A JOSE ANTONIO

Cisne fue. Cisne esbelto que agoniza
y mueve estrellas conmoviendo el aire,
derrumbando las alas de los pájaros
y en la ceniza derrumbando el fuego.

Vivió, clamó y murió verticalmente,
cambiando con el plomo la sonrisa.
Y conmovida en lágrimas, la noche
al alba lo encontró, muerto, a sus plantas.

Su sangre ya salpica las estrellas.
Su sangre enturbia el rumbo de los peces.
Donde su cuerpo, fulminado, yace,

su fuente es acueducto de la Patria
con la cal destilada de sus huesos
fundadores de rosas y laureles.

Adriano del Valle

Esperteza de um filho da Arca

O Sr. Samuel, dirigiu-se ao banco onde tem todos os
>seus depósitos e poupanças, pediu para falar com o Gerente, e
>disse-lhe:
>
>
>- Eu precisava de um crédito de 5 Euros a 30 dias.
>
>
>- Oh, Sr Samuel! ... um crédito de 5 Euros a 30 dias??? ...
>mas ficava-lhe muito menos dispendioso levantar os 5 Euros
>numa das suas contas à ordem - disse-lhe o Gerente, muito
>espantado
>
>
>- Bem, ... se não me concedem o crédito de 5 Euros a 30 dias,
>
>eu acabo com todas as minhas poupanças e depósitos
>neste banco, e vou para outro
>
>
>- Nem pensar nisso, Sr Samuel! ..o seu crédito está concedido
>desde já!
>
>
>O Sr. Samuel começou a preencher a papelada toda, para o
>crédito que pretendia de 5 Euros a 30 dias, e pergunta então
>ao Gerente:
>
>
>-Quanto vou pagar de juros?
>
>
>- Ora, 5 Euros a 30 dias, vai pagar 30 cêntimos de juros -
>responde-lhe o Gerente.
>
>
>- Bem, então eu queria deixar o meu BMW
> > >de garantia.
>
>
>- Oh Sr. Samuel, não é preciso! O Banco confia plenamente!
>
>
>- Bom, ... se não posso deixar o meu BMW como
>garantia de
>pagamento do crédito concedido, eu desisto do
>crédito e acabo com todas as minhas poupanças e
>depósitos neste banco, e vou para outro .
>
>
>- Nem pensar nisso, Sr Samuel! ... claro que nós
>aceitamos o
>seu BMW como garantia! Faça o favor de estacionar o
>seu BMW na nossa garagem, e ele ficará lá durante os
>30 dias do crédito!
>
>
>Chegado
>a casa, diz o Sr Samuel à mulher:
>
>
>- Pronto, já resolvi o problema para estacionar o
>carro durante os 30 dias em que vamos de férias, e
>só pago 30 cêntimos de parque!!!



PS- Num confrangedor processo de auto-censura, retirei do texto a extracção étnica do Sr. Samuel.

SONETO A JOSE ANTONIO III

Será eterna en nosotros tu memoria.
Y puesto en el dorado y alto asiento
defenderás mejor tu patrio suelo.

Fernando de Herrera





JOSE ANTONIO, mi voz acostumbrada
a renovar la duda en la alegría,
tierna y secreta en el umbral del día,
también ha sido fiel a tu llamada.

Para alcanzar la cumbre deseada
quebraba ya su albor mi poesía,
cuando tu aurora coronó la mía
y tuve a España por tu voz granada.

Privilegiando el cielo en la memoria
la forma de su claro mandamiento
tu abierto corazón cumple en la historia.

Y mientras gime mi postrer lamento,
torres de juventud cantan tu gloria
sobre la airada majestad del viento.

Luis Felipe Vivanco

SONETO A JOSE ANTONIO II

Si por murallas, pasión nunca sabida,
voces proclaman tu carne como escena,
¿qué tu boca sin sed, de tierra llena,
responde a nuestro amor y enorme vida ?

¿Escucharás siquiera la florida
rama de encina, por siglos tan serena,
o el vidrio que derrama en dura pena
peña sufriendo ríos sin medida ?

Muerte cegó tus ojos y usó el frío
hierro en tus pies, cadenas destinadas
a privarte del aire y del rocío.

José Antonio, señor, yacen desesperadas,
olvido del invierno y del estío,
las naves mozas por tu canto armadas.

Alvaro Cunqueiro

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Sonetário repassado para o saco do Rodrigo

A 21 dias do aniversário do Rodrigo, resolvi postar um soneto por dia, dedicado ao meu mestre escola político, um ícone que ele tanto adorava : José António Primo de Rivera.

Muita da recolha é do próprio Rodrigo.

SONETO A JOSE ANTONIO

Ese muro de cal, lívido espejo
en que araña su luz la madrugada,
de infame gloria y muerte blasonada
coagula y alucina alba y reflejo.

Para siempre jamás. La suerte echada.
El grito de la boca en flor rasgada
- en el cielo, un relámpago de espada –
y, opaco, en tierra, el tumbo. Después, nada.

Y ahora es el reino de las alas. Huele
a raíces y a flores. Y el decirme,
decirte con tu sangre lo que sellas.

Por ti, porque el aire el neblí vuelve,
España, España, España está en pie, firme,
arma al brazo y en lo alto las estrellas.



Gerardo Diego

A polémica da Guarda Cigana

To my dear philoArmacanus friend

Tenho andado a hesitar mas tenho que te dizer que efectivamente o Azinhal é quem tem razão.

Como tu próprio afirmaste (eu sei onde estavas e, que me recorde, não era por medo), não te encontravas no Camões.

O problema reside na credibilidade do teu informante. Esse menino é tão bom observador que um dia apareceu numa festa nossa acompanhado por um travesti, pensando que tinha feito um engate. Noutra oportunidade, escreveu-me para me pôr de sobreaviso em relação à piquena com que então namorava (e que é hoje minha mulher) pois tinha provas de que era uma infiltrada do PC. Ainda hoje nos rimos bastante os três com essa missiva que guardei religiosamente.

Quanto ao assunto propriamente dito, o facto de um homem se chamar Trancoso e ser de Chaves não faz dele um cigano e muito menos capitão de ciganos (de jagunços, talvez).

Ah ! é verdade. Em determinada altura das porradas liceais, esse teu informante havia anunciado a toda a direitagem do Pedro Nunes que não era preciso ter medo dos apaniguados do Grande Educador porque vinham aí as brigadas da Comissão Operacional do Partido do Progresso. Vim a descobrir dolorosamente que afinal as míticas brigadas de super-homens eram apenas... a minha humilde pessoa. E não fora uma providencial papelaria que por ali havia, tinha levado uma carga de pancada das antigas. Enfim...

Mas nada disso tem que ver com o carinho, a amizade e a camaradagem que a ele me ligam.