Com letra do António Pinho e música do José de Campos e Sousa
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terça-feira, março 07, 2006
O futuro, na Palestina e em Israel
Excelente post de Euroultramarino sobre um ensaio do politólogo argentino Vicente Massot. A não perder...
Premonição
Muitos se têm perguntado quem era Fernando Tavares Rodrigues.
Não cabe aqui descrever o seu vasto curriculum. Apenas deixar um pequeno apontamento sobre a sua sôfrega poesia; deixemos para mais tarde uma análise crítica da sua obra literária... Do seu livro MEMÓRIAS DE CORPO INTEIRO, editado pela Cognitio, em 1983
SINTO
Sinto que sinto demais...
Se eu sentisse que morria,
Não morria.
Mas quero sentir que morro
porque entre estar morto
e não estar vivo
não há nada.
EPITÁFIO
Quando eu morrer para o mundo
quero que me enterrem fundo
para não ouvir mais passos
nem sentir falsos abraços.
Mas não tão fundo
que se esqueçam que vivi...
Embrulhem-me num lençol
e deixem-me dormir em paz
mesmo que esteja sol
que a mim já tanto me faz.
Se houver lágrimas, saudade
escrevam-me, então, um poema
mas que não seja eu o poema
nem fale da minha idade.
Senão deixem-me dormir,
que as flores hão-de florir
mesmo sem mim.
E, por fim,
afastem-se devagar
não vá de novo acordar.
Não cabe aqui descrever o seu vasto curriculum. Apenas deixar um pequeno apontamento sobre a sua sôfrega poesia; deixemos para mais tarde uma análise crítica da sua obra literária... Do seu livro MEMÓRIAS DE CORPO INTEIRO, editado pela Cognitio, em 1983
SINTO
Sinto que sinto demais...
Se eu sentisse que morria,
Não morria.
Mas quero sentir que morro
porque entre estar morto
e não estar vivo
não há nada.
EPITÁFIO
Quando eu morrer para o mundo
quero que me enterrem fundo
para não ouvir mais passos
nem sentir falsos abraços.
Mas não tão fundo
que se esqueçam que vivi...
Embrulhem-me num lençol
e deixem-me dormir em paz
mesmo que esteja sol
que a mim já tanto me faz.
Se houver lágrimas, saudade
escrevam-me, então, um poema
mas que não seja eu o poema
nem fale da minha idade.
Senão deixem-me dormir,
que as flores hão-de florir
mesmo sem mim.
E, por fim,
afastem-se devagar
não vá de novo acordar.
segunda-feira, março 06, 2006
Para a Cristina e para o João Paulo....
Para que saibam manter bem firme e aceso o facho da Verdade!
Com letra do Luís Sá Cunha e música de...adivinhem!
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Com letra do Luís Sá Cunha e música de...adivinhem!
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Para o António Oliveira Martins
Mais um característico poema do Rodrigo, musicado pelo Zé. Em plena resistência ao PREC! Mais um pedaço da História que nos querem esconder...
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Para os meus filhos e para tutti quanti...
Que nesta sociedade acolhedora de melosidades panascas e promotora de uma cultura da Morte saibam, rebeldemente, responder bem alto Não!
Poema e música de Leo Valeriano
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Poema e música de Leo Valeriano
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sábado, março 04, 2006
Para o FG Santos
Não é o Cântico Negro, não é Régio mas sim Junqueiro. Oiça um excerto da Pátria dita pelo saudoso Filomeno, da maralha de Coimbra. O outro, virá qualquer dia.
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Para o João Miguel Guedes
O João Miguel completou ontem cinquenta primaveras. Para ele, com grande amizade e carinho, Venham todos...
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Para o Fernando Tavares Rodrigues
Na semana que passou, o corpo do poeta abandonou-nos. Que Deus, Nosso Senhor, na sua infinita misericórdia, acolha a sua alma e lhe conceda a paz eterna!
De Diogo Pacheco do Amorim (seu irmão em Poesia) e pela voz do seu grande amigo Zé Campos e Sousa, Tragam rosas brancas...
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De Diogo Pacheco do Amorim (seu irmão em Poesia) e pela voz do seu grande amigo Zé Campos e Sousa, Tragam rosas brancas...
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sexta-feira, março 03, 2006
Saudades do PREC...e da Resistência
Quem for ao meu post de 27 de Janeiro, Marcha Triunfal Cavaquista III, tem um brinde, dedicado muito especialmente ao António Marques Bessa...
Ressurgimento
Para o Pipinho, amigo de sempre e camarada de prova dada. Para o ajudar a passar o testemunho ao Bernardo e à Mariana.
Com feliz letra de Diogo Pacheco do Amorim e música do incontornável Zé.
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Quem passar ali pela Avenidas Novas talvez consiga ver o braço, ao alto, do Ramires da Torre...
Com feliz letra de Diogo Pacheco do Amorim e música do incontornável Zé.
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Quem passar ali pela Avenidas Novas talvez consiga ver o braço, ao alto, do Ramires da Torre...
AMOR DE MÃE...
Para o Alcides, esse celtill, por vezes tão esquecido pela tribo.
O ADEUS GUINÉ, na versão do Conjunto Típico Armando Campos.
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O ADEUS GUINÉ, na versão do Conjunto Típico Armando Campos.
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IN MEMORIAM Gilberto Santos e Castro
Mesmo se se quiser chutar a nostalgia e a saudade para canto, esta preciosidade não deixa de ser um autêntico viagra para a alma. A força, a cadência entranham-se de tal maneira que nos apetece pôr as colunas à janela e partilhá-lo com todo o mundo.
Para os aggiornati sugiro-lhes que substituam Angola por A Pátria e verão como tudo permanece válido. Porque não recuperá-lo assim, já que o seu autor medrosamente se desvinculou dele após a dita Coisa ?
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Para os aggiornati sugiro-lhes que substituam Angola por A Pátria e verão como tudo permanece válido. Porque não recuperá-lo assim, já que o seu autor medrosamente se desvinculou dele após a dita Coisa ?
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quinta-feira, março 02, 2006
Meio-século passa sobre a revolta húngara!

No próximo dia 23 de Outubro, ter-se-ão passado 50 anos sobre a revolta dos patriotas húngaros contra o jugo soviético. Perante a cobardia das democracias ocidentais, cúmplices do genocídio, cerca de 50.000 caíram para sempre e 250.000 escolheram o caminho do exílio. As tropas do Pacto de Varsóvia, comandadas por Yuri Andropov (do you remember him?), trucidaram milhares de húngaros, cuja vanguarda era a União Central dos Trabalhadores da Budapest metropolitana.
Talvez alguns se recordem ainda da Operação Hungria Livre executada pelo MN em 1976. Dezenas de eléctricos em circulação foram pintados por várias equipas de dois elementos: enquanto um desencaixava a ligação à catenária e distraía o condutor, o outro pintava slogans do tipo VIVA A HUNGRIA LIVRE ! Teve sucesso, era apenas um balão de ensaio para algo de maior difusão, mas infelizmente não houve continuidade. Fica a memória...
Leo Valeriano resolveu honrar a coragem húngara com a seguinte canção:
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A Primavera de Praga
Em 25 de Fevereiro passado, fez 37 anos que um estudante checo de 18 anos, de nome Jan Zajic, se imolou pelo fogo, em protesto contra a ocupação da sua pátria pelos comunistas. Deixou quatro cartas e um poema dedicado ao primeiro dos 26 que se tentaram suicidar (7 morreram) ritualmente, entre 20 de Janeiro de 1969 e o fim de Abril desse ano - Jan Palach, estudante como ele. Jan Zajic intitulou-se o Facho nº 2.
Em Portugal dois militantes nacionalistas ( José Valle de Figueiredo e Manuel Rebanda) criariam aquela que viria a ser uma das mais emblemáticas canções de resistência à onda dominante do esquerdismo caceteiro que desde meados dos anos 50, cavalgando os denominados católicos progressistas, dominavam as nossas academias.
Ei-lo,o Requiem por Jan Palach, numa versão de VL acompanhado à viola por José de Campos e Sousa...
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Em Portugal dois militantes nacionalistas ( José Valle de Figueiredo e Manuel Rebanda) criariam aquela que viria a ser uma das mais emblemáticas canções de resistência à onda dominante do esquerdismo caceteiro que desde meados dos anos 50, cavalgando os denominados católicos progressistas, dominavam as nossas academias.
Ei-lo,o Requiem por Jan Palach, numa versão de VL acompanhado à viola por José de Campos e Sousa...
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A ÁRVORE DE GUERNICA
Agur !
A árvore de Guernica, a tal que resistiu às bombas italianas e alemãs para ser afinal destruída pelas canetas sinistras do esquerdismo sem fronteiras. Cantada por combatentes (bascos e norte-navarros, obviamente) de ambos os lados, no início da Guerra Civil de Espanha, foi objecto da mais abjecta demagogia esquerdófila.
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A árvore de Guernica, a tal que resistiu às bombas italianas e alemãs para ser afinal destruída pelas canetas sinistras do esquerdismo sem fronteiras. Cantada por combatentes (bascos e norte-navarros, obviamente) de ambos os lados, no início da Guerra Civil de Espanha, foi objecto da mais abjecta demagogia esquerdófila.
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quarta-feira, março 01, 2006
Algumas das ameaças à Nação
Motivou-me o texto do FGSAntosa postar (ou se calhar repostar)uns fragmentos sobre o tema do nacionalismo, nomeadamente sobre algumas ameaças à identidade nacional, nomeadamente os de alguns disparatados zelotas.
Apesar destas complexas dimensões, há, na realidade, duas weltanschauung ou mundovisões base que há muito se digladiam. Entendem uns que o papel do Homem é ser senhor do seu próprio destino, de modo a contribuir para oferecer à humanidade o bem estar físico através da conquista do mundo material, sem necessidade de qualquer força, anseio ou poder espiritual, no que reputam de obscurantismo. Recusam aceitar a interferência da fé e do sobrenatural pretendendo demonstrar tudo através da razão. Outros concebem os humanos como filhos de Deus, abandonados à gestão do mundo material, em que se devem guiar pelo amor ao próximo e a si mesmo, praticando as virtudes espirituais da fé, da esperança e da caridade. Acreditam numa dimensão sagrada da vida pelo que, para eles, os outros fundam a sua lógica numa admiração egoísta pelo Eu pessoal; mesmo que entre eles existam almas generosas, a maioria apenas espera obter benefícios pessoais, trabalhando por apetite à recompensa terrena.
No desenrolar desse conflito permanente, a Igreja Católica foi especialmente fustigada e causticada, mormente nos últimos séculos. A semente dessa perseguição pode encontrar-se já nos próprios movimentos da Reforma pós-humanista, no século XVI. Por permanente radicalização e refinamento, as ideias por eles engendradas vieram a incubar no século XVII, germinaram no século XVIII, desenvolveram-se no XIX, atingindo, finalmente, a maturação no século XX. Hoje, é notório que alguns sectores da Igreja, no remanso aparentemente protegido das sociedades do pós-guerra, rapidamente perdoaram e esqueceram as depredações, as humilhações e os seus mártires. Prenhes de benevolência e de misericórdia, de convencimento de conversão e de tolerância, trataram mesmo de proteger e acoitar os seus perseguidores de outrora. Talvez tenha também contribuído para isso a eterna tentação de abraçar o Filho Pródigo que leva a que, por vezes, se honre e acarinhe mais o inimigo de Deus que o próprio crente. No entanto, superando essas parciais inclinações, a portentosa figura de João Paulo II procurou sobrepor-se às tentações positivistas e de pretenso aggiornamento de alguma hierarquia eclesiástica demonstrando, pelo exemplo, pela abnegação e pela humildade, o caminho para a Concórdia, a Justiça e a Paz no Mundo.
Contudo, no meio dessa agitada dinâmica de afirmação espiritual, importa não perder de vista, como ameaça à Identidade Nacional, a acção pró-internacionalista de grupos religiosos, católicos, islâmicos, etc., que, demasiado embrenhados na sua militância, esquecem facilmente as referências axiais pátrias. Com a obediência interna a sobrepor-se à humildade, a auto-estima à caridade e a sobranceria à piedade transformam-se rapidamente em grupos virados para si próprios, de confrangedora atracção centrípeta, uniformizadora e tendencialmente auto-sustentada. Manifestam preocupação pelos Outros, em abstracto, mas quanto ao amor ao Próximo, concreto e imediato, ignoram ou passam ao lado. Com um tipo de caracterização que faz lembrar as seitas, e onde não falta por regra um guru, confundem abstrusamente os planos do religioso e do político, manifestando tendência para um comportamento que poderíamos designar por autismo social. E, como sempre acontece nestas organizações, os neófitos são os mais atentos zelotas quais cães de guarda que auxiliam o pastor na condução do rebanho. O seu caminho é, geralmente, considerado o mais válido quando não o único para atingir a pertença ao Povo universal. Para eles, toda a realidade e construção colectiva da Nação está abaixo do internacionalismo religioso a que importa obedecer em nome de Deus. Afirmam que a Nação é História enquanto que Deus é Eterno e, como tal, a escolha e hierarquização das relações de pertença são fáceis de definir. São versões modernas das muitas falácias teocráticas que ao longo dos tempos foram surgindo e que se esquecem amiúde do significado da expressão: a César o que é de César...
Apesar destas complexas dimensões, há, na realidade, duas weltanschauung ou mundovisões base que há muito se digladiam. Entendem uns que o papel do Homem é ser senhor do seu próprio destino, de modo a contribuir para oferecer à humanidade o bem estar físico através da conquista do mundo material, sem necessidade de qualquer força, anseio ou poder espiritual, no que reputam de obscurantismo. Recusam aceitar a interferência da fé e do sobrenatural pretendendo demonstrar tudo através da razão. Outros concebem os humanos como filhos de Deus, abandonados à gestão do mundo material, em que se devem guiar pelo amor ao próximo e a si mesmo, praticando as virtudes espirituais da fé, da esperança e da caridade. Acreditam numa dimensão sagrada da vida pelo que, para eles, os outros fundam a sua lógica numa admiração egoísta pelo Eu pessoal; mesmo que entre eles existam almas generosas, a maioria apenas espera obter benefícios pessoais, trabalhando por apetite à recompensa terrena.
No desenrolar desse conflito permanente, a Igreja Católica foi especialmente fustigada e causticada, mormente nos últimos séculos. A semente dessa perseguição pode encontrar-se já nos próprios movimentos da Reforma pós-humanista, no século XVI. Por permanente radicalização e refinamento, as ideias por eles engendradas vieram a incubar no século XVII, germinaram no século XVIII, desenvolveram-se no XIX, atingindo, finalmente, a maturação no século XX. Hoje, é notório que alguns sectores da Igreja, no remanso aparentemente protegido das sociedades do pós-guerra, rapidamente perdoaram e esqueceram as depredações, as humilhações e os seus mártires. Prenhes de benevolência e de misericórdia, de convencimento de conversão e de tolerância, trataram mesmo de proteger e acoitar os seus perseguidores de outrora. Talvez tenha também contribuído para isso a eterna tentação de abraçar o Filho Pródigo que leva a que, por vezes, se honre e acarinhe mais o inimigo de Deus que o próprio crente. No entanto, superando essas parciais inclinações, a portentosa figura de João Paulo II procurou sobrepor-se às tentações positivistas e de pretenso aggiornamento de alguma hierarquia eclesiástica demonstrando, pelo exemplo, pela abnegação e pela humildade, o caminho para a Concórdia, a Justiça e a Paz no Mundo.
Contudo, no meio dessa agitada dinâmica de afirmação espiritual, importa não perder de vista, como ameaça à Identidade Nacional, a acção pró-internacionalista de grupos religiosos, católicos, islâmicos, etc., que, demasiado embrenhados na sua militância, esquecem facilmente as referências axiais pátrias. Com a obediência interna a sobrepor-se à humildade, a auto-estima à caridade e a sobranceria à piedade transformam-se rapidamente em grupos virados para si próprios, de confrangedora atracção centrípeta, uniformizadora e tendencialmente auto-sustentada. Manifestam preocupação pelos Outros, em abstracto, mas quanto ao amor ao Próximo, concreto e imediato, ignoram ou passam ao lado. Com um tipo de caracterização que faz lembrar as seitas, e onde não falta por regra um guru, confundem abstrusamente os planos do religioso e do político, manifestando tendência para um comportamento que poderíamos designar por autismo social. E, como sempre acontece nestas organizações, os neófitos são os mais atentos zelotas quais cães de guarda que auxiliam o pastor na condução do rebanho. O seu caminho é, geralmente, considerado o mais válido quando não o único para atingir a pertença ao Povo universal. Para eles, toda a realidade e construção colectiva da Nação está abaixo do internacionalismo religioso a que importa obedecer em nome de Deus. Afirmam que a Nação é História enquanto que Deus é Eterno e, como tal, a escolha e hierarquização das relações de pertença são fáceis de definir. São versões modernas das muitas falácias teocráticas que ao longo dos tempos foram surgindo e que se esquecem amiúde do significado da expressão: a César o que é de César...
Para a ilustre Torre de Ramires

Se não fosse esta certeza,
Que nem sei de onde me vem,
Não comia, nem bebia,
Nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
No mais escuro que houvesse,
Punha os joelhos à boca ...
E viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
Do ingénuo adolescente,
A chuva das penas brancas
A cair, impertinente;
Não fosse o incógnito rosto
Pintado em tons de aguarela,
Que sonha, no frio encosto
Da vidraça da janela;
Não fosse a fome e a sede
Dessa Humanidade exangue,
Roía as unhas e os dedos
Até os fazer em sangue.
António Gedeão
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