terça-feira, março 14, 2006

Sai mais um Sardinha para o Azinhal e o F.Santos



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Para o Manel Azinhal (do homónimo e patrício poeta)

Cantiga do Camarada

Camarada! Camarada!
Aqui tens a minha mão,
O meu cavalo e esta espada;
Eu sem ti não sou ninguém
E tu sem mim não és nada.

Camarada! Camarada!
Brilha no Céu uma estrela!
Vamos lá em cavalgada.
Ah! quem pudera vencê-la,
Quem me dera conquistá-la.

Camarada! Camarada!
Antes da Lua surgir,
Antes bem da madrugada
Já a estrela refulgia
No gume da minha espada.

Camarada! Camarada!
Toma lá esta certeza,
Dum irmão que tem uma espada:
Sem ti não será ninguém
E tu sem ele não és nada.

Camarada! Camarada!
A minha espada e a tua
Fecham numa encruzilhada;
A minha é a tua fé
Que não tem medo de nada.

Camarada! Camarada!
Se tu caíres na batalha
Inda fica a minha espada.
E se nós ambos morrermos
Fica outro camarada.

Que há-de findar a batalha
Por nós ambos começada.

Azinhal Abelho

Parabéns atrasados para a Filipa


Como prometido, no 4º aniversário da Filipa, As Quatro Padroeiras, de Diogo Pacheco de Amorim e José Campos e Sousa.


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quinta-feira, março 09, 2006

Fernando Tavares Rodrigues...ainda

Com a inestimável ajuda do Nonas, eis as capas de três dos livros editados do FTR





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quarta-feira, março 08, 2006

I have a dream...

Imagino o hemiciclo do Plenário da A. R. cheio e os seus membros, de pé, a cantar a plenos pulmões esta raríssima jóia:


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Rimance da rosa



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Cabo da Boa Esperança



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E o grande Miguel Seabra a dizer...

Trova Dor



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Comício

A pedido de várias famílias, e sem rebuço de me contradizer, resolvi postar mais quatro objectos de veneração dos velhos nacionalistas. São resultado de uma bela parceria entre os fortes poemas do António Manuel Couto Viana e a límpida voz do Nené Sobral Torres. Fi-lo com a ajuda dos sempre generosos préstimos do Nonas.
Emendei a mão, depois de ler os comentários do Manel Azinhal. Tenho por ele uma grande amizade e respeito. Conhece-me desde o dia 8 de Agosto de 1975...


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MEMORABILIA- Fase I

Após um impulso inelutável que me levou a vomitar em catadupa um conjunto de músicas que fazem parte de um acervo que tenho conservado e tratado, resolvi mudar de agulha e parar. Abro uma excepção, contudo: as Quatro Padroeiras. Se o ímpeto inicial resultou de uma vontade de partilhar o espólio (que espero que cada um divulgue no seu espaço de influência para que não se perca e alimente a chama), progressivamente fui-me dando conta de que a análise estatística dos acessos me permitiria fazer um pequeno estudo de natureza para-sociológica. Se o Ressurreição foi escutado (e descarregado, espero) cerca de 300 vezes, seguido pelo Requiem por Jan Palach, com 165, as canções, daquilo que poderemos designar por Cancioneiro da Resistência ao PREC, como o Senhor Capitão por exemplo, pouco ultrapassaram a meia-centena, com excepção do Quem não viria de arma na mão (será o carácter bélico do título ?) com 85. Se o Angola é nossa chegou aos 100, todas as outras canções, suportadas por belíssimos e significativos poemas, do que poderia ser um Cancioneiro da Revolta do Ocidente contra a dominação esquerdista, mal atingiram os 50. Qual o significado disto ? Desinformação ou desinteresse geracional ? Desconhecimento afectivo e racional pelos combates contra a dominação comunista que julgam ter acabado com a queda do Muro ? Não sei, ao certo, quais as causas mas seria interessante debatê-las porque tal como uma Nação, uma geração que ignora o Passado nunca terá Futuro!
Importa compreender que o único combate possível é aquele que nos permite usar toda a panóplia de canais de comunicação para que divulguemos o nosso pensamento e o nosso ideário. É do combate cultural que falo; o político está, ab initio , condenado ao fracasso pois pretende lutar contra um adversário que é simultaneamente contendedor e árbitro.
Tornam-se cada vez mais evidentes, as abstrusas ligações entre altos responsáveis do Estado e alguns lobbies capazes de movimentar grandes quantidades de dinheiro como o são a construção civil, os fabricantes e distribuidores de medicamentos, os negociantes de armamento, o mundo do desporto profissional, algumas enigmáticas e pseudo-filantrópicas sociedades e Fundações, etc.. As relações entre estes grupos evoluem geralmente em espiral, aumentando o seu Poder potencial através da simples regra do coça as minhas costas que eu coçarei as tuas. E, amiúde, quer o mundo do espectáculo quer o da comunicação social, muitas vezes propriedade sua, ou sob o seu controlo, são usados para denunciar ou para esconder, para desgastar ou promover, para condenar ou incensar os adversários ou os membros afectos ao círculo, respectivamente.
Por isso, quem está de fora tem de saber surfar a onda , cavalgar o tigre, para poder aspirar a levar a água ao moinho.
Saibamos acabar com o mitificado monopólio da Esquerda sobre a Cultura.

terça-feira, março 07, 2006

Ion Moţa e Vasile Marin

Legionários da guarda de Ferro mortos na Guerra Civil de Espanha, estes dois nacionalistas romenos foram um símbolo da entrega dos seus correligionários à causa comum contra o anti-clericalismo e o comunismo. Moţa era cunhado de Corneliu Codreanu, o mítico dirigente do movimento barbaramente assassinado às ordens do gen. Antonescu. A maioria dos quadros da Guarda de Ferro foi enviada pelos alemães para o campo de concentração de Bunchenwald...


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Composto por Ion Mânzatu sobre versos de Radu Gyr

Em busca da Guarda de Ferro

Para o CBM e para o NR como recordação pelas suas juvenis aventuras transilvânicas e carpáticas em busca do Conde Vlad, o Empalador.
O 30º Batalhão Romeno dos Cárpatos


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Praga, Berlim, Budapest...

Mais outra de Leo Valeriano, anos 60


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Foi tudo un engano...

Com especial memória do Zé Reis, Un ragazzo do Leo...


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Prenúncios da Queda...

Para o Nonas, em homenagem ao seu incansável labor pela construção de baluartes culturais.
Do Rodrigo, com a sua notável parceria com o Zé, a Polonesa


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Fome de Futuro e escárnio no Presente

De Marques Bessa, cantado por José de Campos e Sousa e dito por Diogo Pacheco do Amorim. Para o Roberto de Moraes


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Quando o telefone toca

Para o grande Cajó, inquebrável e semper fi, devolvo-a como m'a deste há cerca de 30 anos.


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Para a melancolia do Misantropo

Com letra do António Pinho e música do José de Campos e Sousa


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O futuro, na Palestina e em Israel

Excelente post de Euroultramarino sobre um ensaio do politólogo argentino Vicente Massot. A não perder...

Premonição

Muitos se têm perguntado quem era Fernando Tavares Rodrigues.
Não cabe aqui descrever o seu vasto curriculum. Apenas deixar um pequeno apontamento sobre a sua sôfrega poesia; deixemos para mais tarde uma análise crítica da sua obra literária... Do seu livro MEMÓRIAS DE CORPO INTEIRO, editado pela Cognitio, em 1983


SINTO

Sinto que sinto demais...
Se eu sentisse que morria,
Não morria.
Mas quero sentir que morro
porque entre estar morto
e não estar vivo
não há nada.




EPITÁFIO

Quando eu morrer para o mundo
quero que me enterrem fundo
para não ouvir mais passos
nem sentir falsos abraços.
Mas não tão fundo
que se esqueçam que vivi...

Embrulhem-me num lençol
e deixem-me dormir em paz
mesmo que esteja sol
que a mim já tanto me faz.

Se houver lágrimas, saudade
escrevam-me, então, um poema
mas que não seja eu o poema
nem fale da minha idade.

Senão deixem-me dormir,
que as flores hão-de florir
mesmo sem mim.
E, por fim,
afastem-se devagar
não vá de novo acordar.