terça-feira, março 21, 2006

Ay Carmela! Si hubieras pasado...



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La marcha del 5 regimiento



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Jans, coño que bully estás!

Resolvi cair gostosamente na armadilha montada pelo Jansenista. Não é nem o Aye Carmela! nem o Quinto ainda mas dá para divertir. (Caramba, tinhas que escolher Toledo como isco?)



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segunda-feira, março 20, 2006

Do Joaquim Azinhal Abelho para tutti quanti...

No Fado os Deuses regressam legítimos
e longínquos. É esse o segundo sentido
da figura de D. Sebastião.


Fernando Pessoa


Balada Arraiana

Com um abraço a Juan Pablo Alba Lopes

Oh, rio Guadiana! Oh, rio
De águas mansas e voz plana…
Aonde irás tu, oh rio
Guadiana, Guadiana?...

Subi ao castelo de Elvas,
Vi Badajoz ao luar
Debruçado em seus reflexos,
Sonhando um doce fitar.
Dois grupos de cavaleiros
-Grande coisa de pasmar! –
Dando-se as mãos sobre o leito
Das águas que iam correndo,
Correndo tão devagar…
Um vestia de armas brancas,
Outro andava a cavalgar
Sob corcéis cor de fogo,
Bem mais leves do que o ar.
Oh! Cavaleiros, cavaleiros!
Aonde é que ides parar?
- Vamos Guadiana abaixo
Sem tenção de descansar.
- Nós viemos pelas Espanhas
(Disse o mais veloz que o ar)
Dona de coisas tamanhas
Que nem as posso contar…
Vivendo as gestas do Cid,
Campeador de longadas,
Chegamos a José António,
Capitão dos camaradas.
- José António, o da camisa,
Azul com flechas bordadas.


- Nós por terras portuguesas
Banhadas por sal do mar,
Irmão das vossas raízes
Gémeas do vosso cantar…
- Os de El-Rei D. Sebastião
Que ainda há-de um dia voltar. –


Terçando as espadas de oiro
Foram num coro a gritar
- Europa, madre e madrinha!
De quem fomos já cabeça
Nós viemos-te a salvar:
Salvar de caíres por terra;
Salvar de poderes tombar…
Tu que foste alicerce
Ai, não podes fraquejar.
Em frente ao castelo de Elvas,
Com Badajoz ao luar,
Juramos pela fé que somos
Que hemos de morrer ou matar.
Lá foram os cavaleiros,
Lá foram no seu cantar,
Colhendo cravos e rosas;
Lá foram no seu correr;

Fulgindo o brilho das armas
Que hão-de matar ou morrer.
Porque foram ou não foram
Ninguém poderá saber.
Quem é que os mandou partir?
Quem os mandará correr?

Oh! Rio Guadiana! Oh, Rio!
Foi este o meu meditar,
Quando te vi por te ver,
Por te ver e por te amar
Correndo tão calmamente
Talvez não chegues ao mar…
Talvez fiques em nós todos:
Talvez lá vão cavaleiros
Que te ocupem o lugar
E fiques em nossos olhos
Quando estamos a chorar.

Lágrimas de Portugal

Quando os caminhos do mar surgem, de novo, envoltos em bruma artificial...
Quando as canadas para nordeste surgem falaciosamente abertas para ratinhos e malteses irem oferecer a sua mão-de-obra aos terratenentes e burgueses dessa Velha Senhora Europa...
Quando as procissões de OPAs já mal disfarçam que os núcleos de decisão financeira estão bem longe de Portugal (será que alguma vez por cá se encontraram? E qual a diferença? Terá o Capital Pátria ou Nação?)...
Oiçamos Fernando Pessoa, na voz do Zé e libertemos a alma, deixemo-la roçar ao de leve por toda essa espuma marulhante que, oceano a oceano, tantas memórias carrega da nossa Pátria errante. Sonhemos com El-rei D.Sebastião e com os toques a rebate dos sinos das aldeias que num dia de fero nevoeiro nos juntem a todos em frente das Novas Muralhas de Barad-dûr para a conquista definitiva de Mordor...


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Se alguém me puder fazer chegar a marcha Heróis de Mucaba (a Banda da GNR gravou)ficaria mui agradecido.

Fabulário potpourrido

Era uma vez um macho latino, de bigodón e meia-branca, que descobrira o segredo de cultivar um feijão branco especial no recôncavo dos pneus. O feijão crescia e multiplicava-se com uma velocidade estonteante, geradora de grandes proventos na cultura do relvado. Cresceu tanto, tanto que a certa altura o ingricultor resolveu comprar uma veiga para com ela fazer um lameiro de luxo. Fugindo do apito das aves e do Ogre dragão, um ganso que punha ovos de ouro, resolveu fazer o ninho à sombra do feijoal e com as coisaetalminas passou a aumentar a produção.

Comenta o génio da Floresta: Quando é que Gato lança o Apito dourado no Sul? Ou estão à espera que chegue a gripe das Aves?

quarta-feira, março 15, 2006

Zé do Povo

No desenrolar do processo político que sucedeu ao PREC, foram envidados todos os esforços, umas vezes de forma subtil, outras com grande descaramento, para branquear os acontecimentos histórico-políticos que se sucederam ao 25 de Abril. A nomenklatura que então se assenhoreou do Poder fez sempre passar a mensagem (comunicação social, sistema educativo, etc.) de que, com o 25 de Novembro, se havia reposto a legalidade inerente a um Estado de Direito e que tal havia sido conseguido exclusivamente pela acção corajosa dos oficiais agrupados à volta do denominado Grupo dos 9. Num só passe de mágica, limpava o curriculum torcionário de oficiais como Pezarat Correia, atribuía ao PREC o qualificativo de excessos expectáveis numa revolução (ilibando de responsabilidades os seus principais actores) e atirava para o oblívio histórico o papel fundamental desempenhado pelas revoltas populares, mais ou menos enquadradas por patriotas atirados para a clandestinidade ou por alguns elementos do Clero. Basta ouvir as declarações do futuro Marechal Eanes nas comemorações do 25º aniversário do 25 de Novembro para perceber o que esconde a minimização do papel desempenhado por pessoas como o Cónego Melo ou por movimentos como o MDLP que, apesar de liderado pela figura emblemática do 25 de Abril, o Gen. Spínola, foi rapidamente classificado como de extrema direita e bombista. Francamente, de tanto papaguear o marxismo e o leninismo esqueceram-se do conteúdo das suas teses para apenas reterem os métodos de conquista do Poder. Cabe-nos a nós desmistificar o historial oficial e repor a verdade para memória das gerações futuras. É nesse sentido que resolvi continuar a postar mais músicas, sobretudo as que se enquadrem nos registos históricos dessa época. Vindos do baú do VL, eis quatro musiquitas, na altura, amplamente cantadas nas feiras do Norte e Centro do país por um cantador de intervenção (como então se dizia) intitulado Zé do Povo.


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Quem me arranja a cassette do Quim Barreiros, lançada durante o PREC?

terça-feira, março 14, 2006

Sai mais um Sardinha para o Azinhal e o F.Santos



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Para o Manel Azinhal (do homónimo e patrício poeta)

Cantiga do Camarada

Camarada! Camarada!
Aqui tens a minha mão,
O meu cavalo e esta espada;
Eu sem ti não sou ninguém
E tu sem mim não és nada.

Camarada! Camarada!
Brilha no Céu uma estrela!
Vamos lá em cavalgada.
Ah! quem pudera vencê-la,
Quem me dera conquistá-la.

Camarada! Camarada!
Antes da Lua surgir,
Antes bem da madrugada
Já a estrela refulgia
No gume da minha espada.

Camarada! Camarada!
Toma lá esta certeza,
Dum irmão que tem uma espada:
Sem ti não será ninguém
E tu sem ele não és nada.

Camarada! Camarada!
A minha espada e a tua
Fecham numa encruzilhada;
A minha é a tua fé
Que não tem medo de nada.

Camarada! Camarada!
Se tu caíres na batalha
Inda fica a minha espada.
E se nós ambos morrermos
Fica outro camarada.

Que há-de findar a batalha
Por nós ambos começada.

Azinhal Abelho

Parabéns atrasados para a Filipa


Como prometido, no 4º aniversário da Filipa, As Quatro Padroeiras, de Diogo Pacheco de Amorim e José Campos e Sousa.


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quinta-feira, março 09, 2006

Fernando Tavares Rodrigues...ainda

Com a inestimável ajuda do Nonas, eis as capas de três dos livros editados do FTR





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quarta-feira, março 08, 2006

I have a dream...

Imagino o hemiciclo do Plenário da A. R. cheio e os seus membros, de pé, a cantar a plenos pulmões esta raríssima jóia:


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Rimance da rosa



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Cabo da Boa Esperança



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E o grande Miguel Seabra a dizer...

Trova Dor



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Comício

A pedido de várias famílias, e sem rebuço de me contradizer, resolvi postar mais quatro objectos de veneração dos velhos nacionalistas. São resultado de uma bela parceria entre os fortes poemas do António Manuel Couto Viana e a límpida voz do Nené Sobral Torres. Fi-lo com a ajuda dos sempre generosos préstimos do Nonas.
Emendei a mão, depois de ler os comentários do Manel Azinhal. Tenho por ele uma grande amizade e respeito. Conhece-me desde o dia 8 de Agosto de 1975...


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MEMORABILIA- Fase I

Após um impulso inelutável que me levou a vomitar em catadupa um conjunto de músicas que fazem parte de um acervo que tenho conservado e tratado, resolvi mudar de agulha e parar. Abro uma excepção, contudo: as Quatro Padroeiras. Se o ímpeto inicial resultou de uma vontade de partilhar o espólio (que espero que cada um divulgue no seu espaço de influência para que não se perca e alimente a chama), progressivamente fui-me dando conta de que a análise estatística dos acessos me permitiria fazer um pequeno estudo de natureza para-sociológica. Se o Ressurreição foi escutado (e descarregado, espero) cerca de 300 vezes, seguido pelo Requiem por Jan Palach, com 165, as canções, daquilo que poderemos designar por Cancioneiro da Resistência ao PREC, como o Senhor Capitão por exemplo, pouco ultrapassaram a meia-centena, com excepção do Quem não viria de arma na mão (será o carácter bélico do título ?) com 85. Se o Angola é nossa chegou aos 100, todas as outras canções, suportadas por belíssimos e significativos poemas, do que poderia ser um Cancioneiro da Revolta do Ocidente contra a dominação esquerdista, mal atingiram os 50. Qual o significado disto ? Desinformação ou desinteresse geracional ? Desconhecimento afectivo e racional pelos combates contra a dominação comunista que julgam ter acabado com a queda do Muro ? Não sei, ao certo, quais as causas mas seria interessante debatê-las porque tal como uma Nação, uma geração que ignora o Passado nunca terá Futuro!
Importa compreender que o único combate possível é aquele que nos permite usar toda a panóplia de canais de comunicação para que divulguemos o nosso pensamento e o nosso ideário. É do combate cultural que falo; o político está, ab initio , condenado ao fracasso pois pretende lutar contra um adversário que é simultaneamente contendedor e árbitro.
Tornam-se cada vez mais evidentes, as abstrusas ligações entre altos responsáveis do Estado e alguns lobbies capazes de movimentar grandes quantidades de dinheiro como o são a construção civil, os fabricantes e distribuidores de medicamentos, os negociantes de armamento, o mundo do desporto profissional, algumas enigmáticas e pseudo-filantrópicas sociedades e Fundações, etc.. As relações entre estes grupos evoluem geralmente em espiral, aumentando o seu Poder potencial através da simples regra do coça as minhas costas que eu coçarei as tuas. E, amiúde, quer o mundo do espectáculo quer o da comunicação social, muitas vezes propriedade sua, ou sob o seu controlo, são usados para denunciar ou para esconder, para desgastar ou promover, para condenar ou incensar os adversários ou os membros afectos ao círculo, respectivamente.
Por isso, quem está de fora tem de saber surfar a onda , cavalgar o tigre, para poder aspirar a levar a água ao moinho.
Saibamos acabar com o mitificado monopólio da Esquerda sobre a Cultura.

terça-feira, março 07, 2006

Ion Moţa e Vasile Marin

Legionários da guarda de Ferro mortos na Guerra Civil de Espanha, estes dois nacionalistas romenos foram um símbolo da entrega dos seus correligionários à causa comum contra o anti-clericalismo e o comunismo. Moţa era cunhado de Corneliu Codreanu, o mítico dirigente do movimento barbaramente assassinado às ordens do gen. Antonescu. A maioria dos quadros da Guarda de Ferro foi enviada pelos alemães para o campo de concentração de Bunchenwald...


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Composto por Ion Mânzatu sobre versos de Radu Gyr

Em busca da Guarda de Ferro

Para o CBM e para o NR como recordação pelas suas juvenis aventuras transilvânicas e carpáticas em busca do Conde Vlad, o Empalador.
O 30º Batalhão Romeno dos Cárpatos


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Praga, Berlim, Budapest...

Mais outra de Leo Valeriano, anos 60


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