segunda-feira, julho 17, 2006

Zapatea meu bem, zapatea... que não nos roubarás a História

Exactamente 70 anos atrás, são 16h23.
Chefiado pelo Sargento Joaquim Sousa Oliveira, um pequeno destacamento do Tercio, penetra no pátio da Alcazaba (onde tinha sede a Comissão Geográfica de Limites, em Melilha-a-velha) e tem na sua mira o Tenente Zaro, dos Serviços de Informação e Segurança, onze Guardias de Asalto e quatro polícias. Alertados por um bufo, tinham vindo proceder a um busca nas instalações, por ordem do delegado do Governo em Melilha. Aí se encontravam reunidos os T./Cor. Seguí, Bartomeu, Gazapo, Zanón, Medrano, dois capitães da Guardia Civil, vários tenentes e alguns falangistas. Um dos tenentes, o legionário, Júlio de la Torre, perante o aparecimento de Zaro, conseguiu escapulir-se sorrateiramente e, por telefone, ligou para o vizinho quartel da Legião, solicitando ajuda.
Seguí, tinha sido juntamente com Franco, em Tenerife, e Sanjurjo, em Lisboa, um dos destinatários do telegrama cifrado que, desde Bayonne, Félix Maíz, às ordens de Mola, El Director,tinha enviado às 7h15 da manhã do dia 17 a anunciar a sublevação para as 00h00 desse dia. Preventivamente, alguns tabores de Regulares haviam sido trazidos para os arredores de Melilha no dia anterior.
Às 16h32, os conjurados que sabem contar em Melilha com menos de uma centena de soldados de confiança convocam por telefone as guarnições da Legião e dos Regulares da região que rapidamente se lançam sobre a vila e a dominam.
Resistência só a houve na Base de hidroviões de Atalayón, onde cairam as primeiras vítimas da GCE, dois soldados de Regulares. A resistência cessou quando o tabor do Major Mohammed El Mizzian se incorporou no ataque e pelas 18h30 tudo estava terminado.
Os radiotelegrafistas de Marrocos quase todos afectos à Frente Popular rapidamente haviam difundido as notícias da sublevação vitoriosa. Em Madrid, apesar dos esforços de Casares Quiroga para esconder os factos e anestesiar a opinião pública, as células da maçónica UMRA tomam a iniciativa e posicionam-se nos pontos críticos do Poder militar. Da mesma forma procede a Generalitat, na posse de preciosa informação sobre os cabecilhas dos conjurados.
Tudo se prepara para o dia seguinte.
Às 21h00, Melilha está ocupada e tranquila e os sublevados são secundados em todo o lado pelas populações civis e pelas autoridades marroquinas.
Afinal, contrariamente ao que pensava La Pasionária,os carneiros não se resignavam a morrer em Holocausto...

A indelével coerência do Ser...

Quand on ne vit pas comme on pense, on finit toujours par penser comme on vit...

Paul Bourget

quinta-feira, julho 13, 2006

As inconfessáveis razões do Zizu....


Pudor e Honra num substracto cultural islâmico-mediterrânico

segunda-feira, julho 10, 2006

O Mundial e a alegria de viver

L'arroseur arrosé ou Un chien...catalan

Gostei imenso da derrota da França. A arrogância e o desplante egocêntrico da sua equipa obrigaram-nos a morder a língua e a meter o dedo indicador com que tanto apontaram para a equipa portuguesa no sítio onde os galos põem ovos. Sobretudo o cínico catalão Domenech.
Tentaram o truque do espirro para meter medo com a gripe das aves (e não é que conseguiram um penalty!?) mas a força da MAFIA azzurra foi mais forte! Morte Alla Francia Italia Avanti como no tempo das grilhetas napoleónicas.

quinta-feira, julho 06, 2006

O quase... sempre o quase...

No refluxo do Sonho a constante amargura do Quase...
Na brilhante performance da nossa Equipa faltaram pernas para a ponta final e o Galo gabarola cantou mais alto.
Paciência e esperemos pela próxima organização do mafioso Blatter.

terça-feira, julho 04, 2006

quarta-feira, junho 28, 2006

Os jogos de guerra dos Senhores do Mundo

O Club de Bilderberger é um encoberto forum da nomenklatura do mundialismo.
Controladores das fontes energéticas mundiais, inspiraram-se na ideia de Mayer Amshel Rothschild (1743-1812):
Deem-me o controlo sobre a moeda de um país e deixarei de preocupar-me com aqueles que fazem as leis.
Em síntese, o Club considera que:
1.É uma entidade meta-governamental
2.Manipula as finanças globais e promove o estabelecimento de de apertadas e rígidas regras de trocas comerciais e investimentos a nível mundial
3.Selecciona determinadas figuras políticas que se enquadrem no perfil típico para as transformar em governantes e procura afastar do poder aquelas de que não gosta ou que não comungam das suas ideias ou métodos de operar
4.Decide da vida e da morte de países e regimes e da necessidade das guerras e conflitos, por forma a defender os interesses da megaoligarquia mundial que controla o Club (Timor !?)

Na reunião deste ano, pela primeira vez de forma consistente e incisiva, a opinião maioritária dos participantes foi no sentido de levar o areópago a afastar-se dos interesses de Israel, tentado desligar-se das iniciativas de Bush em relação ao Irão. No entanto, foi consensual a necessidade de manutenção de um estado de tensão que garantisse os preços do petróleo nos actuais níveis, ou seja, nos cerca de 70 USD o barril, já que isso lhes tem proporcionado lucros imensos.
Eis a lista dos participantes do furtivo evento que se realizou há algumas semanas:

Presidente honorário—BE,Davignon, Etienne


Abu-Amr, Ziad— PNA, Palestinian Legislative Council
Aguiar-Branco, Jose Pedro—P, Member of Parliament (PSD)
Aigrain, Jacques—CH, CEO, Swiss Re
Ajami, Fouad—USA, Director Middle East Studies, Johns Hopkins
Alogoskoufis, George—GR, Minister of Economy and Finance
Bagis, Egeman—TR, Member of Parliament
Balls, Edward—GB, Economic Secretary to the Treasury
Balsemão, Francisco Pinto—P, Former Prime Minister
Barnier, Michel—F, Former Minister for Foreign Affairs
Bartenstein, Martin—A, Minister of Economics and Labor
Bernabe, Franco—I, Vice Chairman, Rothschild Europe
Bildt, Carl—S, Former Prime Minister
Boyner, Umit N.—TR, Member of Executie Board, Boyer Holding
Bronner, Oscar—A, Publisher and Editor, Der Standard
Browne, John—GB, Group Chief Executive, British Petroleum
Burda, Hubert—B, Punlisher and CEO, Hubert Burda Media Holding GmbH & Co. KG
Castries, Henri de—F, Chairman of the Management Board and CEO, AXA
Cebrian, Juan Luis—E, CEO, PRISA
Chalabi, Ahmad—IRQ, Former Deputy Prime Minister
Clark, Edmund—CDN, President and CEO, TD Bank Financial Group
Clarke, Kenneth—GB, Member of Parliament
Collins, Timothy C.—USA, CEO, Ripplewood Holdings, LLC
Collomb, Bertrand—F, Chairman, Lafarge
Comper, Tony—CDN, President and CEO, BMO Financial Group
Crawley, Phillip—CDN, Publisher and CEO, the Globe and Mail
David, George A.—GR, Chairman, Coca-Cola H.B.C.S.A.
Dervis, Kemal—INT, Administrator, UNDP
Descoing, Richard—F, Director, Institut d’Etudes Politiques
Desmarais, Jr., Paul—CDN, CEO, Power Corporation
Devedjian, Patrick—F, Member of Parliament
Donilon, Thomas E.—USA, Partner, O’Melveny & Myers LLP
Dopfner, Mathias—D, Chairman of the Board of Management, Axel Springer AG
Eldrup, Anders—DK, President, DONG A/S
Elkann, John—I, Vice Chairman, Fiat
Feldstein, Martin—USA, President and CEO, National Bureau of Economic Research
Geithner, Timothy F.—USA, President and CEO, NY Federal Reserve Bank
Gigot, Paul A.—USA, Editor of the Editorial Page, The Wall Street Journal
Gilady, Eival—ISR, Head of Coordination and Strategy at the Office of the Prime Minister
Gleeson, Dermot—IRL, Chairman, AIB Group
Goldschmidt, Pierre—B, Former Deputy Director General, IAEA
Gusenbauer, Alfred—A, Parliamentary Leader SPO
Halberstadt, Victor—NL, Profesor of Economics, Leiden University
Hansen, Jean-Pierre—B, CEO, Suez-Tractebel S.A.
Heinaluoma, Eero—FIN, Minister of Finance
Holbrooke, Richard C.—USA, Vice Chairman, Perseus, LLC
Hubbard, Allan B.—USA, Assistant to the President for Economic Policy
Jensen, Siv—N, Member of Parliament
Joffe, Josef—D, Publisher-Editor, Die Zeit
Johnson, James A.—USA, Vice Chairman, Perseus, LLC
Jordan, Jr., Vernon E.—USA, Senior Managing Director, Lazard Freres & Co. LLC
Kaletsky, Anatole—GB, Editor at Large, The Times
Kerdrel, Yves de—F, Editor, Le Figaro
Kerr of Kinlochard, John—GB, Deputy Chairman, Royal Dutch Shell plc
Kimsey, James V.—USA, Founding CEO, America Online
Kissinger, Henry A.–USA, Chairman, Kissinger Associates
Kleisterlee, Gerard J.—NL, President and CEO, Royal Philips Electronics
Koc, Mustafa V.—TR, Chairman, Koc Holding A.S.
Koprulu, Kemal—TR, Founding Chairman, ARI Movement
Korkman, Sixten—FIN, Managing Director, The Research Institute of the Finnish Economy ETLA
Koru, Fehmi—TR, Senior Writer, Yeni Safak
Koss, Johann O.—CDN, President and CEO, Right To Play
Kravis, Henry R.—USA, Founding Partner, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Kravis, Marie-Josee—USA, Senior Fellow, Hudson Institute, Inc.
Kroes, Neelie—INT, Commissioner, European Commission
Kronenburg, Ed—INT, Director of the Private Office, NATO Headquarters
Kudelski, Andre—CH, Chairman of the Board and CEO, Kudelski Group
Lauvergeon, Anne—F, Chairman of the Executive Board, AREVA
Leon Gross, Bernardino—E, Secretary of State, Ministry of Foreign Affairs
Lipens, Maurice—B, Chairman, FORTIS
Lloyd, Ronald S.—CDN, Chairman and CEO, Credit Suisse First Boston
Luti, William J.—USA, Special Assistant to the President for Defense Policy and Strategy, National Security Council
Mathews, Jessica T.—USA, President, Carnegie Endowment for International Peace
McKenna, Frank—CDN, Deputy chair, Toronto Dominion Bank Financial Group
Medish, Mark C.—USA, Partner, Akin Gump Strauss Hauer & Feld LLP
Montbrial, Thierry de—F, President, French Institute for International Relations
Monti, Mario—INT, President, Universita Commerciale Luigi Bocconi
Mundie, Craig J.—USA, Chief Technical Officer Advanced Strategies and Policy, Microsoft
Myklebust, Egil—N, Chairman of the Board of Directors SAS, Norsk Hydro ASA
Nass, Maathias—D, Deputy Editor, Die Zeit
Netherlands, H.M. the Queen of The—NL
Nickerson, Ken—CDN,iBinary Corp
Nixon, Gordon—CDN, President and CEO, Royal Bank of Canada
Norvik, Harald—N, Chairman & Partner, ECON Management AS
O’Brien, Denis—IRL, Chairman, Communicorp Group Ltd.
Olechowski, Andrzej—PL, Leader Civic Platform
Ollila, Jorma—FIN, Chairman, Royal Dutch Shell plc
Osborne, George—GB, Shadow Chancellor of the Exchequer
Ozel, Soli—TR, Professor of International Relations and Political Science, Istanbul Bilgi University
Padoa-Schioppa, Tommaso—I, Minister of Finance
Pataki, George E.—USA, Governor of New York State
Pearlstine, Norman—USA, Senior Advisor, Time Warner Inc.
Pei, Minxin—USA, Director, Carnegie Endowment for International Peace
Perle, Richard—USA, Resident Fellow, American Enterprise Institute
Pfluger, Friedbert—D, State Secretary of Defense
Piebalgs, Andris—INT, Commissioner, European Commission
Pinault, Francois-Henri—F, President, Artemis; Chairman and CEO, PPR Group
Prichard, J. Robert S.—CDN, President, Torstar Corporation
Rattner, Steven—USA, Managing Principal, Quadrangle Group LLC
Reinfeldt, Fredrik—S, Chairman Conservative Party
Reisman, Heather—CDN, Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc.
Rockefeller, David—USA, Former Member, JP Morgan International Council
Rodriguez Inciarte, Matias—E, Executive Vice Chairman, Grupo Santander, Ciudad Grupo Santander
Ross, Dennis—USA, Director, Washington Institute for Near East Policy
Roy, Olivier—F, Senior Researcher, French National Center for Scientific Research
Roy, J. Stapleton—USA, Managing Director, Kissinger Associates, Inc.
Sadjapour, Karim—USA, Analyst, International Crisis Group
Sant, Roger—USA, Co-founder and Chairman Emeritus, The AES Corporation
Sarjolghalam, Mahmood—IRN, Associate Professor, National University of Iran
Scaroni, Paolo—I, CEO, Eni S.p.A.
Schily, Otto—D, Member of Parliament
Scholten, Rudolf—A, Member of the Board of Executive Directors, Oesterreichische Kontrollbank AG
Schrempp, Jurgen E.—D, Former Chairman of the Board of Management, Daimler Chrysler AG
Schulz, Ekkehard D.—D, Chairman, ThyssenKrupp AG
Seidenfaden, Toger—DK, Executive Editor-in-Chief, Politiken
Silva, Augusto Santos—P, Minister for Parliamentary Affairs
Steinberg, James B.—USA, Dean, University of Texas
Straberg, Hans—S, President and CEO, AB Electrolux
Sutherland, Peter D.—IRL, Chairman, BP plc and Chairman, Goldman Sachs International
Tremonti, Giulio—I, Vice President of the Chamber of Deputies
Tsoukalis, Loukas—GR, President Hellenic Foundation for European and Foreign Policy
Vehagen, Maxime J.M.—NL, Parliamentary Leader, Christian Democratic Appeal
Vinocur, John—USA, Senior Correspondent, International Herald Tribune
Wallenberg, Jacob—S, Chairman, Investor AB
Waugh, Richard E.—CDN, President and CEO, Bank of Nova Scotia
Wellink, A.H.E.M.—NL, President, De Nederlandsche Bank
Wolf, Martin H.—GB, Associate Editor and Economics Commentator, The Financial Times
Wolfensohn, James D.—USA, Special Envoy for the Gaza Disengagement
Zelikow, Philip D.—USA, Counselor of the Department, US Department of State
Zhang, Yi—CHN, Deputy Secretary General, China Society for Strategy and Management Research
Zoellick, Robert B.—USA, Deputy Secretary of State
Zumwinkel, Klaus—D, Chairman of the board of Management, Deutsche Post AG
REPORTERS
Bredow, Vendeline von—GB, Paris Correspondent,The Economist
Wooldridge, Adrian D.—GB, Foreign Correspondent, The Economist

O modelo de gestão de quem nos governa

É velha mas irresistível de contar. É o modelo de gestão típico de quem se governa em vez de governar. De quem se habituou a servir-se em vez de servir...E no fim quem se lixa é sempre a Formiga.


Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar.
Produzia e era feliz.
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse tanto sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada?
Contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.

A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.

Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.

A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!

O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.

A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.

Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.

A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "Há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?

A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".


Tenho a certeza que estão a pensando como eu:
- Onde raio é que eu já vi este filme?...

A very up to date question


A corrupção
Uma das ameaças que mais contribui para pôr em causa a coesão da Identidade Nacional é, certamente o nível de corrupção de um país, muitas vezes generalizada e engendrada pela actividade do crime organizado internacional.
Para além de corromperem elementos das forças anti-crime ou da administração pública de médio e baixo nível, os criminosos, procuram corromper políticos e altos funcionários por razões óbvias. Procuram conseguir protecção de alto nível para si e para as suas actividades ou obter informação interna sobre as investigações judiciárias a nível nacional. São igualmente motivações, a obtenção de informação, classificada como secreta ou confidencial, sobre as intenções e propensões dos governos a propósito de legislação e orientação económica, fiscal ou anti-crime que possa vir a afectar os seus interesses.
Países em que o Estado controle directamente as companhias de produção e distribuição de energia ou os principais grupos financeiros, são particularmente vulneráveis à corrupção de alto nível. Altos funcionários que detenham autoridade para decidir sobre a atribuição de subsídios ou que tenham capacidade para isentar, relevar ou perdoar coimas e taxas são igualmente alvos preferenciais do crime organizado. O mesmo acontece com quem influencia ou intervém nos processos de decisão sobre grandes contractos estatais ou processos de privatização.
Mas algumas vezes, essa gente também tem os seus próprios interesses quando toma a iniciativa de procurar ou aceitar uma aliança com os criminosos. As razões por que o fazem podem ir desde o tentar evitar as pressões ou as represálias quando aqueles pretendem favores até tirar proveito, para benefício próprio, da autoridade ou poder que detêm não hesitando em recorrer, para isso, a actividades ilegais ou ilícitas. A ambição desmedida pode levar alguns indivíduos, em posição para decidir ou influenciar as operações ou investigações judiciárias, a pedir comissões ou subornos para bloquear ou aliviar a interferência estatal nos negócios dos grupos criminosos. Usando a sua posição pública ou a potencial capacidade de influência procuram tirar dividendos disso, promovendo decisões a favor do crime organizado com que se relacionam. Nalgumas sociedades e nalguns meios, o tráfico de influências tornou-se numa das actividades mais lucrativas permitindo o aparecimento surpreendente de fortunas que, noutras condições, demorariam gerações a ser criadas. Da mesma forma, políticos e empresários sem escrúpulos não se inibem de procurar as organizações criminosas a fim de conseguir informações que lhes permitam desacreditar rivais políticos ou económicos ou, tão somente, garantir o financiamento secreto das suas campanhas políticas.
Em acréscimo a minar a legitimidade e o desempenho de um governo ou das instituições públicas, a corrupção, muitas vezes associada ao nepotismo, altera significativamente a distribuição dos talentos e do trabalho no seio da sociedade. Provoca dificuldades na angariação da receita fiscal, uma vez que os contribuintes têm a percepção de que as decisões económicas e fiscais fundamentais são baseadas mais nos interesses dos grupos com capacidade para influenciar os sectores chaves da Administração do que nos reais interesses do País. Dissolve gradualmente as referências morais e cívicas retirando consistência à ética estruturante da sociedade a qual, sem reacção, tenderá irreversivelmente a colapsar.
No nosso país, também se tornam cada vez mais evidentes as abstrusas ligações entre altos responsáveis do Estado e alguns lobbies capazes de movimentar grandes quantidades de dinheiro como o são a construção civil, os fabricantes e distribuidores de medicamentos, os negociantes de armamento, o mundo do desporto profissional, algumas enigmáticas e pseudo-filantrópicas sociedades e Fundações, etc.. As relações entre estes grupos evoluem geralmente em espiral, aumentando o seu Poder potencial através da simples regra do coça as minhas costas que eu coçarei as tuas. E, amiúde, quer o mundo do espectáculo quer o da comunicação social, muitas vezes propriedade sua, ou sob o seu controlo, são usados para denunciar ou para esconder, para desgastar ou promover, para condenar ou incensar os adversários ou os membros afectos ao círculo, respectivamente.
De uma forma geral, a corrupção enfraquece as instituições chegando mesmo, quando endémica, a afectar a Identidade Nacional de um Povo. Estabelece a dúvida, esbate e relativiza as referências morais, fomentando uma sociedade permissiva e laxista que, por apatia ou vergonha intrínseca, tende a esquecer a consistência dos seus valores colectivos.

sexta-feira, junho 23, 2006

Gloriosa Chaves


São quase um anacronismo mas quando se encontram até a alma bate palmas.

Tenente Ferreira da Silva, flaviense morto gloriosamente na Guerra de Espanha em defesa da civilização cristã

Um vero Tuga socratista...

terça-feira, junho 20, 2006

O CAIR DAS MÁSCARAS

Apesar de mais concorrido do que o costume, este ano a vera comemoração do 10 de Junho deprimiu-me.
Senti o peso dos anos como nunca. O desgaste da emoção contida. O gritar silencioso dos espectros dos mortos a rondarem-nos o coração.
Erosão da rotina ? Cansaço ? Sinais de impotência no culto dos que caíram por Portugal ? A irritação indignada pela canalha atitude da maioria da CS televisiva ?
Este ano, nem sei bem por quê, nem fui rezar junto ao Monumento, a prestar a homenagem que devo a quem tudo sacrificou em nome da Pátria!
Regressado a casa, foram-me impingidas as imagens tragicómicas das comemorações ditas oficiais, com carros de combate (já obsoletos quando adquiridos) a empanarem para gáudio da populaça que assistia ao caricatural desfile militar.
Mais irritação...Mais desconforto...
E eis senão quando o apessoado locutor anuncia com pompa e circunstância a atribuição da Ordem da Liberdade ao comunista Óscar Lopes ! Não é a primeira vez que um defensor da Ditadura do proletariado (leia-se da sua Nomenklatura) é agraciado com tal distinção mas não deixa de ser sempre revoltante....Dir-se-á que Lopes era comunista mas realizou uma grande obra sobre a História da nossa Literatura; aconselho-vos a lerem as Memórias de António José Saraiva antes de produzirem tal dislate, tal o sectarismo e preconceito político que subjaz à obra.
Mesmo com a desvalorização que a acção de Sampaio e dos seus antecessores introduziu na distribuição de condecorações não deixa de ser ultrajante e hipócrita.
E o Daniel Sampaio, esse afamado abortista e incompetente psiquiatra que tão nocivo tem sido às sãs relações familiares ? Mais um embusteiro que fica bem na fotografia.
Mas confesso (só para os amigos) que acabei por ganhar o dia:
Ao fazer zapping para me livrar da sarna do Mundial, acabei por parar no 2 , para ouvir o Eduardo Lourenço a auto elogiar-se a coberto da sua falsa humildade. E foi a apoteose quando as câmaras se detiveram no diálogo do E.L. com o Manel Alegre:
M. A. : Hoje já não sei se gosto do Gorbatchev: Aquilo foi incrível
E. L.: Pois foi, pois foi !
M. A. : O gajo perdeu o controle da coisa
E. L.: É verdade, perdeu o controlo do processo
M.A.: Aquilo não foi uma implosão. Foi uma autêntica derrota.
E. L: :Uma derrota da História !
Pois é, seus socialistas democráticos (?). Ainda bem que se reveem na situação pré-Gorbatchev. A mim nunca me enganaram...Ainda bem que reconhecem que a queda do Muro não afectou só o PC.

segunda-feira, junho 12, 2006

Habanos puros...

Da verve irónica do VL, uma brisa das Caraíbas:

Uma professora cubana mostra aos alunos um retrato do presidente Bush, e pergunta à turma: - De quem é esse retrato?
Silêncio absoluto.
- Eu vou-vos ajudar .... É por culpa desse senhor que nós estamos a passar fome.
- Ah, professora! É que sem a barba e o uniforme não dava para o reconhecer!

Fidel está a fazer um de seus famosos discursos:

- E a partir de agora teremos de fazer mais sacrifícios!

- Trabalharemos o dobro! - diz alguém na multidão.

- E teremos de entender que haverá menos alimentos!

- Trabalharemos o triplo! - diz a mesma voz.

- E as dificuldades vão aumentar! - continua Fidel.

- Trabalharemos o quádruplo!

Aí, Fidel pergunta ao chefe da segurança:

- Quem é esse sujeito que vai trabalhar tanto?

- O coveiro, mi comandante.


O povo cubano estava todo reunido num comício com o ditador, o seu assessor olhava para Fidel, virava-se para o povo, e dizia:

- Mira, pueblo de Cuba! Acá está Fidel! Fidel no tiene la barba de Cristo ?
E o povo:
La tiene!
Fidel no tiene los pelos de Cristo?
Los tiene!

Fidel no tiene lo ojos de Cristo?
Los tiene!
Um bêbado, então, berra do meio da turba:

ENTONCES, POR QUE NO CRUCIFICAR-LO?

Fidel sofre um enfarte, e a família leva-o ao hospital.
O médico diz:
- Não há esperança!
O irmão pergunta:
- Ele vai morrer?
- Não. Vai continuar vivo.

- Sabia que Adão e Eva eram cubanos?

- O que o faz pensar isso?

- Não tinham roupas, andavam descalços, não podiam comer maçã e ouviam
dizer que estavam num paraíso.

terça-feira, maio 30, 2006

A desnacionalização do parto...

Como diz o VL, A caminho de um Portugal, mais Próspero, mais Livre, mais Justo!.
Sim, 32 anos depois do fim da «Fome, da Guerra, da Prisão e da Tortura» ainda vemos a nossa terra abrir-se «como um cravo de ternura»...

E, na volta, se ainda tiverem dúvidas sempre podem abortar numa das várias clínicas montadas para o efeito em Badajoz...

segunda-feira, maio 29, 2006

O estranho caso de Timor...

Habituado a procurar ler nas entrelinhas a verdade dos factos, subjacente à tão costumada deturpação (umas vezes por inépcia e ignorância, outras, por má-fé) da nossa caseira comunicação social, tenho ficado desconfortavelmente abstruso em relação ao que me chega de Timor.
Muitos colocam a tónica num conflito entre Xanana+Ramos Horta e Marí Alkatiri+Fretilin radical. Muitos deles, contudo, não hesitam em dar ao conflito uma natureza de dicotomia étnica Loro Munu-Loro Sae, ou seja, em Português, Oeste-Leste.
E onde pára o incontornável vector de poder que é a Igreja Católica?
Bom, confesso-vos que, após alguma reflexão, tudo me cheira muito mal; aliás, cheira-me a gás... e a petróleo.
Como pôde a Austrália reagir tão rapidamente? Será coincidência o facto de as tropas que se revoltaram (inicialmente de forma individual mas rapidamente agregada) terem sido treinadas pelos australianos ao abrigo dos acordos de cooperação? Muitos deles, jovens, falam inglês como mais ninguém fala na Ilha. Será um simples acaso o facto do refractário Alfredo, comandante da Polícia Militar, ser desde há muito um elemento de confiança dos americanos e próximo dos círculos de convívio do Director da Rádio, um elemento tido por ser da CIA? A confusão aumenta quando se verifica que a pouco vigiada fronteira com a Indonésia tem permitido a livre circulação de antigos elementos das milícias pró-Jacarta, a modos como que para apontar uma falsa pista, ou uma manobra de diversão se se quiser.
Estranhamente, os interesses de Timor e dos timorenses (e também os de Portugal) estão com o governo de Alkatiri e não com os defensores do vector australiano/americano personalizado na mulher de Xanana, no candidato a S-G da ONU, Ramos Horta e em ... Jill Joliff (do you remember her?).

O Governo insiste em impôr a língua e a legislação de orientação portuguesa para insatisfação e incredulidade da Austrália que há muito pretende tornar Timor numa colónia sua. Alkatiri, no exercício pleno da soberania, tem vindo a negociar com os chineses a exploração do gás natural do território face às dificuldades que sentiu nas negociações com a Austrália sobre a exploração do petróleo no Mar de Timor. Camberra apelou para a solidariedade americana (é de notar que o relatório do Echelon falava do eixo Washington, Londres, Ottawa, Camberra)e conseguiu convencer os primos a darem-lhe o aval para avançar com o plano (em meu entender esta foi sempre a 2ª fase subsequente à desanexação de Timor à Indonésia e o preço a pagar por ela). Jill Joliff tem-se empenhado ultimamente em apresentar Alkatiri como um islamita convicto, para, de uma forma subliminar, acordar o boçal maniqueísmo de Washington, levando-o a ver fantasmas e esqueletos onde há apenas paisagem...

Desconsiderada e acossada pelo Governo, a Igreja, passada a simpatia inicial pelos revoltosos (o inimigo do meu inimigo meu amigo é), emendou a mão e remeteu-se para o seu papel crucial na ajuda aos refugiados, evitando tomar partido.

Os dados estão lançados; a GNR com um pequeníssimo contingente vai ser crucial para o processo mas não sei se vai estar preparada para lidar com o seu principal adversário- as forças australianas ou, logo de início, os seus sequazes. Não é por acaso que os australianos não têm desarmado os ditos oriundos de Loro Munu, tendo-o feito apenas com os militantes mais radicais da Fretilin, estupidamente armados às ordens do Ministro Lobato, um radical fretilinista.

Taúr Matan Rúak, na sua humilde condição de servidor do Povo ainda hoje se deve interrogar porque é que sacrificou tanto tempo no maquis...

O Código Carrilho

Agora que andam em voga os mistérios conspirativos assentes em investigações históricas de inquestionável honestidade e qualidade, um amigo meu fez-me chegar, em muito segredo, a seguinte análise: Quem tramou o Roger Carrillo ?...

Há várias pistas que nos levam a descobrir quem tramou Carrilho na corrida a Presidente da Câmara de Lisboa. Está tudo no livro Sob o signo da Verdade... mas codificado em paralelo com o livro de Dan Brown Código Da Vinci. E se não acredita, verifique...

1ª Pista
O filho de Carrilho chama-se Dinis.
O Rei D. Dinis morreu com 46 anos.
Pág. 46 do Código Da Vinci:
Aparece a palavra "Portugal".

2ª Pista
A palavra Carrilho tem 8 letras.
Avançamos 8 páginas.
Pág. 54 do Código Da Vinci:
Aparece "campanha de difamação".

3ª Pista
O livro de Carrilho tem 207 Páginas
Pág. 207 do Código Da Vinci:
Aparece "Toda a gente adora uma conspiração".

4ª Pista
Clara Ferreira Alves foi muito criticada por Carrilho e aparece no livro de Carrilho na página 167
Pág. 167 do Código Da Vinci:
Aparece "A preciosa verdade perdeu-se para sempre".

5ª Pista
Um militante da Opus Gay, apoiante de Carrilho, apareceu no lançamento do livro com uma t-shirt gravada com 666. Ora 666 a dividir por 6+6+6 dá 37.
Na pág. 37 do Código Da Vinci surge " E M. Maria concebeu em pecado..."


6ª Pista
Emídio Rangel é apoiante de Carrilho e aparece na página 78 do livro de Carrilho.
Pág. 78 do Código Da Vinci - aparece o recado de Rangel para Carrilho
"Professor... as consequências poderiam ser desastrosas para si."


7ª Pista
Quem tramou realmente Carrilho ?
O filme de Carrilho na campanha tinha 13 minutos.
Somamos à página 78, os 13 minutos do filme e vamos para a página 91
Pág. 91 do Código Da Vinci
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Afinal não deviam ter feito o filme O Código Da Vinci, mas sim O Código Carrilho. Quanto a mim ainda vão a tempo...

quinta-feira, maio 25, 2006

De que olho era o Camões zarolho?

O grande agricultor da língua portuguesa que dá pelo nome de José Vieira Mateus da Graça, com graça chamado Luandino Vieira, nascido ali para os lados de Ourém, resolveu mandar para o Gregório todo o distintíssimo júri que lhe outorgara pela sua reinvenção(?) da língua que herdámos, o Prémio Camões.
É muita bem feito, para toda essa canalha amalgamada de Teresas Gouveias, Carrilhos, Balsemões e quejandos que continuam a dominar a entretela da nossa Cultura oficial e que tanto porfiam em nobilitar quem tanto faz para apoucar e achincalhar Portugal. Complexos recalcados compensatórios? Modismos ? Ignorância arrogante ? Não sei nem me interessa. Mas enquanto for mais fácil a um qualquer comunista Tabuchi tornar-se cidadão português do que a um filho de um luso-guineense que combateu pela lógica e pelo ethos da portugalidade então é porque algo vai profundamente errado neste reino de Finisterra..