Numa altura em que a sucursal socretina do MiniVer (ministério da verdade, em unilíngua orwelliana) procura por todos os meios e esbirros detectar crimideias, na direcção regional a que responde – a de Madrid – os responsáveis zapata-eristas avançam já para formas superiores de execução. O objectivo é implementar a Central de controlo e condicionamento do pensamento e expressão através da obrigatoriedade curricular da Educação para a Cidadania. Cumprindo o desiderato do MiniVer forçam a falsificação da História e das referências culturais, eliminando documentos e qualquer artigo que possa servir de referência ao passado de forma que ele sempre condiga com o que o Partido diz ser verdade actualmente. Por essa lógica, o Partido é infalível, pois nunca erra. O relativismo e o alternativismo impõem novas regras de conduta dominantes e asfixiantes. Todas as metástases de liberdade e conhecimento, nomeadamente as ligadas à Igreja Católica, irão ser objecto de um tratamento específico de quimioterapia aplicada.
Seguramente através de inside trading information, a editora Octaedro resolveu antecipar-se a essa edificante decisão, pondo cá fora uma edição (candidata a livro de apoio à disciplina) especialmente vocacionada para a educação cívica sexual dos jovens de 14 anos onde, para além de variados exemplos de posições de cópula e de instrumentos anti-concepcionais, se propõe o visionamento de um filme lésbico intitulado Fucking Amal, na sua versão dobrada em castelhano. Entre outros mimos indica a família poligâmica, formal ou operacional, como perfeitamente aceitável, enquadrável na tolerância do multiculturalismo. Passando uma esponja sobre a ignomínia da prática comunista (nem uma referência às ditaduras da URSS, da China, da Coreia do Norte, de Cuba, do Camboja, etc.) os autores incluem os marxistas entre os grupos perseguidos durante o séc. XX, colocando-os a par dos homossexuais, dos judeus e das pessoas de raças não brancas (sic). Dessa perseguição, como não podia deixar de ser, culpam sobretudo a Igreja Católica, considerando, no entanto, que esta tem vindo a perder poder social.
Outra editora a Akal, oferece para o mesmo efeito um livro em que a Educação para a Cidadania é feita com base nas requentadas teses marxistas. Ao referirem-se à ditadura de Fidel afirmam que a história da democracia contraíu para com Cuba uma dívida impagável (sic).
Como a medida chegará cá certamente, os papás que vão tomando consciência do que o Estado orwelliano pode fazer às cabecinhas das criancinhas se não houver um movimento generalizado de indignação e revolta.
quarta-feira, junho 27, 2007
segunda-feira, junho 25, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
Pobres esquerdistas, então como agora....


Da esquecida Janet Greene, duas jóias anti-esquerdistas que nem de propósito
Poor Left-Winger: Janet Greene [1966]
I’m just a poor left-winger
Befuddled, bewildered, forlorn
Duped by a bearded singer
Peddling his Communist corn
In the Café Expresso
Sounds of guitars could be heard
Twanging a plaintive folk song
Spreading the Communist word
Hair hung around his shoulders
And sandals were on his feet
His shirttail was ragged and dirty
Making the picture complete
I followed him off to college
The man that I came to adore
Where student demonstrations
Blocked every classroom door
We led the march on the White House
And forced the cops to come in
We claimed each one was brutal
As we kicked him in the shin
It was all so intellectual
What glorious tales I was told
Of history’s certain progress
Into the Communist fold
I fell for those empty falsehoods
But now I know full well
Those little words on the posters
Were all that he could spell
Those dialectic phrases
Made a marvelous spiel
But hidden behind that beard
Beat the heart of a frustrated heel
Now all my illusions are shattered
About the man I admired
I’m just a poor left-winger
Befuddled, bewildered and tired!
sexta-feira, maio 04, 2007
Ainda o Guernica, de P. Picasso
Do celebrado blog O Sexo dos Anjos chegou-nos mais uma desmistificação histórica: O painel Guernica, de Picasso. Para além do comentário que por lá deixei, por se me afigurar o tema importante, resolvi botar faladura sobre o mesmo. Assim, telegraficamente ,passo a referir:
1. A primeira página do Le Monde apresentada pelo Manel, datada de 4 de Maio, só pode ser falsa, já que, como muito bem topou o FSantos, o dito periódico só surgiu em 1944 e não houve qualquer outra EXPO em Paris, subordinada ao tema que se lê na imagem. Creio que o Manel a terá sacado do MinutoDigital onde se aborda a questão do Guernica.
2. O facto é, contudo, totalmente irrelevante para a questão fundamental, a saber:
Foi o painel adaptado à campanha propagandística anti-sublevados ou pensado de raiz para manifestação de desagravo contra o bombardeamento daquela urbe vasca, como afirmam os donos da verdade histórica?
3. Picasso foi nomeado Director do Museu do Prado em Agosto de 1936 mas nunca tomou posse. Com toda a probabilidade, achava que, naqueles tempos, os ambientes franceses eram mais propícios à sua criatividade (p., tá quieto ó preto!?).
4. Em Janeiro de 37, Max Aub, adido cultural da embaixada espanhola (frentepopulista) em Paris, contrata Picasso para a realização de um mural ou painel para ilustrar o Pavilhão de Madrid na EXPO (universal) a realizar na capital francesa. O valor acordado foram 150.000 francos franceses. Este valor foi-lhe pago em 28 de Maio de 1937 (e o recibo assinado a 31), a título de gastos, classificado na rubrica contabilística Propaganda de acordo com o documento que se encontrou nos arquivos pessoais de Luís Araquistáin, na posse de seu filho Ramón, de alcunha Finki.
5. Não é que credível que, face à responsabilidade da encomenda (e do seu valor, que correspondeu a mais de 10% do custo total do Pavilhão espanhol), o pintor só o começasse a executar a 1 de Maio como reza o mito quando a EXPO deveria abrir a 23 desse mês, para comemorar o 1º centenário do Arco do Triunfo. Foram razões imponderáveis, relacionadas com um surto grevista em França que protelou a abertura dos vários pavilhões. A não ser que Picasso tivesse o dom da presciência, seguramente não era em menos de um mês que conseguiria pintar um painel com 3,5 m por 7,77 m e 300 kg de peso. Resta serena e logicamente concluir que o mesmo foi iniciado muito antes de 1 de Maio. Ora, o ataque aéreo a Guernica aconteceu em 26 de Abril…
6. O quadro, que, segundo o seu autor, demorou a fazer sessenta dias, foi dado por concluído entre 6 e 8 de Junho pela sua amante da altura, a fotógrafa e pintora jugoslava Dora Maar, que terminou o painel nos detalhes que Picasso considerava mais cansativos e monótonos. Foi entregue formalmente em fins de Junho e colocado no seu lugar, no Pavilhão espanhol, a 11 de Julho.
7. A 28 de Maio, no exacto dia em que recebeu os 150.000 FF, Picasso efectua uma declaração contra a posição fascista dos rebeldes franquistas e afirma que chamará Guernica ao mural em que está a trabalhar… Esta Declaração apenas publicada em Julho nos E.U.A., será feita por exigência do embaixador de Madrid em França, Luis Araquistáin, para combater o boato que corre em alguns meios intelectuais e na imprensa da altura que dá Picasso com simpatizante de Franco.
8. Finalmente a título de curiosidade:
• Picasso, quando José António Primo de Rivera lhe foi apresentado por E. Giménez Caballero, afirmou simpaticamente que o pai, havia sido até então, o único político espanhol que falara dele em termos elogiosos, mencionando-o mesmo como uma das glórias nacionais, num artigo que publicara nos Estados Unidos. Estavam no Náutico, em San Sebastián e o pintor convidara-os para beber uns copos. Queixava-se amargamente do esquecimento a que estava votado pelo Poder republicano de então. José António retorquiu-lhe: Deixe lá. Ainda um dia uma guarda de honra da Falange o há-de receber, na inauguração de uma exposição sua em Madrid!. (episódio registado por E.Giménez Caballero no seu livro Memorias de un Dictador, Editorial Planeta, pág.76)
• Em 1968, Francisco Franco tentará, através de Florentino Pérez Embid, director de Belas Artes e com a colaboração de Luis Carrero Blanco, que o quadro venha para Espanha.
• O pintor, contrariamente ao que é norma afirmar-se, só em 1944, com a iminente derrota da Alemanha, se filiará no Partido Comunista Francês. Cabe perguntar porquê?
1. A primeira página do Le Monde apresentada pelo Manel, datada de 4 de Maio, só pode ser falsa, já que, como muito bem topou o FSantos, o dito periódico só surgiu em 1944 e não houve qualquer outra EXPO em Paris, subordinada ao tema que se lê na imagem. Creio que o Manel a terá sacado do MinutoDigital onde se aborda a questão do Guernica.
2. O facto é, contudo, totalmente irrelevante para a questão fundamental, a saber:
Foi o painel adaptado à campanha propagandística anti-sublevados ou pensado de raiz para manifestação de desagravo contra o bombardeamento daquela urbe vasca, como afirmam os donos da verdade histórica?
3. Picasso foi nomeado Director do Museu do Prado em Agosto de 1936 mas nunca tomou posse. Com toda a probabilidade, achava que, naqueles tempos, os ambientes franceses eram mais propícios à sua criatividade (p., tá quieto ó preto!?).
4. Em Janeiro de 37, Max Aub, adido cultural da embaixada espanhola (frentepopulista) em Paris, contrata Picasso para a realização de um mural ou painel para ilustrar o Pavilhão de Madrid na EXPO (universal) a realizar na capital francesa. O valor acordado foram 150.000 francos franceses. Este valor foi-lhe pago em 28 de Maio de 1937 (e o recibo assinado a 31), a título de gastos, classificado na rubrica contabilística Propaganda de acordo com o documento que se encontrou nos arquivos pessoais de Luís Araquistáin, na posse de seu filho Ramón, de alcunha Finki.
5. Não é que credível que, face à responsabilidade da encomenda (e do seu valor, que correspondeu a mais de 10% do custo total do Pavilhão espanhol), o pintor só o começasse a executar a 1 de Maio como reza o mito quando a EXPO deveria abrir a 23 desse mês, para comemorar o 1º centenário do Arco do Triunfo. Foram razões imponderáveis, relacionadas com um surto grevista em França que protelou a abertura dos vários pavilhões. A não ser que Picasso tivesse o dom da presciência, seguramente não era em menos de um mês que conseguiria pintar um painel com 3,5 m por 7,77 m e 300 kg de peso. Resta serena e logicamente concluir que o mesmo foi iniciado muito antes de 1 de Maio. Ora, o ataque aéreo a Guernica aconteceu em 26 de Abril…
6. O quadro, que, segundo o seu autor, demorou a fazer sessenta dias, foi dado por concluído entre 6 e 8 de Junho pela sua amante da altura, a fotógrafa e pintora jugoslava Dora Maar, que terminou o painel nos detalhes que Picasso considerava mais cansativos e monótonos. Foi entregue formalmente em fins de Junho e colocado no seu lugar, no Pavilhão espanhol, a 11 de Julho.
7. A 28 de Maio, no exacto dia em que recebeu os 150.000 FF, Picasso efectua uma declaração contra a posição fascista dos rebeldes franquistas e afirma que chamará Guernica ao mural em que está a trabalhar… Esta Declaração apenas publicada em Julho nos E.U.A., será feita por exigência do embaixador de Madrid em França, Luis Araquistáin, para combater o boato que corre em alguns meios intelectuais e na imprensa da altura que dá Picasso com simpatizante de Franco.
8. Finalmente a título de curiosidade:
• Picasso, quando José António Primo de Rivera lhe foi apresentado por E. Giménez Caballero, afirmou simpaticamente que o pai, havia sido até então, o único político espanhol que falara dele em termos elogiosos, mencionando-o mesmo como uma das glórias nacionais, num artigo que publicara nos Estados Unidos. Estavam no Náutico, em San Sebastián e o pintor convidara-os para beber uns copos. Queixava-se amargamente do esquecimento a que estava votado pelo Poder republicano de então. José António retorquiu-lhe: Deixe lá. Ainda um dia uma guarda de honra da Falange o há-de receber, na inauguração de uma exposição sua em Madrid!. (episódio registado por E.Giménez Caballero no seu livro Memorias de un Dictador, Editorial Planeta, pág.76)
• Em 1968, Francisco Franco tentará, através de Florentino Pérez Embid, director de Belas Artes e com a colaboração de Luis Carrero Blanco, que o quadro venha para Espanha.
• O pintor, contrariamente ao que é norma afirmar-se, só em 1944, com a iminente derrota da Alemanha, se filiará no Partido Comunista Francês. Cabe perguntar porquê?
sexta-feira, abril 27, 2007
Notícia de última hora...
Forças policiais lançaram hoje uma operação em larga escala, detendo, para interrogatório, dezenas de militantes anarquistas e comunistas do Bloco de Esquerda que no passado dia 25 vandalizaram Igrejas e lojas da zona do Chiado, tendo chegado inclusivamente a tentar assaltar a sede do PNR. Foram apreendidas largas dezenas de doses de heroína, anfetaminas, ecstasy e haxixe (embrulhadas em folhas do Jornal de Letras), mocas, barras de ferro, boxers (punhos de ferro), cocktails Molotov, very-lights e livros. Destes, destacou a Polícia, o Livro Negro do Anarquismo, o Manual do Guerrilheiro, o catálogo da Façonable e o Triunfo dos Porcos(!?).
De acordo com fontes bem informadas, na sequência de denúncias relativas a incitamento ao ódio e à violência e à discriminação política e religiosa o MP está a ponderar a emissão de um mandado de busca para revistar a sede do PSR.
Aguardam-se mais pormenores a qualquer momento.
De acordo com fontes bem informadas, na sequência de denúncias relativas a incitamento ao ódio e à violência e à discriminação política e religiosa o MP está a ponderar a emissão de um mandado de busca para revistar a sede do PSR.
Aguardam-se mais pormenores a qualquer momento.
quinta-feira, abril 26, 2007
Para o Rafael Castela Santos
quarta-feira, abril 25, 2007
Comemorar Abril...


Ao ligar a TV, em busca de um qualquer filme que ajudasse a afogar ou sublimar as minhas angústias existenciais dei de chofre com a sebenta figura do cap. Melena y Pah. Assustado com o mumbo jumbo da alimária criatura, apressei-me a procurar refúgio noutro canal. Caiu a escolha no medíocre e tendencioso canal Historia que passava um de-comentário (nem de propósito) sobre a ditadura de Ceausescu. Recordei as promessas de Abril, e perpassou por mim a reverente insistência com que a trupe dos capitães de Abril se propunha substituir o caduco regime marcelista por esses eldorados da liberdade socialista: Cuba e Roménia, shangri-lás do comunismo latino. E ri. E chorei baixinho...
E um frémito de pavor e medo beliscou-me a espinha.Lembrei-me da crescente ofensiva dos flibusteiros da Informação a quem os governos esquerdistas têm vindo a passar cartas de corso, incitando-os à escravização dos factos históricos e ao rapto da verdade.
É por isso que os amantes da Liberdade (ela não existe sem a Verdade) têm de escrever, documentar, registar toda a sua experiência de perseguições, secundarizações, obnubilações e humilhações para que não nos roubem a Memória!
Como a cantiga é uma arma, comemoremos Abril cantando:
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A manif do Dia da Liberdade ou a inauguração do túnel do Marquês?
segunda-feira, abril 23, 2007
O triunfo de porcos

Obnubilado pelo obsessivo controlo mediático por parte dos socialistas e dos politicamente correctos malva-rosa, não me apercebi que, no âmbito da caçada da passada semana aos skins, apelidados de extrema-direita (?), tinham sido apreendidos, entre outras preciosidades seguramente ilícitas, alguns exemplares de O Triunfo dos Porcos, de Orwell. Claro que não é de esperar que agentes da nossa polícia conheçam as obras de Eric Blair, mesmo as mais famosas. Afinal de contas, o nosso sistema de ensino apenas dá para a formatação de um pacote-base que permita ler A Bola, o 24 horas ou entender minimamente as piadas do Levanta-te e Ri, do Herman ou dos Ratos Fedorentos. E é um pau!?
O que me faz espécie é que elemento de referência subliminar terão os zelosos agentes no seu subconsciente para os levar a tomar tão estranha decisão de capturar O Triunfo dos Porcos?! A capa do Porco-leader de braço estendido? Não apanharam nenhum DVD do Chaplin? O tom provocador do título? Alguma confusão com O triunfo da Vontade?
Bueno, sin embargo que les haga buen provecho!
Minha África, minha Dor...

Mas é claro os bonzos (Soares & Cia) continuam a clamar que a culpa é do Velho. E a ajuda humanitária mediatizada, vestindo roupagens filantrópicas, não passa de um dos maiores embustes do nosso tempo disputada por mafias maçónicas. Não fossem as missões caricativas católicas e a hecatombe seria ainda muito maior.
Como é possível olhar para esta imagem e continuar indiferente às cleptocracias que escravizam todo o continente negro?
sábado, abril 21, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Panem et circenses ou Granadas de fumo
O Pedro G. acordou-me da letargia em que há muito me encontrava.
E resolvir postar sobre esta barracada dos Skins e o PNR. É verdade que o PNR se põe a jeito. Mas o que é mais importante é a forma inaceitável como os cães de fila do governo actuam. A promiscuidade entre o interesse do Estado e as conveniências do PS há muito que é regra. A partidarização das altas e médias instâncias do Estado tem contado (que outra coisa seria de esperar!?) com a plácida conivência do PR, fundamentalista da Estabilidade.
Misturar propositadamente acções de prevenção no âmbito da criminalidade com respingos implícitos para enxovalhar um partido político legalmente constituído é perigoso e desagregador dos princípios democráticos. Alguma vez PSD ou PS foram postos em causa apesar dos múltiplos escândalos que resultarm de condutas ilícitas, ilegais e criminosas de militates seus? Ou haverá princípios aplicáveis à esquerda e outros à direita?
Tolhidos pela formatação do politicamente correcto ninguém protesta, ninguém se indigna. E um destes dias, Marques Mendes, quando placidamente manifestar a sua discordância face às políticas governamentais vê-se agredido pela segurança do Sócrates como recentemente aconteceu em Espanha quando o presidente da associação de amizade canária-sahauri foi matraqueado pelo pessoal do Zapatero porque se atreveu a fazer uma declaração não autorizada numa conferência de imprensa.
Mas quem não percebe que esta recente intervenção sobre elementos marginais mais não é do que o lançamento de cortinas de fumo para tentar permtir ao governo fugir rapidamente do atoleiro da Independente e da Ota? Panem et circenses para a escumalha. E como de costume, a oposição aos costumes disse nada ...
E resolvir postar sobre esta barracada dos Skins e o PNR. É verdade que o PNR se põe a jeito. Mas o que é mais importante é a forma inaceitável como os cães de fila do governo actuam. A promiscuidade entre o interesse do Estado e as conveniências do PS há muito que é regra. A partidarização das altas e médias instâncias do Estado tem contado (que outra coisa seria de esperar!?) com a plácida conivência do PR, fundamentalista da Estabilidade.
Misturar propositadamente acções de prevenção no âmbito da criminalidade com respingos implícitos para enxovalhar um partido político legalmente constituído é perigoso e desagregador dos princípios democráticos. Alguma vez PSD ou PS foram postos em causa apesar dos múltiplos escândalos que resultarm de condutas ilícitas, ilegais e criminosas de militates seus? Ou haverá princípios aplicáveis à esquerda e outros à direita?
Tolhidos pela formatação do politicamente correcto ninguém protesta, ninguém se indigna. E um destes dias, Marques Mendes, quando placidamente manifestar a sua discordância face às políticas governamentais vê-se agredido pela segurança do Sócrates como recentemente aconteceu em Espanha quando o presidente da associação de amizade canária-sahauri foi matraqueado pelo pessoal do Zapatero porque se atreveu a fazer uma declaração não autorizada numa conferência de imprensa.
Mas quem não percebe que esta recente intervenção sobre elementos marginais mais não é do que o lançamento de cortinas de fumo para tentar permtir ao governo fugir rapidamente do atoleiro da Independente e da Ota? Panem et circenses para a escumalha. E como de costume, a oposição aos costumes disse nada ...
domingo, abril 01, 2007
Pacheco Pereira, anti-fascista primário...
sábado, março 31, 2007
O' Dente Santos
Em nome de todos os que se não reveem no salazarismo mas que votaram alegremente no Doutor Salazar os meus sinceros agradecimentos a todos os que contribuiram para a esmagadora vitória do nosso grande estadista. Não é de bom tom destacar nomes mas não posso deixar de, desta modesta tribuna, enviar um ramo virtual de cravos rojos à Senhora Dª O'dente Santos, pela magnífica contribuição para o sucesso. Bem-haja...
Antes do fim do programa quando se já se antecipava a festa no Campo Pequeno, o Sonho querido

Visão via Voz Portalegrense
O Kamarada Fidel depois de saber a notícia

Eu bem vos tinha avisado que o Rúben faria melhor serviço...
Antes do fim do programa quando se já se antecipava a festa no Campo Pequeno, o Sonho querido

Visão via Voz PortalegrenseO Kamarada Fidel depois de saber a notícia

Eu bem vos tinha avisado que o Rúben faria melhor serviço...
sexta-feira, março 30, 2007
Para o Rodrigo...
In Memoriam (III aniversário da saudade amiga)
Para o Rodrigo que lá em cima tira dúvidas com António Nobre, Fernando Pessoa e quiçá Sebastião da Gama.
PAI NOSSO
...Não deixeis cair em tentação,
mas livrai, Senhor, de todo o mal,
a mais jovem geração
de Portugal.
Rodrigo Emílio
Para o Rodrigo que lá em cima tira dúvidas com António Nobre, Fernando Pessoa e quiçá Sebastião da Gama.
PAI NOSSO
...Não deixeis cair em tentação,
mas livrai, Senhor, de todo o mal,
a mais jovem geração
de Portugal.
Rodrigo Emílio
terça-feira, fevereiro 27, 2007
O cúmulo da hipocrisia
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
O Requiem para Jan Palach, dito pelo Manel Rebanda
domingo, fevereiro 25, 2007
Perguntem ao vento que passa...
Decalcando a fina figura poética Pergunto ao vento que passa que Mário Beirão esculpiu, o poeta Alegre escreveu estes versos que tanto se aplicam ao que me vai na alma, sobretudo hoje que pude ouvir ao vivo o Requiem por Jan Pallach cantado pelo Manel Rebanda. Pois é, na homenagem ao insigne poeta José Valle de Figueiredo, foi cantado um dos seus premonitórios e mais belos poemas (estejam atentos na segunda!)dedicado àquele que se imolou pelo fogo como forma última de protesto pelo rapto consentido da liberdade do seu povo. Como bem lembrou o Zé Valle, hoje terão passado exactamente 38 anos sobre o émulo de Jan Pallach, o seu camarada Jan Zajitch (grafia fonética) que se intitulou o Facho nº 2.
. (ver o meu post de 2 de Março de 2006)
Especialmente para o Pedro Guedes mas também para tutti quanti...
. (ver o meu post de 2 de Março de 2006)
Especialmente para o Pedro Guedes mas também para tutti quanti...
terça-feira, fevereiro 20, 2007
A contra-lógica das alheiras
Hoje uns esturrados que fizeram vida na infámia e na inveja, e se arrogam a herança da entourage salazarista, voltam a lançar insinuações torpes sobre um homem que, contra toda a prudência, agiu com compaixão: o calibre das insinuações é prova apenas da incapacidade, de que alguns enfermam, de compreenderem o que é um gesto genuinamente moral. Mesmo que lessem Kant nada perceberiam. Já não falo dos Evangelhos.
Fofinho pedaço de retórica, genuinamente tolerante, humilde e de catedra cuja leitura recomendo nos Jansenista.
Pois é
o calibre das insinuações é prova apenas da incapacidade, de que alguns enfermam, de compreenderem o que é um gesto genuinamente moral. Mesmo que lessem Kant nada perceberiam. Já não falo dos Evangelhos.
É por isso que Me & Bobby McGee votámos Sí!
Fofinho pedaço de retórica, genuinamente tolerante, humilde e de catedra cuja leitura recomendo nos Jansenista.
Pois é
o calibre das insinuações é prova apenas da incapacidade, de que alguns enfermam, de compreenderem o que é um gesto genuinamente moral. Mesmo que lessem Kant nada perceberiam. Já não falo dos Evangelhos.
É por isso que Me & Bobby McGee votámos Sí!
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
ASQUEROSO...RECONHEÇO
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
O RASGAR DAS CORTINAS...

Não me considero nem nunca me considerei salazarista, nem no sentido político nem no sociológico (estaria hoje seguramente no Bloco central a gritar hosanas a Sócrates e a Cavaco). Mas depois de anos da mais desavergonhada e torpe mentira sobre o papel e figura do Doutor Salazar só posso congratular-me com o desassombrado documentário do Jaime Nogueira Pinto. Os Orcs devem estar à beira de um ataque de nervos, maldizendo quem (quiçá a Fundação Mário Soares?) teve a rica ideia de propor o programa à RTP. Com que intuito? Adivinhem...Para me associar aos festejos, fruto da mais primicial indignação, o meu humilde contributo, retirado de uma NGM de 1941.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Simplesmente... Canalha
Rotundos de superficialidade militante, escondida em roupagens de vaudeville serôdio, à laia de cultura osmótica de capa de livro, ejaculam erudição a rodos sobre as pedras afagadas da vida. Estipulam códigos, definem regras, sacrificam aos deuses do Ter. Saduceus sibaritas, rosnam a quem quer ser diferente, a quem luta por Ser. Despeitados, volúveis, arrogantes emboscam-se à coca dos diferentes, dos que preferem a dura demanda e a defesa dos mais fracos e oprimidos, dos sem voz...Ironia ? Apenas a sua! São os Ratos e as ratazanas dos esgotos da Cidade Lunar, tolerados pelos Senhores que por vezes se divertem a vê-los procurar uma carícia do Sol iniciático. Defensores, não alheados mas empenhados, da Injustiça que condena povos à servidão atrevem-se a vomitar opróbios sobre quem apenas luta por tentar equilibrar os pratos de uma balança há muito viciada. Deviam saber que quem dita as regras que me conduzem nesta peregrinação terrena, sou eu, iluminado por Ele.Se quiserem e quando quiserem, como Ele me instiga a partilhar com os pobres em espírito, cá estarei à sua disposição...
A segunda libertação de Barrabás
Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, a que chamam o Cristo? (Ele sabia que tinham entregue Jesus por despeito.)
Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito.
Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus.
O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte?
Responderam: Barrabás!
Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo?
A maioria respondeu: Seja crucificado!
O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele?
E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado!
Pilatos viu que nada adiantava e que, pelo contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem uma bacia e água; lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!
E todo o povo respondeu: Não importa. Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!
Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado.
Enquanto estava sentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Nada faças a esse justo. Fui hoje atormentada por um sonho que lhe diz respeito.
Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse a libertação de Barrabás e fizesse morrer Jesus.
O governador tomou então a palavra: Qual dos dois quereis que eu vos solte?
Responderam: Barrabás!
Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo?
A maioria respondeu: Seja crucificado!
O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele?
E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado!
Pilatos viu que nada adiantava e que, pelo contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem uma bacia e água; lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco!
E todo o povo respondeu: Não importa. Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!
Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-o para ser crucificado.
A QUINTESSÊNCIA DO EMBUSTE
Penso que poucos portugueses conhecerão a origem do termo liberal. A palavra liberal começou a empregar-se em Espanha, nas Cortes de Cadiz, durante as Invasões Napoleónicas. A maioria dos representantes, pró-constitucional, defensora entre outras coisas da liberdade de imprensa, foi chamada liberal enquanto que os seus opositores, que recusaram apoiar o que sentiam ser uma reforma profunda do Antigo Regime, inspirada pelos franceses contra quem então lutavam, foram designados por serviles. E os serviles, ao longo dos tempos, foram caricaturados pelos progressistas como um bando de acéfalos burgessos, acorrentados voluntariamente aos varais da carruagem do Rei, arrastando-a pelas estradas enlameadas. Ontem senti que uma grande parte do povo do meu país se tornara servil. Escravos da ideologia, do estilo de vida e da diluição da consciência, agarraram nas cadeias da servidão e vá de puxar a carruagem, não a do Rei, mas a dos espectros do Cunhal, do egoísmo burguês, do anti-clericalismo serôdio, do nihilismo suicida. Torpemente amparados por uma desavergonhada, medíocre e imoral Comunicação Social que censura os que verticalmente recusam a canga de toda a panóplia de avatares daquilo a que o governo chama progresso e modernidade (que tanto rima com Saúde e Fraternidade!). Em vez da lama, um pavimento de ossos dos pequeninos seres humanos sacrificados em holocausto aos deuses do hedonismo, do materialismo e da concupiscência. Na minha alma, sinto que
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E
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
…
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz Não.
Mas se
O navio está na praia, naufragado
esquecido das ondas, do bulício dos portos.
Algas e conchas cobrem-lhe o costado,
as flores dos navios mortos
Senhores de austera compostura
dizem ao vê-lo apodrecer:
A negação do Longe, da Aventura,
de todo o impossível Querer
Mas eles não sabem que à noite o rapazio
junto ao costado poluído vem sonhar
as linhas ideais de outro navio,
em busca de outras praias, em busca de outro mar
Sonhemos com o toque a rebate dos sinos das aldeias que num dia de fero nevoeiro nos juntem a todos em frente das Novas Muralhas de Barad-dûr para a conquista definitiva de Mordor...
Obrigado, Paulo N., Gonçalo M., Rui C.O, Nuno T.V., Roque C.F., Pedro V., Sofia G., Gena R., Amêndoa A., Isilda P., a Joana F., António Maria P.T., Pedro e Ana L.M., João C.N., Alexandra T., Isabel A. C., Luís B.C., Tó Zé S.. Obrigado Francisco G.M., Fernando M., João Paulo M., Margarida N., Isabel G. N., Kátia G., Pedro L., Fernando S., João A., Isabel C.P.. Obrigado Catas, Manel, Joana, Matilde, Jorge, Rodrigo, Maria, Mariana, Vasco, clan S., que a vossa juvenil generosidade medre em novos ramos do futuro. Obrigado Manuel A., Pedro G., Paulo C. P., Vítor R. pela vossa brilhante verve blogosférica. Obrigado às criminosas (segundo a progenitora do ministro A. Costa), Sandra A., Cócegas, Madalena M., Cláudia M., Fernanda L., Maria F. por serenamente nos gritarem todos os dias Viva a Vida! E obrigado Duarte C. e Nuno S. P. pela calorosa orientação espiritual. Obrigado ainda a tantos e tantos portugueses a quem a minha pobre memória comovida me fez esquecer neste elenco. Não é falta de consideração, apenas cansaço e, porventura, desconhecimento. O meu humilde perdão misturado com a mais sincera gratidão e nunca esqueçam que a Razão mesmo vencida não deixa de ser Razão.
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E
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
…
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz Não.
Mas se
O navio está na praia, naufragado
esquecido das ondas, do bulício dos portos.
Algas e conchas cobrem-lhe o costado,
as flores dos navios mortos
Senhores de austera compostura
dizem ao vê-lo apodrecer:
A negação do Longe, da Aventura,
de todo o impossível Querer
Mas eles não sabem que à noite o rapazio
junto ao costado poluído vem sonhar
as linhas ideais de outro navio,
em busca de outras praias, em busca de outro mar
Sonhemos com o toque a rebate dos sinos das aldeias que num dia de fero nevoeiro nos juntem a todos em frente das Novas Muralhas de Barad-dûr para a conquista definitiva de Mordor...
Obrigado, Paulo N., Gonçalo M., Rui C.O, Nuno T.V., Roque C.F., Pedro V., Sofia G., Gena R., Amêndoa A., Isilda P., a Joana F., António Maria P.T., Pedro e Ana L.M., João C.N., Alexandra T., Isabel A. C., Luís B.C., Tó Zé S.. Obrigado Francisco G.M., Fernando M., João Paulo M., Margarida N., Isabel G. N., Kátia G., Pedro L., Fernando S., João A., Isabel C.P.. Obrigado Catas, Manel, Joana, Matilde, Jorge, Rodrigo, Maria, Mariana, Vasco, clan S., que a vossa juvenil generosidade medre em novos ramos do futuro. Obrigado Manuel A., Pedro G., Paulo C. P., Vítor R. pela vossa brilhante verve blogosférica. Obrigado às criminosas (segundo a progenitora do ministro A. Costa), Sandra A., Cócegas, Madalena M., Cláudia M., Fernanda L., Maria F. por serenamente nos gritarem todos os dias Viva a Vida! E obrigado Duarte C. e Nuno S. P. pela calorosa orientação espiritual. Obrigado ainda a tantos e tantos portugueses a quem a minha pobre memória comovida me fez esquecer neste elenco. Não é falta de consideração, apenas cansaço e, porventura, desconhecimento. O meu humilde perdão misturado com a mais sincera gratidão e nunca esqueçam que a Razão mesmo vencida não deixa de ser Razão.
sábado, fevereiro 10, 2007
AINDA A TEMPO
O FUNGAGÁ DA BICHARADA
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
O CAIR DAS MÁSCARAS
A hipocrisia do SIM
Se os partidários do SIM estão tão convicto da pureza das suas posições porque usam a expressão eufemística interrupção voluntária da gravidez em vez de aborto? Como diz um amigo meu porque não chamar à pena – por forca ou garrote – interrupção da respiração? Tal hipocrisia na designação é aliás sinal de medo e necessidade de esconder a verdadeira natureza do acto.
E que pensar dos jornalistas, pretensamente isentos, que, servindo-se do seu privilegiado púlpito, colaboram consciente e militantemente na censura, desinformação e boicote de quem defende as posições pró-Vida?
Qual o adjectivo a usar para com aqueles que, sabendo muito bem que com as actuais drogas e fármacos os abortos de perna aberta começam a ser coisa do passado, nos continuam a agredir psicologicamente com o mito (e o imaginário) do número crescente de abortos clandestinos, escondendo, isso sim, que o aborto (legal e clandestino) tem sistematicamente aumentado nos países que aprovaram leis semelhantes à que está em discussão?
A coisa humana
Será que a vida de uma baleia, de um touro ou de uma cegonha é mais importante que um ser humano?
Para esta campanha, os dos SIM enfiaram no armário todas as abencerragens da APF e do feminismo mais radical (do tipo quem manda na minha barriga sou eu!). Os mais esclarecidos já perceberam que perderam a guerra no que diz respeito à questão científica. Agora, até são todos contra o aborto e, pasme-se, são eles, mais do que os do Não, que trazem em seu auxílio alguns marginais ditos católicos, logo promovidos a eminentes teólogos (no mínimo). Mudando de táctica, viraram os focos para a comoção e sofrimento da mulher e para as definições jurídicas (culturais, não científicas) sobre o que é ou não uma pessoa, manifestando farisaicas preocupações humanísticas e sociais. No fundo, que se trata apenas de um apêndice do corpo da mãe que sobre ele dispõe de todos os direitos enquanto for seu hospedeiro como se de um tumor se tratasse. A gravidez é para eles um empecilho nas conquistas da mulher para a Igualdade face ao homem.
Os pobres não têm direito a ter filhos
Aos que pugnam pela Vida, a opinião publicada que nos tentam impingir como opinião pública acusa-os de dogmáticos e insensíveis perante os dramas e aflições das mães grávidas. Para eles que na prática só se preocupam com o que chamam o bem-estar e os direitos sexuais da mulher, a solução mais lógica e mais fácil é o aborto. Claro, até às dez semanas e em estabelecimento legalmente reconhecido ou algo assim. Mas quem e como conta as 10 semanas? Os técnicos de aconselhamento? A ser aprovado o projecto de lei em discussão essa figura é dispensada uma vez que a mulher não tem que dar satisfações a ninguém e, se cínicamente o considerarem na regulamentação da lei, estamos mesmo a ver os psicólogos (ou melhor as recepcionistas) das clínicas abortadeiras a dissuadirem alguém de fazer o que é o seu ganha-pão. Com efeito, em Espanha 93% dos abortos pseudo-legais são feitos em clínicas privadas onde ninguém controla a idade do feto! As 10 semanas são, como toda a gente sabe, para inglês ver.
Ora, essas clínicas custam muito dinheiro ao SNS que, como é sabido, nada em dinheiro. Que o digam os dependentes da hemodiálise e os aposentados que, com pensões de miséria, ainda se viram sobrecarregados com a diminuição da comparticipação do Estado nos medicamentos. Mas como esses seres burgueses que nos controlam acham que os filhos só podem nascer se os progenitores (já não se pode falar em família) tiverem condições económicas para os criar, então, pelo descalabro que leva a nossa economia, com o crecente aumento do desemprego e do péssimo desempenho financeiro, os pobres jamais poderão ter filhos...
Se os partidários do SIM estão tão convicto da pureza das suas posições porque usam a expressão eufemística interrupção voluntária da gravidez em vez de aborto? Como diz um amigo meu porque não chamar à pena – por forca ou garrote – interrupção da respiração? Tal hipocrisia na designação é aliás sinal de medo e necessidade de esconder a verdadeira natureza do acto.
E que pensar dos jornalistas, pretensamente isentos, que, servindo-se do seu privilegiado púlpito, colaboram consciente e militantemente na censura, desinformação e boicote de quem defende as posições pró-Vida?
Qual o adjectivo a usar para com aqueles que, sabendo muito bem que com as actuais drogas e fármacos os abortos de perna aberta começam a ser coisa do passado, nos continuam a agredir psicologicamente com o mito (e o imaginário) do número crescente de abortos clandestinos, escondendo, isso sim, que o aborto (legal e clandestino) tem sistematicamente aumentado nos países que aprovaram leis semelhantes à que está em discussão?
A coisa humana
Será que a vida de uma baleia, de um touro ou de uma cegonha é mais importante que um ser humano?
Para esta campanha, os dos SIM enfiaram no armário todas as abencerragens da APF e do feminismo mais radical (do tipo quem manda na minha barriga sou eu!). Os mais esclarecidos já perceberam que perderam a guerra no que diz respeito à questão científica. Agora, até são todos contra o aborto e, pasme-se, são eles, mais do que os do Não, que trazem em seu auxílio alguns marginais ditos católicos, logo promovidos a eminentes teólogos (no mínimo). Mudando de táctica, viraram os focos para a comoção e sofrimento da mulher e para as definições jurídicas (culturais, não científicas) sobre o que é ou não uma pessoa, manifestando farisaicas preocupações humanísticas e sociais. No fundo, que se trata apenas de um apêndice do corpo da mãe que sobre ele dispõe de todos os direitos enquanto for seu hospedeiro como se de um tumor se tratasse. A gravidez é para eles um empecilho nas conquistas da mulher para a Igualdade face ao homem.
Os pobres não têm direito a ter filhos
Aos que pugnam pela Vida, a opinião publicada que nos tentam impingir como opinião pública acusa-os de dogmáticos e insensíveis perante os dramas e aflições das mães grávidas. Para eles que na prática só se preocupam com o que chamam o bem-estar e os direitos sexuais da mulher, a solução mais lógica e mais fácil é o aborto. Claro, até às dez semanas e em estabelecimento legalmente reconhecido ou algo assim. Mas quem e como conta as 10 semanas? Os técnicos de aconselhamento? A ser aprovado o projecto de lei em discussão essa figura é dispensada uma vez que a mulher não tem que dar satisfações a ninguém e, se cínicamente o considerarem na regulamentação da lei, estamos mesmo a ver os psicólogos (ou melhor as recepcionistas) das clínicas abortadeiras a dissuadirem alguém de fazer o que é o seu ganha-pão. Com efeito, em Espanha 93% dos abortos pseudo-legais são feitos em clínicas privadas onde ninguém controla a idade do feto! As 10 semanas são, como toda a gente sabe, para inglês ver.
Ora, essas clínicas custam muito dinheiro ao SNS que, como é sabido, nada em dinheiro. Que o digam os dependentes da hemodiálise e os aposentados que, com pensões de miséria, ainda se viram sobrecarregados com a diminuição da comparticipação do Estado nos medicamentos. Mas como esses seres burgueses que nos controlam acham que os filhos só podem nascer se os progenitores (já não se pode falar em família) tiverem condições económicas para os criar, então, pelo descalabro que leva a nossa economia, com o crecente aumento do desemprego e do péssimo desempenho financeiro, os pobres jamais poderão ter filhos...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
domingo, janeiro 28, 2007
margarida dixit
Fui informado por margarida do seguinte:
"Deve ter escapado ao engenheiro que na semana passada Anselmo Borges (padre católico, professor da Faculdade de Coimbra, teólogo e filósofo) escreveu: “A gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há no entanto, alguns “marcos” que não devem ser ignorados. É precisamente o seu conhecimento que leva à distinção entre vida, vida humana e pessoa humana. O blastocito, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não um indivíduo humano e, muito menos, uma pessoa humana” (DN, 21/’1/07).
O Anselmo Borges já todos sabem quem é. Maçon e padre católico. Fossem as coisas diferentes na Igreja Portuguesa e há muito que o citado sacerdote teria ido desafiar os ensinamentos de João Paulo II para um sítio que eu cá sei.
"E também o bispo de Beja, António Vitalino Dantas disse que o embrião fecundado “não é pessoa humana, porque não tem consciência dos seus actos. Não tem alma” (Público, 20/01/07). Isto é nem entre os católicos há total entendimento no conceito de vida humana… mas parece que o engenheiro mesmo assim quer impor o seu conceito a todos…"
A ser verdadeira a citação, então o shô Bispo não é pessoa humana porque evidentemente não tem consciência dos seus actos...
"Deve ter escapado ao engenheiro que na semana passada Anselmo Borges (padre católico, professor da Faculdade de Coimbra, teólogo e filósofo) escreveu: “A gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há no entanto, alguns “marcos” que não devem ser ignorados. É precisamente o seu conhecimento que leva à distinção entre vida, vida humana e pessoa humana. O blastocito, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não um indivíduo humano e, muito menos, uma pessoa humana” (DN, 21/’1/07).
O Anselmo Borges já todos sabem quem é. Maçon e padre católico. Fossem as coisas diferentes na Igreja Portuguesa e há muito que o citado sacerdote teria ido desafiar os ensinamentos de João Paulo II para um sítio que eu cá sei.
"E também o bispo de Beja, António Vitalino Dantas disse que o embrião fecundado “não é pessoa humana, porque não tem consciência dos seus actos. Não tem alma” (Público, 20/01/07). Isto é nem entre os católicos há total entendimento no conceito de vida humana… mas parece que o engenheiro mesmo assim quer impor o seu conceito a todos…"
A ser verdadeira a citação, então o shô Bispo não é pessoa humana porque evidentemente não tem consciência dos seus actos...
sábado, janeiro 27, 2007
CNE obrigada a recuar
Após o recurso interposto para o Tribunal Constitucional, contestando a decisão da sua exclusão pela CNE, os grupos cívicos Diz que Não e Diz não à discriminação, viram a sua pretensão deferida positivamente. Teremos assim 14 movimentos pelo Não contra 5 pelo Sim. Mas não se iludam. Com a parcialidade da CS os 5 vão ter o peso de 15.
A hipocrisia das vacas
Com que moral e direito vem o BE lançar cobardemente labéus terroristas sobre pessoas que acusam de ter particpado em partidos políticos ditos de extrema direita ?
Quem me conhece sabe que sou insuspeito de guardar qualquer amor pelo PNR. Discordo do pensamento, dos métodos e da agenda política. Sem complexos nem distanciamentos de conveniência; acontece apenas que é assim. Mas não posso ignorar tratar-se de um partido legalizado no sistema político português e, como tal, deve ser o próprio sistema a não tolerar a ignomínia da diabolização tentada pelo BE.
Em compensação que faz esse mesmo sistema perante a permamente promoção de ditadores e assassinos como Fidel e Che Guevara por parte dos bloquistas, hipócrito eufemismo para esconder o rebotalho do trotskismo da Liga Comunista Internacionalista e da matraqueira UDP, principal fonte de recrutamento das FP-25 de Abril. Que dizer da complacência desse mesmo sistema perante os links a organizações terroristas como a ELN colombiana que os Blogs do BE, e muito especialmente os gerido pelo Anacleto e pelo deputado europeu Portas fazem, quer directamente quer através do portal La Rebelión?
Mas é claro, esqueço-me sempre que estamos em Portugal...
Quem me conhece sabe que sou insuspeito de guardar qualquer amor pelo PNR. Discordo do pensamento, dos métodos e da agenda política. Sem complexos nem distanciamentos de conveniência; acontece apenas que é assim. Mas não posso ignorar tratar-se de um partido legalizado no sistema político português e, como tal, deve ser o próprio sistema a não tolerar a ignomínia da diabolização tentada pelo BE.
Em compensação que faz esse mesmo sistema perante a permamente promoção de ditadores e assassinos como Fidel e Che Guevara por parte dos bloquistas, hipócrito eufemismo para esconder o rebotalho do trotskismo da Liga Comunista Internacionalista e da matraqueira UDP, principal fonte de recrutamento das FP-25 de Abril. Que dizer da complacência desse mesmo sistema perante os links a organizações terroristas como a ELN colombiana que os Blogs do BE, e muito especialmente os gerido pelo Anacleto e pelo deputado europeu Portas fazem, quer directamente quer através do portal La Rebelión?
Mas é claro, esqueço-me sempre que estamos em Portugal...
sexta-feira, janeiro 26, 2007
O Olho Vivo da De puta da Helena Pinto
Treinada na escola da mais profunda bufice comunista, a Deputada do BE resolveu denunciar as perigosas ligações de um Blog do Não a links cibernautas nipo-nazi-fascistas, utilizando para isso uma carta a Sarsfield Cabral e a Assembleia da República. Como seria de esperar, a Lusa veiculou num ápice o facto que de boca se transformou em informação comprometedora para a causa do Não. Aliás, conhecida que é a gloriosa luta dos nazis contra o aborto e a eugenia faz todo o sentido...
Noutra qualquer situação a afirmação cobarde da Deputada mereceria a minha irritação e indignação já que ela tira proveito de uma tribuna privilegiada a que os visados não têm acesso para exercerem o direito de resposta. Caluniam, bufam e vilipendiam com os seus agentes, numa comunicação social comprometida com o esquerdismo serôdio e arrogante, a fazerem coro e baterem palmas.
No entanto, sabendo o que sei, já percebi que a vanguarda do Sim que é o BE tresanda a medo e ao borrar-se o Olho fica Vivo. E em vez de indignado rio-me que nem um perdido...
PS- A referida Deputada é uma das fundadoras da Organização Olho Vivo, cuja função declarada levaria à sua interdição imediata num país verdadeiramente democrático. Pretende ser um serviço de informções,paralelo aos oficiais vigiando e perseguindo indivíduos e organizações cujos comportamentos ou pensamento não se enquadrem nos seus parâmetros políticos. Vejam o CV da Deputada Helena Pinto na pág. da AR e perceberão.
Noutra qualquer situação a afirmação cobarde da Deputada mereceria a minha irritação e indignação já que ela tira proveito de uma tribuna privilegiada a que os visados não têm acesso para exercerem o direito de resposta. Caluniam, bufam e vilipendiam com os seus agentes, numa comunicação social comprometida com o esquerdismo serôdio e arrogante, a fazerem coro e baterem palmas.
No entanto, sabendo o que sei, já percebi que a vanguarda do Sim que é o BE tresanda a medo e ao borrar-se o Olho fica Vivo. E em vez de indignado rio-me que nem um perdido...
PS- A referida Deputada é uma das fundadoras da Organização Olho Vivo, cuja função declarada levaria à sua interdição imediata num país verdadeiramente democrático. Pretende ser um serviço de informções,paralelo aos oficiais vigiando e perseguindo indivíduos e organizações cujos comportamentos ou pensamento não se enquadrem nos seus parâmetros políticos. Vejam o CV da Deputada Helena Pinto na pág. da AR e perceberão.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
A Índia do nosso descontentamento
Que os nossos jornalistas eram, de uma maneira geral, medíocres já todos sabíamos. Mas daí a nem sequer tentarem disfarçar as suas insuficiências, preparando-se para acompanhar uma viagem presidencial a um universo que lhes é estranho é, no mínimo, imprudente e arrogante. E a pior das arrogâncias é a que resulta da ignorância. Provavelmente convenceram-se de que bastava uma vista de olhos cruzada sobre os programas do Miguel Portas, ou folhear as páginas do album socialite da Mª João Avillez ou até, rever as notas dos colegas que haviam acompanhado Soares na visita de cortesia (paga por todos nós, isto é, por aqueles que alombam com os impostos) que fez aos seus camaradas socialistas, ditos freedom fighters.
Baías da Mormugão, chegada de Vasco da Gama, etc., asneiras em barda, para variar...
Ignorando completamente a complexa, cativante, contrastante e multifacetada realidade que é a Índia, os bons dos sujeitos vá de dar relevo às manifestações anti-portuguesas por parte daqueles que tinham participado na libertação de Goa (sic). Bem, de manifestação mostraram-nos uma; constituída por indivíduos que na melhor das hipóteses teriam estado na barriga das mamãs dos invasores de Goa. E em número tão significativo que couberam todos numa ramona...
Tivessem os agentes profissionais da CS estudado a Índia e talvez tivessem ouvido falar no BJP, partido afastado do Governo Central pelas eleições de 2004 que nos seus acessos de indianite aguda incendeia mesquitas, igrejas e até pessoas... A provocação, o racismo e a mitificação histórica são os seus instrumentos habituais. Tudo o que sirva para embaraçar o actual Governo da Índia, ou os estaduais que lhe não são afectos, tudo faz. E assim aconteceu... Se fose por cá, hui! até o tribunal de Nuremberga ressuscitavam!
E não posso deixar passar em claro aquela do professor Cavaco não ter tido tempo de olhar o retrato de Salazar na Exposição do Museu, em Velha Goa. Pelo percurso que vi na TV, bastava-lhe um ligeiro olhar sobre o centro-esquerda par se confrontar, pelo menos de soslaio com o quadro de um dos Grandes Portugueses. É claro que depois teria que meter por um corredor menos central onde lhe seria difícil não olhar para Américo Thomaz, Craveiro Lopes, Carmona ou a foto de Vassalo e Silva. Desaproveitou uma lição de democracia que os indianos lhe deram de borla; confesso que não me surpreendeu(estou convencido que o hábil Soares não a perderia).
Enfim, se calhar estão todos uns para os outros e merecem-se mutuamente...
Como perorava ontem a outra triste pintada, sobre o Pessoa(plagiando já não sei quem), deve ser a fase lunar da nossa História para dicotomicamente contrapor à gloriosa fase solar.
Quando Pessoa afirmava o anarquismo e o socialismo,a democracia, todo esse lixo de teorias simpáticas que se esquecem que teorizam para a humanidade de carne-e-osso, foram divinizações da mentira. E foram essa cousa a que Carlyle chama a pior espécie da mentira — a mentira que se julga verdade. , estaria em que conjuntura?
Bom, na volta os sabichões (perguntem àquele do Porto, como é que se chama? qualquer coisa Vaz...)ainda dizem que se calhar devia estar na fase da ressaca do carrascão.
Baías da Mormugão, chegada de Vasco da Gama, etc., asneiras em barda, para variar...
Ignorando completamente a complexa, cativante, contrastante e multifacetada realidade que é a Índia, os bons dos sujeitos vá de dar relevo às manifestações anti-portuguesas por parte daqueles que tinham participado na libertação de Goa (sic). Bem, de manifestação mostraram-nos uma; constituída por indivíduos que na melhor das hipóteses teriam estado na barriga das mamãs dos invasores de Goa. E em número tão significativo que couberam todos numa ramona...
Tivessem os agentes profissionais da CS estudado a Índia e talvez tivessem ouvido falar no BJP, partido afastado do Governo Central pelas eleições de 2004 que nos seus acessos de indianite aguda incendeia mesquitas, igrejas e até pessoas... A provocação, o racismo e a mitificação histórica são os seus instrumentos habituais. Tudo o que sirva para embaraçar o actual Governo da Índia, ou os estaduais que lhe não são afectos, tudo faz. E assim aconteceu... Se fose por cá, hui! até o tribunal de Nuremberga ressuscitavam!
E não posso deixar passar em claro aquela do professor Cavaco não ter tido tempo de olhar o retrato de Salazar na Exposição do Museu, em Velha Goa. Pelo percurso que vi na TV, bastava-lhe um ligeiro olhar sobre o centro-esquerda par se confrontar, pelo menos de soslaio com o quadro de um dos Grandes Portugueses. É claro que depois teria que meter por um corredor menos central onde lhe seria difícil não olhar para Américo Thomaz, Craveiro Lopes, Carmona ou a foto de Vassalo e Silva. Desaproveitou uma lição de democracia que os indianos lhe deram de borla; confesso que não me surpreendeu(estou convencido que o hábil Soares não a perderia).
Enfim, se calhar estão todos uns para os outros e merecem-se mutuamente...
Como perorava ontem a outra triste pintada, sobre o Pessoa(plagiando já não sei quem), deve ser a fase lunar da nossa História para dicotomicamente contrapor à gloriosa fase solar.
Quando Pessoa afirmava o anarquismo e o socialismo,a democracia, todo esse lixo de teorias simpáticas que se esquecem que teorizam para a humanidade de carne-e-osso, foram divinizações da mentira. E foram essa cousa a que Carlyle chama a pior espécie da mentira — a mentira que se julga verdade. , estaria em que conjuntura?
Bom, na volta os sabichões (perguntem àquele do Porto, como é que se chama? qualquer coisa Vaz...)ainda dizem que se calhar devia estar na fase da ressaca do carrascão.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
A coragem de dizer Não!
Num mundo em que a hipocrisia,a mentira descarada e a demagogia mais barata fazem norma, saibamos erguer bem alto a flâmula da Coragem, da Honra e da Solidariedade.
Não ao Aborto, não à Eutanásia, não ao Ter; Sim à Vida, Sim à Dignidade, Sim ao Ser!
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O Segredo do Grande Painel...
Forçado a um prolongado ramadão bloguístico, só o meu amigo Salvador (cruzes canhoto!) é que me faria sair da toca. Acontece que retido em casa por uma persistente gripe, dispuz de algum tempo para ir até aos suspeitos do costume, usando como entrada o Último Reduto. E post puxa post lá fui parar ao abalizado comentário do Eurico sobre o Apocalypto. Incapaz de se conter o Diabo do Salvador, assíduo paineleiro do Jantar das Quartas (onde há muito não ponho os pés mas de que guardo saudades) vai de borrar a pintura erudita ao confundir os Maias do Gibson com os Aztecas. Meu bom Pedro, as 27 línguas nahuatl fazem parte da grande família linguística Uto-azteca (60 l.) onde se incluiem o shoshoni, o paiute, o hopi, o yaqui e o pápago do México e dos E.U.A.
O Maya (68 línguas) é outra família que se distribui pelo México, pela Guatemala e por Belize. Ao contrário do Nahuatl (substituído pelo castelhano ou Inglês como primeira língua de comunicação), o Maya, sobretudo nos Estados de Campeche e Quintana Roo, está ainda bem vivo e sobretudo o Yucatecano-Lacandon é vulgarmente a língua mãe. Há ainda largas dezenas de milhares de maias que, contrariando a lenda negra do extermínio dos colonizadores, não sabem falar castelhano.
Quanto à ausência do Grego (trazido sobretudo pelas tropas helenísticas de Alexandre)na Paixão do Cristo,duas razões devem ter influído nessa aparente lacuna. Primeiro o facto de a língua franca da Galileia (e de todo a região que engloba hoje o Iraque, a Síria central, o antigo reino de Israel e a Jordânia) ser o Aramaico ou siríaco e a língua litúrgica judia o Hebraico. O Grego estava remetido para a Administração e as comunidades da costa. Era sem dúvida igualmente uma língua franca na costa e nas principais cidades (e foi por isso a principal língua de difusão do Cristianismo).
Segundo, o aramaico, tal como o maia, ainda se fala; o grego de então não era nem o grego clássico nem tampouco o katharevousa erudito que uma minoria de letrados consegue alinhavar e, muito menos o demotiki, a versão neo-helénica popular e oficial.
Quanto ao canibalismo maia penso que ele não era de regime alimentar como algumas crónicas pretendem, inclusivamente a descrição dos últimos anos de Moctezuma, mas de raíz espiritual: o assumir da força do imolado ou o transporte para visitar o mundo do além.
O Maya (68 línguas) é outra família que se distribui pelo México, pela Guatemala e por Belize. Ao contrário do Nahuatl (substituído pelo castelhano ou Inglês como primeira língua de comunicação), o Maya, sobretudo nos Estados de Campeche e Quintana Roo, está ainda bem vivo e sobretudo o Yucatecano-Lacandon é vulgarmente a língua mãe. Há ainda largas dezenas de milhares de maias que, contrariando a lenda negra do extermínio dos colonizadores, não sabem falar castelhano.
Quanto à ausência do Grego (trazido sobretudo pelas tropas helenísticas de Alexandre)na Paixão do Cristo,duas razões devem ter influído nessa aparente lacuna. Primeiro o facto de a língua franca da Galileia (e de todo a região que engloba hoje o Iraque, a Síria central, o antigo reino de Israel e a Jordânia) ser o Aramaico ou siríaco e a língua litúrgica judia o Hebraico. O Grego estava remetido para a Administração e as comunidades da costa. Era sem dúvida igualmente uma língua franca na costa e nas principais cidades (e foi por isso a principal língua de difusão do Cristianismo).
Segundo, o aramaico, tal como o maia, ainda se fala; o grego de então não era nem o grego clássico nem tampouco o katharevousa erudito que uma minoria de letrados consegue alinhavar e, muito menos o demotiki, a versão neo-helénica popular e oficial.
Quanto ao canibalismo maia penso que ele não era de regime alimentar como algumas crónicas pretendem, inclusivamente a descrição dos últimos anos de Moctezuma, mas de raíz espiritual: o assumir da força do imolado ou o transporte para visitar o mundo do além.
domingo, novembro 19, 2006
Para a Plataforma da Vida II...
Why call it choice?
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Sherry Jones escreveu um poema e partilhou-o com os seus amigos ea família. O poema era uma expressão das suas angústias depois de descobrir que estava grávida. Um dia deu-o a ler a David Bendrixi que o musicou.
Pink or Blue?
My child, I'm only seventeen,
I don't know what to do.
I hope that you will understand
Why I can't keep you.
You see I'm not married,
And you were a mistake.
You were conceived in the
back of a car
While on a blind date.
Your father's not much older,
And we are both in school.
I don't feel that I should pay
Because we both were fools.
My child, I don't have a job,
And neither does your dad;
But just thinking about abortion
Really makes me sad.
They say you're not really a child,
That you are just a mass,
That I should abort you,
And all these feelings will pass.
My child tell me are you real?
Child tell me what to do.
If I decide to keep you,
Would you wear pink or blue?
Would I get to hold you,
Would I see your smiling face?
Child, what would you do
If you were in my place?
Mom, I'm not in your place,
I can't tell you what to do.
But you've asked me some questions,
So I will answer you:
Yes Mom I'm really real
Though I did not ask to be,
Now it seems the question is,
What will do with me?
I pray I'll get to know you,
And you'll hold me in your arms;
You'll tuck me into bed at night
And protect me from harm.
We'll play ring around the roses
And hide and seek too.
Mom, don't you understand,
I'm just as real as you.
I'm all soft and cuddly,
And I have rosy cheeks.
But I can't tell you what to do,
It's God's wisdom you must seek.
You see Mom I'm not a mass,
No matter what they think.
And just in case you're wondering,
I'd be wearing pink.
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Uma canção escrita por Marie Morrison que, com Russell Thompson, a canta com emoção. A canção introduz-nos à esperançosa criança por nascer. "Deliver Me", o ultimo pedido, ajuda a dar voz aos bebés por nascer.
DELIVER ME
I can’t talk, I can’t cry, will you please speak for me?
I want a chance to live my life. Will you deliver me?
It’s my life it’s not yours. Don’t believe the lies.
Who can judge what my life will be?
I just want a chance to see…
Will I be rich, will I be famous, or just a simple man?
Will I comfort those in need? To know this I will plead…
Refrão:
Keep me safe, keep me warm Protect me from the storm
Let me live, I want to live I beg you to choose life
Reject the truth, believe the lies and give away my peace.
I tell myself I’m doing right, why is it I can’t sleep?
But life is bigger than, this dark place that I am.
Could it be God has a master plan?
Can He work this all for good?
Help me have faith to know God’s coming to deliver me.
To trust that He is near, the future not to fear. And I know that
God planned my life before time
Worth all the riches of the world
One precious life.
With my destiny before me,
My life is crying out
Will you fight for me?
My life is crying out
My life is crying out
Refrão
As I cry for help
God will rescue me…
And my life will be Keep me
Precious in His sight…
Safe, keep me warm Protect me from the storm
Will you hear my cry…
Let me live, I want to live, I beg you to choose life. Keep me
Will you rescue me…
Safe, keep me warm Protect me from the storm
Let me live, I want to live, I beg you to choose life
Help me… Deliver me…
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Sherry Jones escreveu um poema e partilhou-o com os seus amigos ea família. O poema era uma expressão das suas angústias depois de descobrir que estava grávida. Um dia deu-o a ler a David Bendrixi que o musicou.
Pink or Blue?
My child, I'm only seventeen,
I don't know what to do.
I hope that you will understand
Why I can't keep you.
You see I'm not married,
And you were a mistake.
You were conceived in the
back of a car
While on a blind date.
Your father's not much older,
And we are both in school.
I don't feel that I should pay
Because we both were fools.
My child, I don't have a job,
And neither does your dad;
But just thinking about abortion
Really makes me sad.
They say you're not really a child,
That you are just a mass,
That I should abort you,
And all these feelings will pass.
My child tell me are you real?
Child tell me what to do.
If I decide to keep you,
Would you wear pink or blue?
Would I get to hold you,
Would I see your smiling face?
Child, what would you do
If you were in my place?
Mom, I'm not in your place,
I can't tell you what to do.
But you've asked me some questions,
So I will answer you:
Yes Mom I'm really real
Though I did not ask to be,
Now it seems the question is,
What will do with me?
I pray I'll get to know you,
And you'll hold me in your arms;
You'll tuck me into bed at night
And protect me from harm.
We'll play ring around the roses
And hide and seek too.
Mom, don't you understand,
I'm just as real as you.
I'm all soft and cuddly,
And I have rosy cheeks.
But I can't tell you what to do,
It's God's wisdom you must seek.
You see Mom I'm not a mass,
No matter what they think.
And just in case you're wondering,
I'd be wearing pink.
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Uma canção escrita por Marie Morrison que, com Russell Thompson, a canta com emoção. A canção introduz-nos à esperançosa criança por nascer. "Deliver Me", o ultimo pedido, ajuda a dar voz aos bebés por nascer.
DELIVER ME
I can’t talk, I can’t cry, will you please speak for me?
I want a chance to live my life. Will you deliver me?
It’s my life it’s not yours. Don’t believe the lies.
Who can judge what my life will be?
I just want a chance to see…
Will I be rich, will I be famous, or just a simple man?
Will I comfort those in need? To know this I will plead…
Refrão:
Keep me safe, keep me warm Protect me from the storm
Let me live, I want to live I beg you to choose life
Reject the truth, believe the lies and give away my peace.
I tell myself I’m doing right, why is it I can’t sleep?
But life is bigger than, this dark place that I am.
Could it be God has a master plan?
Can He work this all for good?
Help me have faith to know God’s coming to deliver me.
To trust that He is near, the future not to fear. And I know that
God planned my life before time
Worth all the riches of the world
One precious life.
With my destiny before me,
My life is crying out
Will you fight for me?
My life is crying out
My life is crying out
Refrão
As I cry for help
God will rescue me…
And my life will be Keep me
Precious in His sight…
Safe, keep me warm Protect me from the storm
Will you hear my cry…
Let me live, I want to live, I beg you to choose life. Keep me
Will you rescue me…
Safe, keep me warm Protect me from the storm
Let me live, I want to live, I beg you to choose life
Help me… Deliver me…
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quarta-feira, outubro 25, 2006
Quando a memória toca...
Recordemos este diálogo travado entre a Senadora Dianne Feinstein, assumida prócer abortista e o então nomeado Presidente do Supremo Tribunal dos EUA, em audição de ratificação, John Roberts Jr.
Dela se pode ver o que efectivamente está por detrás da hipocrisia da esquerda na luta abortista: a hiperbolização da questão da Igualdade, neste caso entre os sexos. Pelo vistos, não foram suficientes os rios de sangue que a utopia comunista, sucedânea da falácia igualitária, fez (e ainda faz) correr.
FEINSTEIN: In response to the chairman's question this morning about the right to privacy, you answered that you believed that there is an implied right to privacy in the Constitution.
Do you then believe that this implied right of privacy applies to the beginning of life and the end of life?
ROBERTS: Well, Senator, first of all, I don't necessarily regard it as an implied right. It is the part of the liberty that is protected under the due process clause. That liberty is enumerated...
FEINSTEIN: And in Casey, again, the court stated, and I quote, "The ability of women to participate equally in the economic and social life of the nation has been facilitated by their ability to control their reproductive lives and that this ability to control their reproductive lives was enough of a reliance to sustain Roe."
ROBERTS: That's what the court concluded -- I think you're reading from the plurality opinion -- the joint opinion in the case.
FEINSTEIN: Thank you.
One other reading from Justice Ginsburg's testimony: "Abortion prohibition by the state, however, controls women and denies them full autonomy and full equality with men. That was the idea I tried to express in the lecture to which you referred; that two strands, equality and autonomy, both figure in the full portrayal."
Vejamos alguns dados sobre a megera Feinstein:
Gender: Female
Family: Husband: Richard Blum
1 Child
3 Stepchildren.
Birth date: 06/22/1933
Birthplace: San Francisco, CA
Home City: San Francisco, CA
Religion: Jewish
Education:
BA, History, Stanford University, 1955.
Professional Experience:
Political Experience:
Senator, United States Senate, 1993-present
Democratic Nominee for Governor, 1990
Mayor, City of San Francisco, 1978-1988
Member/President, San Francisco Board of Supervisors, 1970-1978
Appointee, Women's Parole Board, 1960.
Organizations:
Inter-American Dialogue, 1988-present
Bilderberg Foreign Policy Conference, 1991
Director, Bank of California, 1988-1989
Japan Society of Northern California, 1988-1989
San Francisco Education Fund, 1988-1989
Trilateral Commission, 1988
Vice Chair, C-Change: Collaborating to Conquer Cancer.
Alguma surpresa ?
Dela se pode ver o que efectivamente está por detrás da hipocrisia da esquerda na luta abortista: a hiperbolização da questão da Igualdade, neste caso entre os sexos. Pelo vistos, não foram suficientes os rios de sangue que a utopia comunista, sucedânea da falácia igualitária, fez (e ainda faz) correr.
FEINSTEIN: In response to the chairman's question this morning about the right to privacy, you answered that you believed that there is an implied right to privacy in the Constitution.
Do you then believe that this implied right of privacy applies to the beginning of life and the end of life?
ROBERTS: Well, Senator, first of all, I don't necessarily regard it as an implied right. It is the part of the liberty that is protected under the due process clause. That liberty is enumerated...
FEINSTEIN: And in Casey, again, the court stated, and I quote, "The ability of women to participate equally in the economic and social life of the nation has been facilitated by their ability to control their reproductive lives and that this ability to control their reproductive lives was enough of a reliance to sustain Roe."
ROBERTS: That's what the court concluded -- I think you're reading from the plurality opinion -- the joint opinion in the case.
FEINSTEIN: Thank you.
One other reading from Justice Ginsburg's testimony: "Abortion prohibition by the state, however, controls women and denies them full autonomy and full equality with men. That was the idea I tried to express in the lecture to which you referred; that two strands, equality and autonomy, both figure in the full portrayal."
Vejamos alguns dados sobre a megera Feinstein:
Gender: Female
Family: Husband: Richard Blum
1 Child
3 Stepchildren.
Birth date: 06/22/1933
Birthplace: San Francisco, CA
Home City: San Francisco, CA
Religion: Jewish
Education:
BA, History, Stanford University, 1955.
Professional Experience:
Political Experience:
Senator, United States Senate, 1993-present
Democratic Nominee for Governor, 1990
Mayor, City of San Francisco, 1978-1988
Member/President, San Francisco Board of Supervisors, 1970-1978
Appointee, Women's Parole Board, 1960.
Organizations:
Inter-American Dialogue, 1988-present
Bilderberg Foreign Policy Conference, 1991
Director, Bank of California, 1988-1989
Japan Society of Northern California, 1988-1989
San Francisco Education Fund, 1988-1989
Trilateral Commission, 1988
Vice Chair, C-Change: Collaborating to Conquer Cancer.
Alguma surpresa ?
terça-feira, outubro 24, 2006
Não há machado que corte a raiz ao pensamento...
Um contributo da JukeBox para a Plataforma Vida
Karl Kohlhase
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Hey, Little Boy, what would you like to be someday?
Maybe an astronaut who zooms around in space?
No, I will be the one who finds a cure for cancer.
I will not rest until I've finally found the answer.
All I need is just a chance to live.
Hey, Little Girl, where in the world are you going?
It's hard to tell with one so small, no way of knowing.
I'm headed on an airplane for the Middle East.
I'll be the one to forge a treaty bringing peace.
All I need is just some time to grow.
Just give me a chance.
Hey, Mr. Politician, can you hear their voices?
Your deafness feigned to gain the vote of those with choices.
When I am home alone and shut off all the noise,
I hear the pleading of those little girls and boys.
All I need is just a chance to live.
All I need is just some time to grow.
Just give me a chance.
Abortion - Pro Life Songs by Karl Kohlhase
Debbie McCurry
Precious thing
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I can't wait to see your face
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Karl Kohlhase
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Hey, Little Boy, what would you like to be someday?
Maybe an astronaut who zooms around in space?
No, I will be the one who finds a cure for cancer.
I will not rest until I've finally found the answer.
All I need is just a chance to live.
Hey, Little Girl, where in the world are you going?
It's hard to tell with one so small, no way of knowing.
I'm headed on an airplane for the Middle East.
I'll be the one to forge a treaty bringing peace.
All I need is just some time to grow.
Just give me a chance.
Hey, Mr. Politician, can you hear their voices?
Your deafness feigned to gain the vote of those with choices.
When I am home alone and shut off all the noise,
I hear the pleading of those little girls and boys.
All I need is just a chance to live.
All I need is just some time to grow.
Just give me a chance.
Abortion - Pro Life Songs by Karl Kohlhase
Debbie McCurry
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domingo, outubro 15, 2006
Tirem-me deste filme!
Não me arrajam um emprego na Patagónia ? Quero ir-me embora deste lodaçal em que se transformou Portugal.
Acabei de assistir, por pressão familiar, a uma peripatética passarelle da fina flor do entulho a promover uma votação para escolher o Mário Soares (ups!), perdão, uma qualquer personagem como O Grande Português. Não vá o diabo tecê-las, para aliviar a desconfiança na manipulação dos resultados, vá de inventar um areópago para escolher o melhor de entre os 10 mais votados. Uma sincrética colecção da jacobinagem reinante com aflorações dos lobbies gay tudo botou faladura e ferradura.
Poster imagético da função, a Elisa de Beirut, pois claro!, culturalmente conhecida pela sua cogitação sobre qual a razão para a realização dos festivais wagnerianos na capital do Líbano(para além das precoces incursões cinéfilas no Meco).
Já não há pachorra, quero ir-me embora...
Acabei de assistir, por pressão familiar, a uma peripatética passarelle da fina flor do entulho a promover uma votação para escolher o Mário Soares (ups!), perdão, uma qualquer personagem como O Grande Português. Não vá o diabo tecê-las, para aliviar a desconfiança na manipulação dos resultados, vá de inventar um areópago para escolher o melhor de entre os 10 mais votados. Uma sincrética colecção da jacobinagem reinante com aflorações dos lobbies gay tudo botou faladura e ferradura.
Poster imagético da função, a Elisa de Beirut, pois claro!, culturalmente conhecida pela sua cogitação sobre qual a razão para a realização dos festivais wagnerianos na capital do Líbano(para além das precoces incursões cinéfilas no Meco).
Já não há pachorra, quero ir-me embora...
quinta-feira, outubro 05, 2006
Roy Campbell, que saudades...
Um dos grandes intelectuais do séc. XX, boicotado pelas suas opções religiosas e políticas, residente em Toledo aquando da Gesta heróica e grande amigo de Portugal.
Roy Campbell:
Versão portuguesa de Rodrigo Emílio
Nascido pela aurora do desastre,
Só Camoens – e só Ele – poderia
Contemplar um soldado, face a face.
Descubro um camarada, em vez do guia
Que buscava: e à hora em que, no mato,
Rastejam rente à praia os jacarés,
Com Ele, sobretudo, é que eu reparto
O toldo do meu barco e algum revés
Revivido, de facto. Condenado,
P’lo fogo (sempre fátuo ...) do dever,
A uma morte de cão – soube penar.
Sagrou-se rei supremo do seu fado,
Obrigou a penúria a não ser
E, às mágoas, ensinou-as a cantar.
Roy Campbell:
Versão portuguesa de Rodrigo Emílio
Nascido pela aurora do desastre,
Só Camoens – e só Ele – poderia
Contemplar um soldado, face a face.
Descubro um camarada, em vez do guia
Que buscava: e à hora em que, no mato,
Rastejam rente à praia os jacarés,
Com Ele, sobretudo, é que eu reparto
O toldo do meu barco e algum revés
Revivido, de facto. Condenado,
P’lo fogo (sempre fátuo ...) do dever,
A uma morte de cão – soube penar.
Sagrou-se rei supremo do seu fado,
Obrigou a penúria a não ser
E, às mágoas, ensinou-as a cantar.
Pelo sonho é que vamos...

Sebastião da Gama:
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que descemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
Partimos. Somos. Vamos.
Bibó general Sem-medo!
Não posso nem quero deixar de me associar às comemorações delgadas.Sob a mira bigbrotheriana, bufista, delatora e ignara da República e Laicidade quero contribuir para a memória do corajoso general e, de certa forma, desagravar a memória do homenzinho injustamente esbofeteado por Henrique Galvão. Nada melhor que recordar a impressão que causou a Jesus Suevos:
Humberto Delgado, dotado de grande ambição, pouca paciência e menos prudência, era o fascista mais avançado que conheceu em Portugal.
...
Era então chefe da Legião Portuguesa o jovem e muito inteligente Costa Leite Lumbrales que, depois, foi muitos anos ministro da Presidência às ordens imediatas de Salazar. Fomos ele e eu os oradores de um ressoante acto público em plena Lisboa. Porém, poucos dias depois, num banquete que aos espanhóis dedicou a Legião, no Casino do Estoril, não tendo Costa Leite podido comparecer por motivo de uma ocupação inesperada, em seu lugar ofereceu o banquete um capitão da Aviação, comissário da Mocidade Portuguesa, que se chamava Humberto Delgado. Almoçámos, pois, juntos e, como é natural, falámos todo o tempo de política. O então capitão Delgado era um homem entre os trinta e cinco e os quarenta anos, muito moreno, corpulento e com uma enorme vitalidade. Expressava-se com grande veemência e pareceu-me pouco prudente, pois sem encomendar-se a Deus nem ao diabo começou a dizer-me que achava o regime português “pouco fascista”. Confessou-me que admirava Mussolini e que lhe parecia necessário “endurecer” a Legião portuguesa e, sobretudo, a Mocidade. O agora chefe da oposição “democrática” ao Estado Novo edificado por Salazar cria que ainda havia demasiadas reminiscências liberais nas junturas das instituições e fórmulas do novo regime, e advogava “maior força e severidade”.
Tradução de um artigo de Jesus Suevos, no Arriba de 29 de Janeiro de 1961
Humberto Delgado, dotado de grande ambição, pouca paciência e menos prudência, era o fascista mais avançado que conheceu em Portugal.
...
Era então chefe da Legião Portuguesa o jovem e muito inteligente Costa Leite Lumbrales que, depois, foi muitos anos ministro da Presidência às ordens imediatas de Salazar. Fomos ele e eu os oradores de um ressoante acto público em plena Lisboa. Porém, poucos dias depois, num banquete que aos espanhóis dedicou a Legião, no Casino do Estoril, não tendo Costa Leite podido comparecer por motivo de uma ocupação inesperada, em seu lugar ofereceu o banquete um capitão da Aviação, comissário da Mocidade Portuguesa, que se chamava Humberto Delgado. Almoçámos, pois, juntos e, como é natural, falámos todo o tempo de política. O então capitão Delgado era um homem entre os trinta e cinco e os quarenta anos, muito moreno, corpulento e com uma enorme vitalidade. Expressava-se com grande veemência e pareceu-me pouco prudente, pois sem encomendar-se a Deus nem ao diabo começou a dizer-me que achava o regime português “pouco fascista”. Confessou-me que admirava Mussolini e que lhe parecia necessário “endurecer” a Legião portuguesa e, sobretudo, a Mocidade. O agora chefe da oposição “democrática” ao Estado Novo edificado por Salazar cria que ainda havia demasiadas reminiscências liberais nas junturas das instituições e fórmulas do novo regime, e advogava “maior força e severidade”.
Tradução de um artigo de Jesus Suevos, no Arriba de 29 de Janeiro de 1961
O Mau Pastor
Subscrevo integralmente o bem artilhado post de JSarto sobre o Bispo de Lisboa e as suas absurdas declarações. É claro que as questões da Vida são de natureza ética mas por isso mesmo a Igreja Católica que, pela infalibilidade teológica do Bispo de Roma comunga delas, tem a obrigação de estar na vanguarda da sua defesa. A mediocridade do nosso episcopado não surpreende; pastoreiam sempre a pensar na Comunicação Social para garantir uma boa imprensa.A Rádio Renascença mais parece a voz oficiosa do Partido Socialista. Sou da geração do Papdo de João Paulo II; foi ele que me trouxe de volta para a Igreja, apesar dos Policarpos, Januários e Melícias...
Dizem-me que devo obediência à Hierarquia (condição que, no entanto, não consta do Credo)mas não é possível aguentar tanta agressão às nossas consciências cristãs e desvio aos ensinamentos dos Papas.
Protestem e denunciem massivamente para Roma, mesmo correndo o risco de alimentar a boa disposição dos jacobinos que nos controlam.
Dizem-me que devo obediência à Hierarquia (condição que, no entanto, não consta do Credo)mas não é possível aguentar tanta agressão às nossas consciências cristãs e desvio aos ensinamentos dos Papas.
Protestem e denunciem massivamente para Roma, mesmo correndo o risco de alimentar a boa disposição dos jacobinos que nos controlam.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Les partisans blancs
Et voilá, la vielle Les partisans blancs, histórica canção dos guerrilheiros anti -comunistas, pelo coro de Montjoie-Saint Dennis
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terça-feira, setembro 19, 2006
La Guerra Cristera
Mil perdões aos meus poucos mas ilustres leitores pelo interregno.
Comemoram-se este ano 80 anos sobre a perseguição religiosa que no México levou ao levantamento popular que originaria o acontecimento histórico conhecido como a Guerra Cristera. Nos próximos dias escreverei sobre ela. Até lá um cheirinho..., na voz vibrante de Vicente Fernández.
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El martes me fusilan
a las seis de la mañana
Por creer en Dios eterno
Y en la gran Guadalupana.
Me encontraron una estampa
de Jesús en el sombrero;
Por eso me sentenciaron,
porque yo soy un cristero.
Es por eso me fusilan
el martes por la mañana;
Matarán mi cuerpo inútil
pero nunca, nunca mi alma.
Yo les digo a mis verdugos
que quiero me crucifiquen,
Y una vez crucificado
entonces usen sus rifles.
Adiós sierras de Jalisco,
Michoacán y Guanajuato,
Donde combatí al gobierno,
que siempre salio corriendo.
Me agarraron de rodillas
adorando a Jesucristo;
Sabían que no había defensa
en ese santo recinto.
Soy labriego por herencia,
Jalisciense de naciencia;
No tengo más dios que Cristo
porque me dio la existencia.
Con matarme no se acaba
la creencia en Dios eterno.
Muchos quedan en la lucha
y otros que vienen naciendo.
Es por eso me fusilan
el martes por la mañana.
[¡Viva Cristo Rey!]
The Juke box goes on, buddies!
Comemoram-se este ano 80 anos sobre a perseguição religiosa que no México levou ao levantamento popular que originaria o acontecimento histórico conhecido como a Guerra Cristera. Nos próximos dias escreverei sobre ela. Até lá um cheirinho..., na voz vibrante de Vicente Fernández.
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El martes me fusilan
a las seis de la mañana
Por creer en Dios eterno
Y en la gran Guadalupana.
Me encontraron una estampa
de Jesús en el sombrero;
Por eso me sentenciaron,
porque yo soy un cristero.
Es por eso me fusilan
el martes por la mañana;
Matarán mi cuerpo inútil
pero nunca, nunca mi alma.
Yo les digo a mis verdugos
que quiero me crucifiquen,
Y una vez crucificado
entonces usen sus rifles.
Adiós sierras de Jalisco,
Michoacán y Guanajuato,
Donde combatí al gobierno,
que siempre salio corriendo.
Me agarraron de rodillas
adorando a Jesucristo;
Sabían que no había defensa
en ese santo recinto.
Soy labriego por herencia,
Jalisciense de naciencia;
No tengo más dios que Cristo
porque me dio la existencia.
Con matarme no se acaba
la creencia en Dios eterno.
Muchos quedan en la lucha
y otros que vienen naciendo.
Es por eso me fusilan
el martes por la mañana.
[¡Viva Cristo Rey!]
The Juke box goes on, buddies!
quarta-feira, agosto 09, 2006
Pré-Pessoa...O Poeta da Pátria e do Povo
terça-feira, agosto 01, 2006
É o que apetece...
A minha alma chora pela dor, pela desesperança, pela angústia de todas os olhares aterrados de todas as crianças que sofrem neste mundo imundo, injusto, cobarde, de conselheiros Acácios e prebostes dos Infernos.
Doi-me o coração pela insensibilidade míope de quem só olha por um olho, cerrando o outro para não ver. Apetece-me gritar ao vento, pela cumplicidade complacente e cobarde de quem devia denunciar e comodamente se cala.Quero rir-me do ridículo de quem dá nota patética do controlo ilegítimo e ilegal de gente que não pensa como eles sem rebuço nem remorso; como se por passe de mágica se conseguisse fazer crer que esse é o problema fundamental do país ou do mundo. Basta! de bigbrotherismo . Basta de acefalismo político! Basta de olhar para o lado!Basta de hipocrisia...
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Doi-me o coração pela insensibilidade míope de quem só olha por um olho, cerrando o outro para não ver. Apetece-me gritar ao vento, pela cumplicidade complacente e cobarde de quem devia denunciar e comodamente se cala.Quero rir-me do ridículo de quem dá nota patética do controlo ilegítimo e ilegal de gente que não pensa como eles sem rebuço nem remorso; como se por passe de mágica se conseguisse fazer crer que esse é o problema fundamental do país ou do mundo. Basta! de bigbrotherismo . Basta de acefalismo político! Basta de olhar para o lado!Basta de hipocrisia...
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O problema da História e da Verdade
Em acréscimo ao texto do Saraiva postado pelo Manel Azinhal, permito-me complementar com a citação de um insuspeito Eric Blair:
Começa a ouvir-se dizer que a maior parte da História registada é mentira; de facto, sinto-me inclinado a acreditar que a História, na sua maior parte, se apresenta inexacta e tendenciosa. Efectivamente, tornou-se peculiar aos tempos que correm o abandono da ideia de que a História pode ser escrita com Verdade. No passado, as pessoas mentiam deliberadamente ou coloriam inconscientemente aquilo que escreviam, tendo subjacente a verdade pela qual lutavam, sabendo que cometiam bastantes erros e omissões. Mas no fundo, faziam-no, tendo consciente que os factos reais existiam e que era possível descobri-los. E, em termos práticos, havia sempre um conjunto factual com a qual quase todos estavam de acordo. É justamente essa consensual base comum, concomitante ao facto de os seres humanos serem uma espécie animal única, que os totalitarismos e fundamentalismos procuram destruir. O desígnio motivador desta forma de pensar é um mundo em que o Chefe, ou uma qualquer nomenklatura dirigente, possa supervisionar não apenas o presente mas também o registo do passado. Esta prespectiva assusta-me muito mais do que as bombas. E depois das nossas experiências dos últimos anos, fácil é perceber que esta não é uma afirmação gratuita.
GEORGE ORWELL, 1942
Começa a ouvir-se dizer que a maior parte da História registada é mentira; de facto, sinto-me inclinado a acreditar que a História, na sua maior parte, se apresenta inexacta e tendenciosa. Efectivamente, tornou-se peculiar aos tempos que correm o abandono da ideia de que a História pode ser escrita com Verdade. No passado, as pessoas mentiam deliberadamente ou coloriam inconscientemente aquilo que escreviam, tendo subjacente a verdade pela qual lutavam, sabendo que cometiam bastantes erros e omissões. Mas no fundo, faziam-no, tendo consciente que os factos reais existiam e que era possível descobri-los. E, em termos práticos, havia sempre um conjunto factual com a qual quase todos estavam de acordo. É justamente essa consensual base comum, concomitante ao facto de os seres humanos serem uma espécie animal única, que os totalitarismos e fundamentalismos procuram destruir. O desígnio motivador desta forma de pensar é um mundo em que o Chefe, ou uma qualquer nomenklatura dirigente, possa supervisionar não apenas o presente mas também o registo do passado. Esta prespectiva assusta-me muito mais do que as bombas. E depois das nossas experiências dos últimos anos, fácil é perceber que esta não é uma afirmação gratuita.
GEORGE ORWELL, 1942
sexta-feira, julho 28, 2006
A aventura do siô Jacó
Quando eu era pequeno minha avó contava-me pequenas histórias e fábulas. Nem todas tinham um final feliz o que me fazia, por vezes, chorar. Para além da história da carochinha que muitos sabem de cor, mesmo na versão do ratão Hamas a cair no caldeirão (merecidamente, pelo atrevimento, ora essa!), minha avó contava-me outra, igualmente triste, igualmente trágica. Ei-la:
Era uma vez um senhor chamado Jacó que vivia afanosamente num vetusto prédio, banhado pelo Sol e refrescado pela Lua. Nesse espaço colectivo, degradado pela incúria de sucessivos proprietários absentistas, viviam também o senhor Abdullah e os seus primos Fareed e Ibrahim. Na cave, sub-alugada pelo senhor Zacaria, dormia ocasionalmente Michel Hadad. Uns residentes trabalhavam no comércio, outros na agricultura e alguns (poucos) nas pequenas indústrias que se iam instalando aqui e acolá.
E um dia o senhor Jacó recebeu um aflitivo telegrama de uma prima que lhe relatava, em breves mas dramáticas palavras, a perseguição que toda a parentela estava a sofrer na terra longínqua em que há muito viviam. Tinham que fugir urgentemente e queriam saber se podiam contar com o parente para os acolher. Jacó pensou, pensou e respondeu que sim; que lhe dessem algum tempo...
Interiorizando o atávico apelo familiar, Jacó assumido descendente de gerações de antigos proprietários do imóvel, provavelmente os seus construtores, idealizou um plano para arranjar espaço para a família em aflição.
Um belo dia em que se cruzou sob uma palmeira com Ibrahim, deixou cair, como quem tem relutância em dizer tudo, que talvez fosse melhor o vizinho andar de olho em Hadad porque lhe tinham dito que este parecia andar a rondar a sua filha Aisha com propósitos inconfessáveis. Acrescentou, é claro, que, provavelmente, tudo não passaria de um boato de gente maledicente. Ibrahim espumou de raiva e, na primeira oportunidade, confrontou Hadad que lhe retorquiu incrédulo e mal-disposto que não estava para lhe aturar insolências e que o melhor era ele ver o que se passava com Mohamed, filho de Fareed. Instalada a intriga, as famílias rapidamente hiperbolizaram a desconfiança e as disputas e os confrontos verbais e físicos tornaram-se habituais. Jacó, com risinho misantrópico, mandou a mulher apresentar queixa na Polícia contra os vizinhos que estavam a tornar a sua vida insuportável. E queixou-se igualmente ao senhorio... Preocupado com a visibilidade que o assunto estava a dar ao prédio, Zacaria disse a Hadad que tinha que ir-se porque ele não tinha contratualmente o direito de sub-alugar. Mas antes que Zacaria visse a sua determinação executada, por denúncia de Jacó, já o senhorio estava ao corrente da situação e rescindiu o contrato com Zacaria dando-lhe ordem de despejo. Jacó, através da aproximação ao senhorio e prometendo-lhe uma renda maior, alugou o espaço devoluto e mandou vir o primo Ytzak e a família.
Passado algum tempo, também Ytzak apresentou queixa ao senhorio sobre o comportamento indesejável dos outros inquilinos. Com Jacó tu-cá-tu-lá com o senhorio, a quem prometia rendas mais elevadas se este lhe alugasse os outros apartamentos, o processo foi rápido e contou com a conivência e colaboração da Polícia que, pela força bruta, despejou do prédio os Fareed, os Abdullah e todos os seus parentes e amigos.
Revoltados, resolveram acampar em frente do prédio, inicialmente como forma de protesto. Como os recém chegados primos e amigos de Jacó tivessem tomado conta de toda a economia local, para sobreviver, muitas mulheres tiveram que ir trabalhar a dias paras as casas em que antes habitavam. Nas suas brincadeiras infantis, os seus filhos carregavam o ódio e aversão aos que haviam ocupado o prédio em que antes as suas famílias haviam vivido e, por vezes, apedrejavam os filhos dos actuais inquilinos que respondiam com tiros de caçadeira invocando o direito de resposta e de defesa. Mercê da vocação (e poder) empreendedor dos seus novos residentes o prédio havia adquirido um novo look, tornara-se mais apresentável e tinha mesmo um heliporto no telhado. Pela gestão de influências, pela firme e contundente forma como respondiam às invectivas dos anteriores residentes foram ficando. Invocando o usocapião, assumiram a posse efectiva de tal forma que o proprietário se viu obrigado a deixar-lhes o prédio em herança... Consolidados nessa posse, ainda hoje manifestam surpresa e indignação por terem de continuar a defender-se das pedradas dos filhos e netos de Abdullah e seus amigos.
Era uma vez um senhor chamado Jacó que vivia afanosamente num vetusto prédio, banhado pelo Sol e refrescado pela Lua. Nesse espaço colectivo, degradado pela incúria de sucessivos proprietários absentistas, viviam também o senhor Abdullah e os seus primos Fareed e Ibrahim. Na cave, sub-alugada pelo senhor Zacaria, dormia ocasionalmente Michel Hadad. Uns residentes trabalhavam no comércio, outros na agricultura e alguns (poucos) nas pequenas indústrias que se iam instalando aqui e acolá.
E um dia o senhor Jacó recebeu um aflitivo telegrama de uma prima que lhe relatava, em breves mas dramáticas palavras, a perseguição que toda a parentela estava a sofrer na terra longínqua em que há muito viviam. Tinham que fugir urgentemente e queriam saber se podiam contar com o parente para os acolher. Jacó pensou, pensou e respondeu que sim; que lhe dessem algum tempo...
Interiorizando o atávico apelo familiar, Jacó assumido descendente de gerações de antigos proprietários do imóvel, provavelmente os seus construtores, idealizou um plano para arranjar espaço para a família em aflição.
Um belo dia em que se cruzou sob uma palmeira com Ibrahim, deixou cair, como quem tem relutância em dizer tudo, que talvez fosse melhor o vizinho andar de olho em Hadad porque lhe tinham dito que este parecia andar a rondar a sua filha Aisha com propósitos inconfessáveis. Acrescentou, é claro, que, provavelmente, tudo não passaria de um boato de gente maledicente. Ibrahim espumou de raiva e, na primeira oportunidade, confrontou Hadad que lhe retorquiu incrédulo e mal-disposto que não estava para lhe aturar insolências e que o melhor era ele ver o que se passava com Mohamed, filho de Fareed. Instalada a intriga, as famílias rapidamente hiperbolizaram a desconfiança e as disputas e os confrontos verbais e físicos tornaram-se habituais. Jacó, com risinho misantrópico, mandou a mulher apresentar queixa na Polícia contra os vizinhos que estavam a tornar a sua vida insuportável. E queixou-se igualmente ao senhorio... Preocupado com a visibilidade que o assunto estava a dar ao prédio, Zacaria disse a Hadad que tinha que ir-se porque ele não tinha contratualmente o direito de sub-alugar. Mas antes que Zacaria visse a sua determinação executada, por denúncia de Jacó, já o senhorio estava ao corrente da situação e rescindiu o contrato com Zacaria dando-lhe ordem de despejo. Jacó, através da aproximação ao senhorio e prometendo-lhe uma renda maior, alugou o espaço devoluto e mandou vir o primo Ytzak e a família.
Passado algum tempo, também Ytzak apresentou queixa ao senhorio sobre o comportamento indesejável dos outros inquilinos. Com Jacó tu-cá-tu-lá com o senhorio, a quem prometia rendas mais elevadas se este lhe alugasse os outros apartamentos, o processo foi rápido e contou com a conivência e colaboração da Polícia que, pela força bruta, despejou do prédio os Fareed, os Abdullah e todos os seus parentes e amigos.
Revoltados, resolveram acampar em frente do prédio, inicialmente como forma de protesto. Como os recém chegados primos e amigos de Jacó tivessem tomado conta de toda a economia local, para sobreviver, muitas mulheres tiveram que ir trabalhar a dias paras as casas em que antes habitavam. Nas suas brincadeiras infantis, os seus filhos carregavam o ódio e aversão aos que haviam ocupado o prédio em que antes as suas famílias haviam vivido e, por vezes, apedrejavam os filhos dos actuais inquilinos que respondiam com tiros de caçadeira invocando o direito de resposta e de defesa. Mercê da vocação (e poder) empreendedor dos seus novos residentes o prédio havia adquirido um novo look, tornara-se mais apresentável e tinha mesmo um heliporto no telhado. Pela gestão de influências, pela firme e contundente forma como respondiam às invectivas dos anteriores residentes foram ficando. Invocando o usocapião, assumiram a posse efectiva de tal forma que o proprietário se viu obrigado a deixar-lhes o prédio em herança... Consolidados nessa posse, ainda hoje manifestam surpresa e indignação por terem de continuar a defender-se das pedradas dos filhos e netos de Abdullah e seus amigos.
terça-feira, julho 25, 2006
quinta-feira, julho 20, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
Zapatea meu bem, zapatea... que não nos roubarás a História
Exactamente 70 anos atrás, são 16h23.
Chefiado pelo Sargento Joaquim Sousa Oliveira, um pequeno destacamento do Tercio, penetra no pátio da Alcazaba (onde tinha sede a Comissão Geográfica de Limites, em Melilha-a-velha) e tem na sua mira o Tenente Zaro, dos Serviços de Informação e Segurança, onze Guardias de Asalto e quatro polícias. Alertados por um bufo, tinham vindo proceder a um busca nas instalações, por ordem do delegado do Governo em Melilha. Aí se encontravam reunidos os T./Cor. Seguí, Bartomeu, Gazapo, Zanón, Medrano, dois capitães da Guardia Civil, vários tenentes e alguns falangistas. Um dos tenentes, o legionário, Júlio de la Torre, perante o aparecimento de Zaro, conseguiu escapulir-se sorrateiramente e, por telefone, ligou para o vizinho quartel da Legião, solicitando ajuda.
Seguí, tinha sido juntamente com Franco, em Tenerife, e Sanjurjo, em Lisboa, um dos destinatários do telegrama cifrado que, desde Bayonne, Félix Maíz, às ordens de Mola, El Director,tinha enviado às 7h15 da manhã do dia 17 a anunciar a sublevação para as 00h00 desse dia. Preventivamente, alguns tabores de Regulares haviam sido trazidos para os arredores de Melilha no dia anterior.
Às 16h32, os conjurados que sabem contar em Melilha com menos de uma centena de soldados de confiança convocam por telefone as guarnições da Legião e dos Regulares da região que rapidamente se lançam sobre a vila e a dominam.
Resistência só a houve na Base de hidroviões de Atalayón, onde cairam as primeiras vítimas da GCE, dois soldados de Regulares. A resistência cessou quando o tabor do Major Mohammed El Mizzian se incorporou no ataque e pelas 18h30 tudo estava terminado.
Os radiotelegrafistas de Marrocos quase todos afectos à Frente Popular rapidamente haviam difundido as notícias da sublevação vitoriosa. Em Madrid, apesar dos esforços de Casares Quiroga para esconder os factos e anestesiar a opinião pública, as células da maçónica UMRA tomam a iniciativa e posicionam-se nos pontos críticos do Poder militar. Da mesma forma procede a Generalitat, na posse de preciosa informação sobre os cabecilhas dos conjurados.
Tudo se prepara para o dia seguinte.
Às 21h00, Melilha está ocupada e tranquila e os sublevados são secundados em todo o lado pelas populações civis e pelas autoridades marroquinas.
Afinal, contrariamente ao que pensava La Pasionária,os carneiros não se resignavam a morrer em Holocausto...
Chefiado pelo Sargento Joaquim Sousa Oliveira, um pequeno destacamento do Tercio, penetra no pátio da Alcazaba (onde tinha sede a Comissão Geográfica de Limites, em Melilha-a-velha) e tem na sua mira o Tenente Zaro, dos Serviços de Informação e Segurança, onze Guardias de Asalto e quatro polícias. Alertados por um bufo, tinham vindo proceder a um busca nas instalações, por ordem do delegado do Governo em Melilha. Aí se encontravam reunidos os T./Cor. Seguí, Bartomeu, Gazapo, Zanón, Medrano, dois capitães da Guardia Civil, vários tenentes e alguns falangistas. Um dos tenentes, o legionário, Júlio de la Torre, perante o aparecimento de Zaro, conseguiu escapulir-se sorrateiramente e, por telefone, ligou para o vizinho quartel da Legião, solicitando ajuda.
Seguí, tinha sido juntamente com Franco, em Tenerife, e Sanjurjo, em Lisboa, um dos destinatários do telegrama cifrado que, desde Bayonne, Félix Maíz, às ordens de Mola, El Director,tinha enviado às 7h15 da manhã do dia 17 a anunciar a sublevação para as 00h00 desse dia. Preventivamente, alguns tabores de Regulares haviam sido trazidos para os arredores de Melilha no dia anterior.
Às 16h32, os conjurados que sabem contar em Melilha com menos de uma centena de soldados de confiança convocam por telefone as guarnições da Legião e dos Regulares da região que rapidamente se lançam sobre a vila e a dominam.
Resistência só a houve na Base de hidroviões de Atalayón, onde cairam as primeiras vítimas da GCE, dois soldados de Regulares. A resistência cessou quando o tabor do Major Mohammed El Mizzian se incorporou no ataque e pelas 18h30 tudo estava terminado.
Os radiotelegrafistas de Marrocos quase todos afectos à Frente Popular rapidamente haviam difundido as notícias da sublevação vitoriosa. Em Madrid, apesar dos esforços de Casares Quiroga para esconder os factos e anestesiar a opinião pública, as células da maçónica UMRA tomam a iniciativa e posicionam-se nos pontos críticos do Poder militar. Da mesma forma procede a Generalitat, na posse de preciosa informação sobre os cabecilhas dos conjurados.
Tudo se prepara para o dia seguinte.
Às 21h00, Melilha está ocupada e tranquila e os sublevados são secundados em todo o lado pelas populações civis e pelas autoridades marroquinas.
Afinal, contrariamente ao que pensava La Pasionária,os carneiros não se resignavam a morrer em Holocausto...
A indelével coerência do Ser...
Quand on ne vit pas comme on pense, on finit toujours par penser comme on vit...
Paul Bourget
Paul Bourget
quinta-feira, julho 13, 2006
segunda-feira, julho 10, 2006
L'arroseur arrosé ou Un chien...catalan
Gostei imenso da derrota da França. A arrogância e o desplante egocêntrico da sua equipa obrigaram-nos a morder a língua e a meter o dedo indicador com que tanto apontaram para a equipa portuguesa no sítio onde os galos põem ovos. Sobretudo o cínico catalão Domenech.
Tentaram o truque do espirro para meter medo com a gripe das aves (e não é que conseguiram um penalty!?) mas a força da MAFIA azzurra foi mais forte! Morte Alla Francia Italia Avanti como no tempo das grilhetas napoleónicas.
Tentaram o truque do espirro para meter medo com a gripe das aves (e não é que conseguiram um penalty!?) mas a força da MAFIA azzurra foi mais forte! Morte Alla Francia Italia Avanti como no tempo das grilhetas napoleónicas.
quinta-feira, julho 06, 2006
O quase... sempre o quase...
No refluxo do Sonho a constante amargura do Quase...
Na brilhante performance da nossa Equipa faltaram pernas para a ponta final e o Galo gabarola cantou mais alto.
Paciência e esperemos pela próxima organização do mafioso Blatter.
Na brilhante performance da nossa Equipa faltaram pernas para a ponta final e o Galo gabarola cantou mais alto.
Paciência e esperemos pela próxima organização do mafioso Blatter.
terça-feira, julho 04, 2006
quarta-feira, junho 28, 2006
Os jogos de guerra dos Senhores do Mundo
O Club de Bilderberger é um encoberto forum da nomenklatura do mundialismo.
Controladores das fontes energéticas mundiais, inspiraram-se na ideia de Mayer Amshel Rothschild (1743-1812):
Deem-me o controlo sobre a moeda de um país e deixarei de preocupar-me com aqueles que fazem as leis.
Em síntese, o Club considera que:
1.É uma entidade meta-governamental
2.Manipula as finanças globais e promove o estabelecimento de de apertadas e rígidas regras de trocas comerciais e investimentos a nível mundial
3.Selecciona determinadas figuras políticas que se enquadrem no perfil típico para as transformar em governantes e procura afastar do poder aquelas de que não gosta ou que não comungam das suas ideias ou métodos de operar
4.Decide da vida e da morte de países e regimes e da necessidade das guerras e conflitos, por forma a defender os interesses da megaoligarquia mundial que controla o Club (Timor !?)
Na reunião deste ano, pela primeira vez de forma consistente e incisiva, a opinião maioritária dos participantes foi no sentido de levar o areópago a afastar-se dos interesses de Israel, tentado desligar-se das iniciativas de Bush em relação ao Irão. No entanto, foi consensual a necessidade de manutenção de um estado de tensão que garantisse os preços do petróleo nos actuais níveis, ou seja, nos cerca de 70 USD o barril, já que isso lhes tem proporcionado lucros imensos.
Eis a lista dos participantes do furtivo evento que se realizou há algumas semanas:
Presidente honorário—BE,Davignon, Etienne
Abu-Amr, Ziad— PNA, Palestinian Legislative Council
Aguiar-Branco, Jose Pedro—P, Member of Parliament (PSD)
Aigrain, Jacques—CH, CEO, Swiss Re
Ajami, Fouad—USA, Director Middle East Studies, Johns Hopkins
Alogoskoufis, George—GR, Minister of Economy and Finance
Bagis, Egeman—TR, Member of Parliament
Balls, Edward—GB, Economic Secretary to the Treasury
Balsemão, Francisco Pinto—P, Former Prime Minister
Barnier, Michel—F, Former Minister for Foreign Affairs
Bartenstein, Martin—A, Minister of Economics and Labor
Bernabe, Franco—I, Vice Chairman, Rothschild Europe
Bildt, Carl—S, Former Prime Minister
Boyner, Umit N.—TR, Member of Executie Board, Boyer Holding
Bronner, Oscar—A, Publisher and Editor, Der Standard
Browne, John—GB, Group Chief Executive, British Petroleum
Burda, Hubert—B, Punlisher and CEO, Hubert Burda Media Holding GmbH & Co. KG
Castries, Henri de—F, Chairman of the Management Board and CEO, AXA
Cebrian, Juan Luis—E, CEO, PRISA
Chalabi, Ahmad—IRQ, Former Deputy Prime Minister
Clark, Edmund—CDN, President and CEO, TD Bank Financial Group
Clarke, Kenneth—GB, Member of Parliament
Collins, Timothy C.—USA, CEO, Ripplewood Holdings, LLC
Collomb, Bertrand—F, Chairman, Lafarge
Comper, Tony—CDN, President and CEO, BMO Financial Group
Crawley, Phillip—CDN, Publisher and CEO, the Globe and Mail
David, George A.—GR, Chairman, Coca-Cola H.B.C.S.A.
Dervis, Kemal—INT, Administrator, UNDP
Descoing, Richard—F, Director, Institut d’Etudes Politiques
Desmarais, Jr., Paul—CDN, CEO, Power Corporation
Devedjian, Patrick—F, Member of Parliament
Donilon, Thomas E.—USA, Partner, O’Melveny & Myers LLP
Dopfner, Mathias—D, Chairman of the Board of Management, Axel Springer AG
Eldrup, Anders—DK, President, DONG A/S
Elkann, John—I, Vice Chairman, Fiat
Feldstein, Martin—USA, President and CEO, National Bureau of Economic Research
Geithner, Timothy F.—USA, President and CEO, NY Federal Reserve Bank
Gigot, Paul A.—USA, Editor of the Editorial Page, The Wall Street Journal
Gilady, Eival—ISR, Head of Coordination and Strategy at the Office of the Prime Minister
Gleeson, Dermot—IRL, Chairman, AIB Group
Goldschmidt, Pierre—B, Former Deputy Director General, IAEA
Gusenbauer, Alfred—A, Parliamentary Leader SPO
Halberstadt, Victor—NL, Profesor of Economics, Leiden University
Hansen, Jean-Pierre—B, CEO, Suez-Tractebel S.A.
Heinaluoma, Eero—FIN, Minister of Finance
Holbrooke, Richard C.—USA, Vice Chairman, Perseus, LLC
Hubbard, Allan B.—USA, Assistant to the President for Economic Policy
Jensen, Siv—N, Member of Parliament
Joffe, Josef—D, Publisher-Editor, Die Zeit
Johnson, James A.—USA, Vice Chairman, Perseus, LLC
Jordan, Jr., Vernon E.—USA, Senior Managing Director, Lazard Freres & Co. LLC
Kaletsky, Anatole—GB, Editor at Large, The Times
Kerdrel, Yves de—F, Editor, Le Figaro
Kerr of Kinlochard, John—GB, Deputy Chairman, Royal Dutch Shell plc
Kimsey, James V.—USA, Founding CEO, America Online
Kissinger, Henry A.–USA, Chairman, Kissinger Associates
Kleisterlee, Gerard J.—NL, President and CEO, Royal Philips Electronics
Koc, Mustafa V.—TR, Chairman, Koc Holding A.S.
Koprulu, Kemal—TR, Founding Chairman, ARI Movement
Korkman, Sixten—FIN, Managing Director, The Research Institute of the Finnish Economy ETLA
Koru, Fehmi—TR, Senior Writer, Yeni Safak
Koss, Johann O.—CDN, President and CEO, Right To Play
Kravis, Henry R.—USA, Founding Partner, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Kravis, Marie-Josee—USA, Senior Fellow, Hudson Institute, Inc.
Kroes, Neelie—INT, Commissioner, European Commission
Kronenburg, Ed—INT, Director of the Private Office, NATO Headquarters
Kudelski, Andre—CH, Chairman of the Board and CEO, Kudelski Group
Lauvergeon, Anne—F, Chairman of the Executive Board, AREVA
Leon Gross, Bernardino—E, Secretary of State, Ministry of Foreign Affairs
Lipens, Maurice—B, Chairman, FORTIS
Lloyd, Ronald S.—CDN, Chairman and CEO, Credit Suisse First Boston
Luti, William J.—USA, Special Assistant to the President for Defense Policy and Strategy, National Security Council
Mathews, Jessica T.—USA, President, Carnegie Endowment for International Peace
McKenna, Frank—CDN, Deputy chair, Toronto Dominion Bank Financial Group
Medish, Mark C.—USA, Partner, Akin Gump Strauss Hauer & Feld LLP
Montbrial, Thierry de—F, President, French Institute for International Relations
Monti, Mario—INT, President, Universita Commerciale Luigi Bocconi
Mundie, Craig J.—USA, Chief Technical Officer Advanced Strategies and Policy, Microsoft
Myklebust, Egil—N, Chairman of the Board of Directors SAS, Norsk Hydro ASA
Nass, Maathias—D, Deputy Editor, Die Zeit
Netherlands, H.M. the Queen of The—NL
Nickerson, Ken—CDN,iBinary Corp
Nixon, Gordon—CDN, President and CEO, Royal Bank of Canada
Norvik, Harald—N, Chairman & Partner, ECON Management AS
O’Brien, Denis—IRL, Chairman, Communicorp Group Ltd.
Olechowski, Andrzej—PL, Leader Civic Platform
Ollila, Jorma—FIN, Chairman, Royal Dutch Shell plc
Osborne, George—GB, Shadow Chancellor of the Exchequer
Ozel, Soli—TR, Professor of International Relations and Political Science, Istanbul Bilgi University
Padoa-Schioppa, Tommaso—I, Minister of Finance
Pataki, George E.—USA, Governor of New York State
Pearlstine, Norman—USA, Senior Advisor, Time Warner Inc.
Pei, Minxin—USA, Director, Carnegie Endowment for International Peace
Perle, Richard—USA, Resident Fellow, American Enterprise Institute
Pfluger, Friedbert—D, State Secretary of Defense
Piebalgs, Andris—INT, Commissioner, European Commission
Pinault, Francois-Henri—F, President, Artemis; Chairman and CEO, PPR Group
Prichard, J. Robert S.—CDN, President, Torstar Corporation
Rattner, Steven—USA, Managing Principal, Quadrangle Group LLC
Reinfeldt, Fredrik—S, Chairman Conservative Party
Reisman, Heather—CDN, Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc.
Rockefeller, David—USA, Former Member, JP Morgan International Council
Rodriguez Inciarte, Matias—E, Executive Vice Chairman, Grupo Santander, Ciudad Grupo Santander
Ross, Dennis—USA, Director, Washington Institute for Near East Policy
Roy, Olivier—F, Senior Researcher, French National Center for Scientific Research
Roy, J. Stapleton—USA, Managing Director, Kissinger Associates, Inc.
Sadjapour, Karim—USA, Analyst, International Crisis Group
Sant, Roger—USA, Co-founder and Chairman Emeritus, The AES Corporation
Sarjolghalam, Mahmood—IRN, Associate Professor, National University of Iran
Scaroni, Paolo—I, CEO, Eni S.p.A.
Schily, Otto—D, Member of Parliament
Scholten, Rudolf—A, Member of the Board of Executive Directors, Oesterreichische Kontrollbank AG
Schrempp, Jurgen E.—D, Former Chairman of the Board of Management, Daimler Chrysler AG
Schulz, Ekkehard D.—D, Chairman, ThyssenKrupp AG
Seidenfaden, Toger—DK, Executive Editor-in-Chief, Politiken
Silva, Augusto Santos—P, Minister for Parliamentary Affairs
Steinberg, James B.—USA, Dean, University of Texas
Straberg, Hans—S, President and CEO, AB Electrolux
Sutherland, Peter D.—IRL, Chairman, BP plc and Chairman, Goldman Sachs International
Tremonti, Giulio—I, Vice President of the Chamber of Deputies
Tsoukalis, Loukas—GR, President Hellenic Foundation for European and Foreign Policy
Vehagen, Maxime J.M.—NL, Parliamentary Leader, Christian Democratic Appeal
Vinocur, John—USA, Senior Correspondent, International Herald Tribune
Wallenberg, Jacob—S, Chairman, Investor AB
Waugh, Richard E.—CDN, President and CEO, Bank of Nova Scotia
Wellink, A.H.E.M.—NL, President, De Nederlandsche Bank
Wolf, Martin H.—GB, Associate Editor and Economics Commentator, The Financial Times
Wolfensohn, James D.—USA, Special Envoy for the Gaza Disengagement
Zelikow, Philip D.—USA, Counselor of the Department, US Department of State
Zhang, Yi—CHN, Deputy Secretary General, China Society for Strategy and Management Research
Zoellick, Robert B.—USA, Deputy Secretary of State
Zumwinkel, Klaus—D, Chairman of the board of Management, Deutsche Post AG
REPORTERS
Bredow, Vendeline von—GB, Paris Correspondent,The Economist
Wooldridge, Adrian D.—GB, Foreign Correspondent, The Economist
Controladores das fontes energéticas mundiais, inspiraram-se na ideia de Mayer Amshel Rothschild (1743-1812):
Deem-me o controlo sobre a moeda de um país e deixarei de preocupar-me com aqueles que fazem as leis.
Em síntese, o Club considera que:
1.É uma entidade meta-governamental
2.Manipula as finanças globais e promove o estabelecimento de de apertadas e rígidas regras de trocas comerciais e investimentos a nível mundial
3.Selecciona determinadas figuras políticas que se enquadrem no perfil típico para as transformar em governantes e procura afastar do poder aquelas de que não gosta ou que não comungam das suas ideias ou métodos de operar
4.Decide da vida e da morte de países e regimes e da necessidade das guerras e conflitos, por forma a defender os interesses da megaoligarquia mundial que controla o Club (Timor !?)
Na reunião deste ano, pela primeira vez de forma consistente e incisiva, a opinião maioritária dos participantes foi no sentido de levar o areópago a afastar-se dos interesses de Israel, tentado desligar-se das iniciativas de Bush em relação ao Irão. No entanto, foi consensual a necessidade de manutenção de um estado de tensão que garantisse os preços do petróleo nos actuais níveis, ou seja, nos cerca de 70 USD o barril, já que isso lhes tem proporcionado lucros imensos.
Eis a lista dos participantes do furtivo evento que se realizou há algumas semanas:
Presidente honorário—BE,Davignon, Etienne
Abu-Amr, Ziad— PNA, Palestinian Legislative Council
Aguiar-Branco, Jose Pedro—P, Member of Parliament (PSD)
Aigrain, Jacques—CH, CEO, Swiss Re
Ajami, Fouad—USA, Director Middle East Studies, Johns Hopkins
Alogoskoufis, George—GR, Minister of Economy and Finance
Bagis, Egeman—TR, Member of Parliament
Balls, Edward—GB, Economic Secretary to the Treasury
Balsemão, Francisco Pinto—P, Former Prime Minister
Barnier, Michel—F, Former Minister for Foreign Affairs
Bartenstein, Martin—A, Minister of Economics and Labor
Bernabe, Franco—I, Vice Chairman, Rothschild Europe
Bildt, Carl—S, Former Prime Minister
Boyner, Umit N.—TR, Member of Executie Board, Boyer Holding
Bronner, Oscar—A, Publisher and Editor, Der Standard
Browne, John—GB, Group Chief Executive, British Petroleum
Burda, Hubert—B, Punlisher and CEO, Hubert Burda Media Holding GmbH & Co. KG
Castries, Henri de—F, Chairman of the Management Board and CEO, AXA
Cebrian, Juan Luis—E, CEO, PRISA
Chalabi, Ahmad—IRQ, Former Deputy Prime Minister
Clark, Edmund—CDN, President and CEO, TD Bank Financial Group
Clarke, Kenneth—GB, Member of Parliament
Collins, Timothy C.—USA, CEO, Ripplewood Holdings, LLC
Collomb, Bertrand—F, Chairman, Lafarge
Comper, Tony—CDN, President and CEO, BMO Financial Group
Crawley, Phillip—CDN, Publisher and CEO, the Globe and Mail
David, George A.—GR, Chairman, Coca-Cola H.B.C.S.A.
Dervis, Kemal—INT, Administrator, UNDP
Descoing, Richard—F, Director, Institut d’Etudes Politiques
Desmarais, Jr., Paul—CDN, CEO, Power Corporation
Devedjian, Patrick—F, Member of Parliament
Donilon, Thomas E.—USA, Partner, O’Melveny & Myers LLP
Dopfner, Mathias—D, Chairman of the Board of Management, Axel Springer AG
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Elkann, John—I, Vice Chairman, Fiat
Feldstein, Martin—USA, President and CEO, National Bureau of Economic Research
Geithner, Timothy F.—USA, President and CEO, NY Federal Reserve Bank
Gigot, Paul A.—USA, Editor of the Editorial Page, The Wall Street Journal
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Gleeson, Dermot—IRL, Chairman, AIB Group
Goldschmidt, Pierre—B, Former Deputy Director General, IAEA
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Halberstadt, Victor—NL, Profesor of Economics, Leiden University
Hansen, Jean-Pierre—B, CEO, Suez-Tractebel S.A.
Heinaluoma, Eero—FIN, Minister of Finance
Holbrooke, Richard C.—USA, Vice Chairman, Perseus, LLC
Hubbard, Allan B.—USA, Assistant to the President for Economic Policy
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Joffe, Josef—D, Publisher-Editor, Die Zeit
Johnson, James A.—USA, Vice Chairman, Perseus, LLC
Jordan, Jr., Vernon E.—USA, Senior Managing Director, Lazard Freres & Co. LLC
Kaletsky, Anatole—GB, Editor at Large, The Times
Kerdrel, Yves de—F, Editor, Le Figaro
Kerr of Kinlochard, John—GB, Deputy Chairman, Royal Dutch Shell plc
Kimsey, James V.—USA, Founding CEO, America Online
Kissinger, Henry A.–USA, Chairman, Kissinger Associates
Kleisterlee, Gerard J.—NL, President and CEO, Royal Philips Electronics
Koc, Mustafa V.—TR, Chairman, Koc Holding A.S.
Koprulu, Kemal—TR, Founding Chairman, ARI Movement
Korkman, Sixten—FIN, Managing Director, The Research Institute of the Finnish Economy ETLA
Koru, Fehmi—TR, Senior Writer, Yeni Safak
Koss, Johann O.—CDN, President and CEO, Right To Play
Kravis, Henry R.—USA, Founding Partner, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Kravis, Marie-Josee—USA, Senior Fellow, Hudson Institute, Inc.
Kroes, Neelie—INT, Commissioner, European Commission
Kronenburg, Ed—INT, Director of the Private Office, NATO Headquarters
Kudelski, Andre—CH, Chairman of the Board and CEO, Kudelski Group
Lauvergeon, Anne—F, Chairman of the Executive Board, AREVA
Leon Gross, Bernardino—E, Secretary of State, Ministry of Foreign Affairs
Lipens, Maurice—B, Chairman, FORTIS
Lloyd, Ronald S.—CDN, Chairman and CEO, Credit Suisse First Boston
Luti, William J.—USA, Special Assistant to the President for Defense Policy and Strategy, National Security Council
Mathews, Jessica T.—USA, President, Carnegie Endowment for International Peace
McKenna, Frank—CDN, Deputy chair, Toronto Dominion Bank Financial Group
Medish, Mark C.—USA, Partner, Akin Gump Strauss Hauer & Feld LLP
Montbrial, Thierry de—F, President, French Institute for International Relations
Monti, Mario—INT, President, Universita Commerciale Luigi Bocconi
Mundie, Craig J.—USA, Chief Technical Officer Advanced Strategies and Policy, Microsoft
Myklebust, Egil—N, Chairman of the Board of Directors SAS, Norsk Hydro ASA
Nass, Maathias—D, Deputy Editor, Die Zeit
Netherlands, H.M. the Queen of The—NL
Nickerson, Ken—CDN,iBinary Corp
Nixon, Gordon—CDN, President and CEO, Royal Bank of Canada
Norvik, Harald—N, Chairman & Partner, ECON Management AS
O’Brien, Denis—IRL, Chairman, Communicorp Group Ltd.
Olechowski, Andrzej—PL, Leader Civic Platform
Ollila, Jorma—FIN, Chairman, Royal Dutch Shell plc
Osborne, George—GB, Shadow Chancellor of the Exchequer
Ozel, Soli—TR, Professor of International Relations and Political Science, Istanbul Bilgi University
Padoa-Schioppa, Tommaso—I, Minister of Finance
Pataki, George E.—USA, Governor of New York State
Pearlstine, Norman—USA, Senior Advisor, Time Warner Inc.
Pei, Minxin—USA, Director, Carnegie Endowment for International Peace
Perle, Richard—USA, Resident Fellow, American Enterprise Institute
Pfluger, Friedbert—D, State Secretary of Defense
Piebalgs, Andris—INT, Commissioner, European Commission
Pinault, Francois-Henri—F, President, Artemis; Chairman and CEO, PPR Group
Prichard, J. Robert S.—CDN, President, Torstar Corporation
Rattner, Steven—USA, Managing Principal, Quadrangle Group LLC
Reinfeldt, Fredrik—S, Chairman Conservative Party
Reisman, Heather—CDN, Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc.
Rockefeller, David—USA, Former Member, JP Morgan International Council
Rodriguez Inciarte, Matias—E, Executive Vice Chairman, Grupo Santander, Ciudad Grupo Santander
Ross, Dennis—USA, Director, Washington Institute for Near East Policy
Roy, Olivier—F, Senior Researcher, French National Center for Scientific Research
Roy, J. Stapleton—USA, Managing Director, Kissinger Associates, Inc.
Sadjapour, Karim—USA, Analyst, International Crisis Group
Sant, Roger—USA, Co-founder and Chairman Emeritus, The AES Corporation
Sarjolghalam, Mahmood—IRN, Associate Professor, National University of Iran
Scaroni, Paolo—I, CEO, Eni S.p.A.
Schily, Otto—D, Member of Parliament
Scholten, Rudolf—A, Member of the Board of Executive Directors, Oesterreichische Kontrollbank AG
Schrempp, Jurgen E.—D, Former Chairman of the Board of Management, Daimler Chrysler AG
Schulz, Ekkehard D.—D, Chairman, ThyssenKrupp AG
Seidenfaden, Toger—DK, Executive Editor-in-Chief, Politiken
Silva, Augusto Santos—P, Minister for Parliamentary Affairs
Steinberg, James B.—USA, Dean, University of Texas
Straberg, Hans—S, President and CEO, AB Electrolux
Sutherland, Peter D.—IRL, Chairman, BP plc and Chairman, Goldman Sachs International
Tremonti, Giulio—I, Vice President of the Chamber of Deputies
Tsoukalis, Loukas—GR, President Hellenic Foundation for European and Foreign Policy
Vehagen, Maxime J.M.—NL, Parliamentary Leader, Christian Democratic Appeal
Vinocur, John—USA, Senior Correspondent, International Herald Tribune
Wallenberg, Jacob—S, Chairman, Investor AB
Waugh, Richard E.—CDN, President and CEO, Bank of Nova Scotia
Wellink, A.H.E.M.—NL, President, De Nederlandsche Bank
Wolf, Martin H.—GB, Associate Editor and Economics Commentator, The Financial Times
Wolfensohn, James D.—USA, Special Envoy for the Gaza Disengagement
Zelikow, Philip D.—USA, Counselor of the Department, US Department of State
Zhang, Yi—CHN, Deputy Secretary General, China Society for Strategy and Management Research
Zoellick, Robert B.—USA, Deputy Secretary of State
Zumwinkel, Klaus—D, Chairman of the board of Management, Deutsche Post AG
REPORTERS
Bredow, Vendeline von—GB, Paris Correspondent,The Economist
Wooldridge, Adrian D.—GB, Foreign Correspondent, The Economist
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