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quinta-feira, janeiro 29, 2009
Vatican II
A comemoração da convocação do Concílio Vaticano II merece-me um passo de suavidade contemplativa, tendo por background uma canção de Chieffo de que tanto gosto.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
As aventuras do Siô Jacó, retiradas da arca
A propósito das recentes desavenças semíticas, lá para os lados da Santa Terra, lembrei-me de um post de há dois anos, a que nem tive de sacudir o pó. Intitulei-o então de As aventuras do siô Jacó. Relembro-a aqui, como uma gota de água fria na prósápia vitimizante polarizada apenas a um dos lados, que por aí grassa em meios que tinham obrigação de saber mais.
Quando eu era pequeno minha avó contava-me pequenas histórias e fábulas. Nem todas tinham um final feliz o que me fazia, por vezes, chorar. Para além da história da carochinha que muitos sabem de cor, mesmo na versão do ratão Hamas a cair no caldeirão (merecidamente, pelo atrevimento, ora essa!), minha avó contava-me outra, igualmente triste, igualmente trágica. Ei-la:
Era uma vez um senhor chamado Jacó que vivia afanosamente num vetusto prédio, banhado pelo Sol e refrescado pela Lua. Nesse espaço colectivo, degradado pela incúria de sucessivos proprietários absentistas, viviam também o senhor Abdullah e os seus primos Fareed e Ibrahim. Na cave, sub-alugada pelo senhor Zacaria, dormia ocasionalmente Michel Hadad. Uns residentes trabalhavam no comércio, outros na agricultura e alguns (poucos) nas pequenas indústrias que se iam instalando aqui e acolá.
E um dia o senhor Jacó recebeu um aflitivo telegrama de uma prima que lhe relatava, em breves mas dramáticas palavras, a perseguição que toda a parentela estava a sofrer na terra longínqua em que há muito viviam. Tinham que fugir urgentemente e queriam saber se podiam contar com o parente para os acolher. Jacó pensou, pensou e respondeu que sim; que lhe dessem algum tempo...
Interiorizando o atávico apelo familiar, Jacó assumido descendente de gerações de antigos proprietários do imóvel, provavelmente os seus construtores, idealizou um plano para arranjar espaço para a família em aflição.
Um belo dia em que se cruzou sob uma palmeira com Ibrahim, deixou cair, como quem tem relutância em dizer tudo, que talvez fosse melhor o vizinho andar de olho em Hadad porque lhe tinham dito que este parecia andar a rondar a sua filha Aisha com propósitos inconfessáveis. Acrescentou, é claro, que, provavelmente, tudo não passaria de um boato de gente maledicente. Ibrahim espumou de raiva e, na primeira oportunidade, confrontou Hadad que lhe retorquiu incrédulo e mal-disposto que não estava para lhe aturar insolências e que o melhor era ele ver o que se passava com Mohamed, filho de Fareed. Instalada a intriga, as famílias rapidamente hiperbolizaram a desconfiança e as disputas e os confrontos verbais e físicos tornaram-se habituais. Jacó, com risinho misantrópico, mandou a mulher apresentar queixa na Polícia contra os vizinhos que estavam a tornar a sua vida insuportável. E queixou-se igualmente ao senhorio... Preocupado com a visibilidade que o assunto estava a dar ao prédio, Zacaria disse a Hadad que tinha que ir-se porque ele não tinha contratualmente o direito de sub-alugar. Mas antes que Zacaria visse a sua determinação executada, por denúncia de Jacó, já o senhorio estava ao corrente da situação e rescindiu o contrato com Zacaria dando-lhe ordem de despejo. Jacó, através da aproximação ao senhorio e prometendo-lhe uma renda maior, alugou o espaço devoluto e mandou vir o primo Ytzak e a família.
Passado algum tempo, também Ytzak apresentou queixa ao senhorio sobre o comportamento indesejável dos outros inquilinos. Com Jacó tu-cá-tu-lá com o senhorio, a quem prometia rendas mais elevadas se este lhe alugasse os outros apartamentos, o processo foi rápido e contou com a conivência e colaboração da Polícia que, pela força bruta, despejou do prédio os Fareed, os Abdullah e todos os seus parentes e amigos.
Revoltados, resolveram acampar em frente do prédio, inicialmente como forma de protesto. Como os recém chegados primos e amigos de Jacó tivessem tomado conta de toda a economia local, para sobreviver, muitas mulheres tiveram que ir trabalhar a dias paras as casas em que antes habitavam. Nas suas brincadeiras infantis, os seus filhos carregavam o ódio e aversão aos que haviam ocupado o prédio em que antes as suas famílias haviam vivido e, por vezes, apedrejavam os filhos dos actuais inquilinos que respondiam com tiros de caçadeira invocando o direito de resposta e de defesa. Mercê da vocação (e poder) empreendedor dos seus novos residentes o prédio havia adquirido um novo look, tornara-se mais apresentável e tinha mesmo um heliporto no telhado. Pela gestão de influências, pela firme e contundente forma como respondiam às invectivas dos anteriores residentes foram ficando. Invocando o usocapião, assumiram a posse efectiva de tal forma que o proprietário se viu obrigado a deixar-lhes o prédio em herança... Consolidados nessa posse, ainda hoje manifestam surpresa e indignação por terem de continuar a defender-se das pedradas (hoje, já actualizadas pelas novas tecnologias) dos filhos e netos de Abdullah e seus amigos.
Quando eu era pequeno minha avó contava-me pequenas histórias e fábulas. Nem todas tinham um final feliz o que me fazia, por vezes, chorar. Para além da história da carochinha que muitos sabem de cor, mesmo na versão do ratão Hamas a cair no caldeirão (merecidamente, pelo atrevimento, ora essa!), minha avó contava-me outra, igualmente triste, igualmente trágica. Ei-la:
Era uma vez um senhor chamado Jacó que vivia afanosamente num vetusto prédio, banhado pelo Sol e refrescado pela Lua. Nesse espaço colectivo, degradado pela incúria de sucessivos proprietários absentistas, viviam também o senhor Abdullah e os seus primos Fareed e Ibrahim. Na cave, sub-alugada pelo senhor Zacaria, dormia ocasionalmente Michel Hadad. Uns residentes trabalhavam no comércio, outros na agricultura e alguns (poucos) nas pequenas indústrias que se iam instalando aqui e acolá.
E um dia o senhor Jacó recebeu um aflitivo telegrama de uma prima que lhe relatava, em breves mas dramáticas palavras, a perseguição que toda a parentela estava a sofrer na terra longínqua em que há muito viviam. Tinham que fugir urgentemente e queriam saber se podiam contar com o parente para os acolher. Jacó pensou, pensou e respondeu que sim; que lhe dessem algum tempo...
Interiorizando o atávico apelo familiar, Jacó assumido descendente de gerações de antigos proprietários do imóvel, provavelmente os seus construtores, idealizou um plano para arranjar espaço para a família em aflição.
Um belo dia em que se cruzou sob uma palmeira com Ibrahim, deixou cair, como quem tem relutância em dizer tudo, que talvez fosse melhor o vizinho andar de olho em Hadad porque lhe tinham dito que este parecia andar a rondar a sua filha Aisha com propósitos inconfessáveis. Acrescentou, é claro, que, provavelmente, tudo não passaria de um boato de gente maledicente. Ibrahim espumou de raiva e, na primeira oportunidade, confrontou Hadad que lhe retorquiu incrédulo e mal-disposto que não estava para lhe aturar insolências e que o melhor era ele ver o que se passava com Mohamed, filho de Fareed. Instalada a intriga, as famílias rapidamente hiperbolizaram a desconfiança e as disputas e os confrontos verbais e físicos tornaram-se habituais. Jacó, com risinho misantrópico, mandou a mulher apresentar queixa na Polícia contra os vizinhos que estavam a tornar a sua vida insuportável. E queixou-se igualmente ao senhorio... Preocupado com a visibilidade que o assunto estava a dar ao prédio, Zacaria disse a Hadad que tinha que ir-se porque ele não tinha contratualmente o direito de sub-alugar. Mas antes que Zacaria visse a sua determinação executada, por denúncia de Jacó, já o senhorio estava ao corrente da situação e rescindiu o contrato com Zacaria dando-lhe ordem de despejo. Jacó, através da aproximação ao senhorio e prometendo-lhe uma renda maior, alugou o espaço devoluto e mandou vir o primo Ytzak e a família.
Passado algum tempo, também Ytzak apresentou queixa ao senhorio sobre o comportamento indesejável dos outros inquilinos. Com Jacó tu-cá-tu-lá com o senhorio, a quem prometia rendas mais elevadas se este lhe alugasse os outros apartamentos, o processo foi rápido e contou com a conivência e colaboração da Polícia que, pela força bruta, despejou do prédio os Fareed, os Abdullah e todos os seus parentes e amigos.
Revoltados, resolveram acampar em frente do prédio, inicialmente como forma de protesto. Como os recém chegados primos e amigos de Jacó tivessem tomado conta de toda a economia local, para sobreviver, muitas mulheres tiveram que ir trabalhar a dias paras as casas em que antes habitavam. Nas suas brincadeiras infantis, os seus filhos carregavam o ódio e aversão aos que haviam ocupado o prédio em que antes as suas famílias haviam vivido e, por vezes, apedrejavam os filhos dos actuais inquilinos que respondiam com tiros de caçadeira invocando o direito de resposta e de defesa. Mercê da vocação (e poder) empreendedor dos seus novos residentes o prédio havia adquirido um novo look, tornara-se mais apresentável e tinha mesmo um heliporto no telhado. Pela gestão de influências, pela firme e contundente forma como respondiam às invectivas dos anteriores residentes foram ficando. Invocando o usocapião, assumiram a posse efectiva de tal forma que o proprietário se viu obrigado a deixar-lhes o prédio em herança... Consolidados nessa posse, ainda hoje manifestam surpresa e indignação por terem de continuar a defender-se das pedradas (hoje, já actualizadas pelas novas tecnologias) dos filhos e netos de Abdullah e seus amigos.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
terça-feira, setembro 23, 2008
segunda-feira, setembro 08, 2008
A primeira remessa dos novos equipamentos para o Exército
A fim de re-equipar as F.A. Portuguesas, apetrechando-as com os mais modernos equipamentos que lhes possibilitem o cumprimento das novas missões pós-Império, os socretinos, com pompa e circunstância, fizeram as primeiras entregas à Brigada Mixta de Intervenção super-rápida. Entre as massas populares que abrilhantaram o acto fizeram furor os novos meios para a cavalaria, inteligentemente adequados ao Afeganistão.


Descaridade...
Mais um brilhante artigo do Pe. Nuno Serras Pereira. (Das poucas coisas que nos dias que correm me obrigam a blogar)
A Sagrada Escritura e a história da Igreja mostram à saciedade que a auto-crítica e auto-correcção públicas foram uma constante no povo de Deus, principalmente até ao século XVI. Com a impropriamente chamada “Reforma” protestante desenvolveu-se uma nova apologética que na ânsia de proteger a Igreja não só colocava os seus membros a salvo de toda e qualquer crítica pública como mascarava muito do que necessitava conversão. Esta atitude que surgiu como reacção ao imenso cerco dos inimigos e às enormes falsidades que propalavam se é compreensível teve, não obstante, os inconvenientes de por vezes diminuir a humildade, raiz de todas as virtudes, e de deixar perpetuar erros e pecados que de algum modo endureceram os corações de muitos, inclusive na hierarquia.
O Papa João Paulo II com aquela celebração que ficou conhecida para o grande público como o “pedido de perdão” não fez mais que retomar a Tradição (não tradicionalismo). Por seu lado o Papa Bento XVI num dos seus diálogos com o clero louvou a crítica de algumas santas aos Bispos do seu tempo como um factor importante na reformação da Igreja. Santo António de Lisboa chamado no seu tempo “martelo dos hereges” deveria antes, segundo P. Fr. Henrique Pinto Rema, reconhecido estudioso do santo, ser intitulado “martelo dos prelados” (Prelados eram os Bispos, Abades, Priores e Superiores de Ordens religiosas) tal era a insistência e veemência com que os criticava não se inibindo, por exemplo, de lhes chamar “cornudos”, devido à sua – deles - soberba e arrogância. Rabelais, sacerdote franciscano que abandonou a Ordem, copia extensamente, diria desavergonhadamente, nas suas obras, sermões usados pelos pregadores desta Ordem nas suas críticas à Igreja do seu tempo.
Tudo isto que aqui vai desenhado a largos e mal amanhados traços como um rascunho serve como introdução para facilitar a compreensão da reviravolta - quer em relação à Tradição da Igreja quer ao período que se seguiu ao século XVI - que se deu nas atitudes e comportamento de tantos durante e após o Concílio Vaticano II. Aquando do anúncio do Concílio pelo Bem-aventurado João XXIII, logo as forças inimigas de Cristo, em particular o marxismo comunista, a maçonaria, o humanismo ateu, o eugenismo e o socialismo/liberal-capitalista (esta associação está muito bem documentada nos movimentos favoráveis ao controlo demográfico, por ex.) procuraram infiltrar-se e influenciar o mesmo (para além da vasta literatura sobre o assunto tenho aqui em conta também as informações que colhi de minha tia paterna, Maria Manuel Serras Pereira, única jornalista portuguesa presente neste grande evento da Igreja). Apesar do gigantismo das pressões, das conjuras e manipulações não há dúvida nenhuma de que se tratou de um verdadeiro acontecimento suscitado pelo Espírito Santo na continuidade radical com aquilo que o Mesmo tinha suscitado ao longo da história da Igreja. Descontentes com o resultado logo uma legião de membros da comunidade eclesial cumpliciados com a comunicação social, braço “omnipresente” das forças antes referidas, como uma sanha petulante distorceram e perverteram o Concílio em nome de um “espírito”, contrário aos documentos, que não era senão um pretexto para camuflar as suas verdadeiras intenções e objectivos: uma ruptura com o passado e uma refundação da Igreja à medida dos projectos humanos. Não já uma Igreja fundada e construída por Jesus Cristo mas uma fabricada inteiramente pelo homem, isto é um ídolo.
Esta mentalidade com maior ou menor intensidade disseminou-se largamente em amplos sectores da Igreja quase por todo o mundo.
Tornou-se então habitual, em nome de pressupostos fundados em preconceitos e não na verdade, e de um subjectivismo alheio à razão e à Fé, uma crítica cerrada e implacável à autoridade e à hierarquia enquanto tais (como se não foram instituídas por Cristo) e uma oposição contumaz ao seu ensino. Importa muito entender que esta crítica nada tem a ver com a que referimos anteriormente como fazendo parte da Tradição (não tradicionalismo). De facto, dá-se aqui uma inversão total. Enquanto antes partindo da doutrina sobre a Fé e a moral, do Evangelho, se procurava purificar e converter o povo de Deus agora procura-se uma conformação a “este mundo” (no sentido que S. Paulo e S. João lhe dão: realidade que se opõe a Deus e aos Seus desígnios). A ascendência de que estes filhos da Igreja, feitos filhos de Satanás, gozaram sobre as mentalidades inclusive dos membros do povo de Deus nos seus diversos níveis foi impressionante, e ainda perdura em muitos espíritos. Um dos sinais eloquentes disso é o facto de muitos membros da Igreja não verem a Verdade que esta anuncia como tal mas somente como uma opinião entre tantas que se pode em boa consciência descartar. O seu poder intimidatório é de tal ordem que nalgumas nações há sacerdotes fiéis na sua doutrina à Igreja que por esse motivo são desqualificados por Bispos enquanto outros, rigorosamente hereges, fazem tremer Conferências Episcopais que em Notas Pastorais fazem vénias e juras de acatamento a alguns dos seus ditos ou escritos.
Mais, se espancam a doutrina da Igreja, ensinam em Faculdades de Teologia preparando os futuros sacerdotes, enquanto aqueles que os criticam são acoimados, marginalizados, tidos como leprosos.
Esta trupe ou súcia tem como grande descaridade toda e qualquer observação crítica em relação a eles próprios, aos inimigos do género humano e aos da Igreja, considerando-as mesmo intoleráveis, um ataque maligno à união e concórdia na Igreja, e têm como uma enorme obra de misericórdia ignorar, perseguir, censurar, “excomungar”, desdenhar dos que procuram, não obstante toda a sua fraqueza, ser fiéis à Verdade e à Fé Católica e Apostólica.
Coadjuvar os promotores do crime é para eles uma virtude cristã; silenciar quem o denuncia e indignar-se contra ele é de justiça e uma obra de caridade.
Enganar o povo de Deus falseando a verdade que a Igreja anuncia para nosso bem e salvação quer omitindo partes da mesma quer dando interpretações que distorcem o seu significado autêntico quer exprimindo-a de um modo equívoco, são, no seu entender, obras de misericórdia e atitudes pastorais; anunciá-la com clareza e sem ambiguidades, chamando as coisas pelos seus nomes (João Paulo II), é uma bestialidade. Opor a verdade à caridade é uma atitude sensata, compreensiva, misericordiosa; afirmar que o anúncio da verdade é uma forma eminente de caridade (Paulo VI) é um fundamentalismo brutal.
Profanar a Sagrada Eucaristia distribuindo-a sacrilegamente a obstinados pecadores públicos é sinal de grande misericórdia; salvaguardar a Sacralidade deste Sacramento Santíssimo, impedir o sacrilégio e evitar que o povo de Deus seja induzido em pecado é de uma insuportável descaridade.
De modo que o Diabo nos dias de hoje assume esta aparência de benignidade, de mansidão, de benevolência, de caridade para nos fazer suspeitar e ver como inimigo quem nos indica o caminho recto e nos induzir às maiores crueldades, catástrofes e infelicidades, tal como se verificaram nestes cem últimos anos – do nazismo ao comunismo, da contracepção ao aborto, da reprodução artificial à experimentação em embriões e à clonagem, do “casamento” de sodomitas à eutanásia: tudo em nome da caridade e da misericórdia.
Não deixemos que nos roubem as palavras nem que se altere o seu significado. Há que dizer-se das coisas aquilo que elas são.
Engana-se quem pensa que os maiores inimigos da Igreja estão fora dela e que criticar “os de dentro” é fomentar a discórdia e a desunião. Os maiores horrores dos últimos cinquenta anos não se teriam realizado sem a cumplicidade dos “de dentro”: “A Igreja de Deus está rodeada por toda a classe de inimigos, como um lírio entre espinhos (Cânt 2, 2); mas o mais perigoso e doloroso para ela é ver-se despedaçada interiormente por aqueles que traz no seu seio e alimenta a seus peitos. São esses que lhe arrancam aquele grito de dor e de pranto: Os meus amigos e parentes me rodeiam e atentam contra mim (Sl 37, 12). Não há peste mais desastrosa e mortal que um familiar convertido em inimigo.” (S. Bernardo de Claraval, carta 330 - Ao Papa Inocêncio contra Pedro Abelardo).
A Sagrada Escritura e a história da Igreja mostram à saciedade que a auto-crítica e auto-correcção públicas foram uma constante no povo de Deus, principalmente até ao século XVI. Com a impropriamente chamada “Reforma” protestante desenvolveu-se uma nova apologética que na ânsia de proteger a Igreja não só colocava os seus membros a salvo de toda e qualquer crítica pública como mascarava muito do que necessitava conversão. Esta atitude que surgiu como reacção ao imenso cerco dos inimigos e às enormes falsidades que propalavam se é compreensível teve, não obstante, os inconvenientes de por vezes diminuir a humildade, raiz de todas as virtudes, e de deixar perpetuar erros e pecados que de algum modo endureceram os corações de muitos, inclusive na hierarquia.
O Papa João Paulo II com aquela celebração que ficou conhecida para o grande público como o “pedido de perdão” não fez mais que retomar a Tradição (não tradicionalismo). Por seu lado o Papa Bento XVI num dos seus diálogos com o clero louvou a crítica de algumas santas aos Bispos do seu tempo como um factor importante na reformação da Igreja. Santo António de Lisboa chamado no seu tempo “martelo dos hereges” deveria antes, segundo P. Fr. Henrique Pinto Rema, reconhecido estudioso do santo, ser intitulado “martelo dos prelados” (Prelados eram os Bispos, Abades, Priores e Superiores de Ordens religiosas) tal era a insistência e veemência com que os criticava não se inibindo, por exemplo, de lhes chamar “cornudos”, devido à sua – deles - soberba e arrogância. Rabelais, sacerdote franciscano que abandonou a Ordem, copia extensamente, diria desavergonhadamente, nas suas obras, sermões usados pelos pregadores desta Ordem nas suas críticas à Igreja do seu tempo.
Tudo isto que aqui vai desenhado a largos e mal amanhados traços como um rascunho serve como introdução para facilitar a compreensão da reviravolta - quer em relação à Tradição da Igreja quer ao período que se seguiu ao século XVI - que se deu nas atitudes e comportamento de tantos durante e após o Concílio Vaticano II. Aquando do anúncio do Concílio pelo Bem-aventurado João XXIII, logo as forças inimigas de Cristo, em particular o marxismo comunista, a maçonaria, o humanismo ateu, o eugenismo e o socialismo/liberal-capitalista (esta associação está muito bem documentada nos movimentos favoráveis ao controlo demográfico, por ex.) procuraram infiltrar-se e influenciar o mesmo (para além da vasta literatura sobre o assunto tenho aqui em conta também as informações que colhi de minha tia paterna, Maria Manuel Serras Pereira, única jornalista portuguesa presente neste grande evento da Igreja). Apesar do gigantismo das pressões, das conjuras e manipulações não há dúvida nenhuma de que se tratou de um verdadeiro acontecimento suscitado pelo Espírito Santo na continuidade radical com aquilo que o Mesmo tinha suscitado ao longo da história da Igreja. Descontentes com o resultado logo uma legião de membros da comunidade eclesial cumpliciados com a comunicação social, braço “omnipresente” das forças antes referidas, como uma sanha petulante distorceram e perverteram o Concílio em nome de um “espírito”, contrário aos documentos, que não era senão um pretexto para camuflar as suas verdadeiras intenções e objectivos: uma ruptura com o passado e uma refundação da Igreja à medida dos projectos humanos. Não já uma Igreja fundada e construída por Jesus Cristo mas uma fabricada inteiramente pelo homem, isto é um ídolo.
Esta mentalidade com maior ou menor intensidade disseminou-se largamente em amplos sectores da Igreja quase por todo o mundo.
Tornou-se então habitual, em nome de pressupostos fundados em preconceitos e não na verdade, e de um subjectivismo alheio à razão e à Fé, uma crítica cerrada e implacável à autoridade e à hierarquia enquanto tais (como se não foram instituídas por Cristo) e uma oposição contumaz ao seu ensino. Importa muito entender que esta crítica nada tem a ver com a que referimos anteriormente como fazendo parte da Tradição (não tradicionalismo). De facto, dá-se aqui uma inversão total. Enquanto antes partindo da doutrina sobre a Fé e a moral, do Evangelho, se procurava purificar e converter o povo de Deus agora procura-se uma conformação a “este mundo” (no sentido que S. Paulo e S. João lhe dão: realidade que se opõe a Deus e aos Seus desígnios). A ascendência de que estes filhos da Igreja, feitos filhos de Satanás, gozaram sobre as mentalidades inclusive dos membros do povo de Deus nos seus diversos níveis foi impressionante, e ainda perdura em muitos espíritos. Um dos sinais eloquentes disso é o facto de muitos membros da Igreja não verem a Verdade que esta anuncia como tal mas somente como uma opinião entre tantas que se pode em boa consciência descartar. O seu poder intimidatório é de tal ordem que nalgumas nações há sacerdotes fiéis na sua doutrina à Igreja que por esse motivo são desqualificados por Bispos enquanto outros, rigorosamente hereges, fazem tremer Conferências Episcopais que em Notas Pastorais fazem vénias e juras de acatamento a alguns dos seus ditos ou escritos.
Mais, se espancam a doutrina da Igreja, ensinam em Faculdades de Teologia preparando os futuros sacerdotes, enquanto aqueles que os criticam são acoimados, marginalizados, tidos como leprosos.
Esta trupe ou súcia tem como grande descaridade toda e qualquer observação crítica em relação a eles próprios, aos inimigos do género humano e aos da Igreja, considerando-as mesmo intoleráveis, um ataque maligno à união e concórdia na Igreja, e têm como uma enorme obra de misericórdia ignorar, perseguir, censurar, “excomungar”, desdenhar dos que procuram, não obstante toda a sua fraqueza, ser fiéis à Verdade e à Fé Católica e Apostólica.
Coadjuvar os promotores do crime é para eles uma virtude cristã; silenciar quem o denuncia e indignar-se contra ele é de justiça e uma obra de caridade.
Enganar o povo de Deus falseando a verdade que a Igreja anuncia para nosso bem e salvação quer omitindo partes da mesma quer dando interpretações que distorcem o seu significado autêntico quer exprimindo-a de um modo equívoco, são, no seu entender, obras de misericórdia e atitudes pastorais; anunciá-la com clareza e sem ambiguidades, chamando as coisas pelos seus nomes (João Paulo II), é uma bestialidade. Opor a verdade à caridade é uma atitude sensata, compreensiva, misericordiosa; afirmar que o anúncio da verdade é uma forma eminente de caridade (Paulo VI) é um fundamentalismo brutal.
Profanar a Sagrada Eucaristia distribuindo-a sacrilegamente a obstinados pecadores públicos é sinal de grande misericórdia; salvaguardar a Sacralidade deste Sacramento Santíssimo, impedir o sacrilégio e evitar que o povo de Deus seja induzido em pecado é de uma insuportável descaridade.
De modo que o Diabo nos dias de hoje assume esta aparência de benignidade, de mansidão, de benevolência, de caridade para nos fazer suspeitar e ver como inimigo quem nos indica o caminho recto e nos induzir às maiores crueldades, catástrofes e infelicidades, tal como se verificaram nestes cem últimos anos – do nazismo ao comunismo, da contracepção ao aborto, da reprodução artificial à experimentação em embriões e à clonagem, do “casamento” de sodomitas à eutanásia: tudo em nome da caridade e da misericórdia.
Não deixemos que nos roubem as palavras nem que se altere o seu significado. Há que dizer-se das coisas aquilo que elas são.
Engana-se quem pensa que os maiores inimigos da Igreja estão fora dela e que criticar “os de dentro” é fomentar a discórdia e a desunião. Os maiores horrores dos últimos cinquenta anos não se teriam realizado sem a cumplicidade dos “de dentro”: “A Igreja de Deus está rodeada por toda a classe de inimigos, como um lírio entre espinhos (Cânt 2, 2); mas o mais perigoso e doloroso para ela é ver-se despedaçada interiormente por aqueles que traz no seu seio e alimenta a seus peitos. São esses que lhe arrancam aquele grito de dor e de pranto: Os meus amigos e parentes me rodeiam e atentam contra mim (Sl 37, 12). Não há peste mais desastrosa e mortal que um familiar convertido em inimigo.” (S. Bernardo de Claraval, carta 330 - Ao Papa Inocêncio contra Pedro Abelardo).
terça-feira, agosto 05, 2008
Um arauto da liberdade com saudade da grande estepe

Nascido numa família de Cossacos do Don, Aleksandr Soljenitsyn partiu para o país da grande estepe. Praticante coerente da Fé, da Esperança e da Caridade mas também da Justiça, da Força e da Temperança, o velho capitão Soljenitsyn deixou um marco profundo nas consciências mais preocupadas com a Justiça, a Liberdade e a Verdade. As outras ainda agora manifestam o seu incómodo e a sua desfaçatez. Incontornável, lembram-no como adversário do estalinismo (sic) não do comunismo em todas as suas facetas. Aliás, esses sempre preferiram o contemporizador Sakharov ao indomável Aleksandr. Falar da sua obra e sobretudo da sua vida, de Um dia na vida de Ivan Denisovitch, ou do Arquipélago Gulag, cuja edição foi concluída há exactamente 30 anos, não cabe aqui neste espaço nem provavelmente nesta altura. Agora, há apenas que recordar a força tremenda do seu exemplo de Homem de Fé.
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sexta-feira, agosto 01, 2008
Quando los cojones se traduziam por tomates
Já no fim da sua enriquecedora vida tive oportunidade de conhecer e conviver amiúde com esse grande actor português que dá por nome de António Vilar. Na altura, com cerca de 70 anos ainda andava a ver se engatava a Maria Paula, jovem de sessenta e alguns. Meio cego, guiava o seu Alpha Romeo amarelo torrado com uma genica só equiparada ao frenesim que punha no seu projecto de fim de carreira: Fernão de Magalhães.(É verdade! Lembrei-me dele por causa do Zezinho PC de Magalhães, afilhado da Intel). E não pude deixar de me emocionar ao recordar a cena do filme Embajadores en el Infierno em que encarna a personagem representada na vida real pelo santanderino capitão Palácios cuja saga, e a dos seus companheiros durante 11 anos de cativeiro na URSS, Torcuato Luca de Tena pintou no livro Un embajador en el infierno, recentemente editado em Espanha.
No livro, a resposta a que partido pertence, Adrado responde: Falange Espanhola Tradicionalista; no filme, Vilar afirma anti-comunista....
No livro, a resposta a que partido pertence, Adrado responde: Falange Espanhola Tradicionalista; no filme, Vilar afirma anti-comunista....
Nu bidades
No dia em que os socretinos apresentaram ao Mundo (este e os por descobrir) o mais recente rebento súcia: o Zezinho Magalhães, fruto de um intenso labor isquiático (vá lá, vão ao dicionário) do Zé PC Magalhães e da «Edit»*, um frenético agente da tríade do Dragaum, flibusteiro nas horas livres posta músicas de um tal MN. E eis senão quando, na eclética lista surge uma tal marcha de campo, do Mozart pois claro, não vá o vulgo pensar de que se tratava de qualquer Anschluss Telefunken Weltanschauung naziófila: A Hohenfriedbergermarsh.Deduzo que deve ser para impressionar o seu conversado Jans com um murro cultural. Não creio que surta efeito. Nem o dito cujo consegue acreditar que tenha existido tal prática e conhecimento no MN. Estão a ver o VL, com a sua perninha laroca, à frente de uma fanfarra abrilhantada pelo Ourikes, o Chaparro, o Pé-quebrado e o malogrado Funesto, acolitados pelos Bostas (ah! e o Xantos Xilva), o Panhol e o renitente Jojó?
Senhor D. Nonas Pirata tenha juízo e cuidado com os vapores...da Ribeira.
Senhor D. Nonas Pirata tenha juízo e cuidado com os vapores...da Ribeira.
quinta-feira, junho 12, 2008
30 anos depois...
30 anos decorridos sobre os terríveis incidentes da Praça de Camões, em que um bando de energúmenos agenciados pela UDP atacou uma manifestação de patriotas que insistiam em comemorar o Dia de Portugal, veio-me à memória a recordação dos intervenientes que mais queridos me eram. Seguramente não o salsifrate Eurico Reis,hoje sindicalista magistral e então capo de turba da extrema-esquerda caceteira.
Pelos seus camaradas morto e paraplégico, resultado do criminoso ataque e da irresponsável actuação da PSP,a qual havia sido insistentemente avisada pelos promotores da manifestação legal do risco de confrontos violentos,rezo de quando em vez. O que será feito do Joaozinho Teixeira Lopes ferido na perna com uma bala de calibre 6,35?Por onde andará toda essa juventude irreverente e livre?
E recordo-me de um poema de Luys Santamarina alusivo a memórias de anos depois...
AÑOS DESPUÉS
Los que hicieron a diario cosas propias de arcángeles,
los niños hechos hombres de un estirón de pólvora,
los que con recias botas la vieja piel de toro
trillaron, en los ojos quimeras y romances,
adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Pocos años bastaron para enfriar sus almas,
aquel sueño glorioso creen que no vivieron,
no yerguen las cabezas ni les brillan los ojos
al mirar como pasan sus marchitas banderas.
Adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Al florecer la plata de las primeras canas,
piensan ya que pidieran demasiado a la vida,
que va siempre más baja la bala que el deseo.
Escepticismo en suma, final de juventudes...
Adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Pero no naufragaron ante grandes tragedias,
cayeron entre tedios, roídos por la hormiga
de lo vulgar; penurias, mujer ajada y agria,
el mes que no se acaba, la ilusión de otra hembra...
Adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Ya no sé si la paz es mejor que la guerra
- quizá sea lo mismo en el pausado péndulo
de la vida y la historia – pero aquella alegría,
aquellos ojos llenos de quimeras y romances,
adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Um grande heiss! para todos eles.....
Pelos seus camaradas morto e paraplégico, resultado do criminoso ataque e da irresponsável actuação da PSP,a qual havia sido insistentemente avisada pelos promotores da manifestação legal do risco de confrontos violentos,rezo de quando em vez. O que será feito do Joaozinho Teixeira Lopes ferido na perna com uma bala de calibre 6,35?Por onde andará toda essa juventude irreverente e livre?
E recordo-me de um poema de Luys Santamarina alusivo a memórias de anos depois...
AÑOS DESPUÉS
Los que hicieron a diario cosas propias de arcángeles,
los niños hechos hombres de un estirón de pólvora,
los que con recias botas la vieja piel de toro
trillaron, en los ojos quimeras y romances,
adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Pocos años bastaron para enfriar sus almas,
aquel sueño glorioso creen que no vivieron,
no yerguen las cabezas ni les brillan los ojos
al mirar como pasan sus marchitas banderas.
Adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Al florecer la plata de las primeras canas,
piensan ya que pidieran demasiado a la vida,
que va siempre más baja la bala que el deseo.
Escepticismo en suma, final de juventudes...
Adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Pero no naufragaron ante grandes tragedias,
cayeron entre tedios, roídos por la hormiga
de lo vulgar; penurias, mujer ajada y agria,
el mes que no se acaba, la ilusión de otra hembra...
Adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Ya no sé si la paz es mejor que la guerra
- quizá sea lo mismo en el pausado péndulo
de la vida y la historia – pero aquella alegría,
aquellos ojos llenos de quimeras y romances,
adónde están ahora? – decidme – qué se hicieron?
Um grande heiss! para todos eles.....
terça-feira, junho 10, 2008
O sangue do 10 de Junho
segunda-feira, maio 19, 2008
terça-feira, março 11, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Un peu tardif mon vieux, mais qu'à cela ne tienne
Meu velho:
Tanto e tampouco fluiu o Tejo pela ponte-teclado da tua poesia-sonata.
Que cigarros fuma o Nobre? E o Sebastião? E o Ary? Já perguntaste ao Pessoa se aquele poema de que me deste uma cópia (e que o Senhor teu pai te havia deixado)sempre é dele? Aposto que já cortaste relações como o traste do Adolfo. Assim como assim, agora aí já pouco importa!
Procurava, sem pressas, um memento da tua passagem pela nossa vivência e lembrei-me da carta que dirigiste ao Degrelle. En français, pois então, que o teu pudor te impedia de arrotar o portunhol tão do agrado da maralha..
Mon général
Je tiens à vous dire qu'il fait beau de vous connaître en propre personne. En faisant votre connaissance, j'accomplis le tout premier rêve de ma vie. C'est à dire que j'atteins maintenat le sommet le plus haut de mon existence. Vou voir, vous regarder, vous entendre, le fait de vous pouvoir surtout serrer les mains - vos mains d'artiste et d'écrivain, tout aussi vaillantes, d'aillers et tout aussi heroïques que celles du combattant-, tout ça tient pour moi du mythe même, et ce qui plus est: du mythe vécu.
(Obliterado pela censura dos coronéis residentes no sótão da minha alembradura.)
Eh bien. Je suis né le 18 Février 1944. Cela revient à dire que je suis donc entré dans la vie, juste à l'heure, juste au momente où on vaudrait mieux d'en sortir. Déjà il commençait à être trop tard, sans doute, pour arriver dans ce monde...
En español,le quiero agradecer enfin el sencillo hecho de haber nacido, mi General.
Rodrigo Emílio
Anda, Pessoa:
anda-te deitar ...
Tanto e tampouco fluiu o Tejo pela ponte-teclado da tua poesia-sonata.
Que cigarros fuma o Nobre? E o Sebastião? E o Ary? Já perguntaste ao Pessoa se aquele poema de que me deste uma cópia (e que o Senhor teu pai te havia deixado)sempre é dele? Aposto que já cortaste relações como o traste do Adolfo. Assim como assim, agora aí já pouco importa!
Procurava, sem pressas, um memento da tua passagem pela nossa vivência e lembrei-me da carta que dirigiste ao Degrelle. En français, pois então, que o teu pudor te impedia de arrotar o portunhol tão do agrado da maralha..
Mon général
Je tiens à vous dire qu'il fait beau de vous connaître en propre personne. En faisant votre connaissance, j'accomplis le tout premier rêve de ma vie. C'est à dire que j'atteins maintenat le sommet le plus haut de mon existence. Vou voir, vous regarder, vous entendre, le fait de vous pouvoir surtout serrer les mains - vos mains d'artiste et d'écrivain, tout aussi vaillantes, d'aillers et tout aussi heroïques que celles du combattant-, tout ça tient pour moi du mythe même, et ce qui plus est: du mythe vécu.
(Obliterado pela censura dos coronéis residentes no sótão da minha alembradura.)
Eh bien. Je suis né le 18 Février 1944. Cela revient à dire que je suis donc entré dans la vie, juste à l'heure, juste au momente où on vaudrait mieux d'en sortir. Déjà il commençait à être trop tard, sans doute, pour arriver dans ce monde...
En español,le quiero agradecer enfin el sencillo hecho de haber nacido, mi General.
Rodrigo Emílio
Anda, Pessoa:
anda-te deitar ...
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Para o ZMD e os Samurais de Cristo
Espero que o Código do Bushido seja apenas uma referência intelecto-finória. Um cristão está impedido de cometer seppuku...
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Com versos de Diogo Pacheco do Amorim (conheces os filhos, certamente) e música do Zé Campos e Sousa.
Mas acima de tudo
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz Não.
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Com versos de Diogo Pacheco do Amorim (conheces os filhos, certamente) e música do Zé Campos e Sousa.
Mas acima de tudo
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz Não.
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O GRANDE SISTEMA CENTRALEX
Em 2009, com os socretinos no poder:
- Operadora de call-center: Pizza Hot, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Operadora: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Operadora: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21 549 42 36, certo? O telefone do seu escritório na Lincoln Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Operadora: Porque como PME apoiante das iniciativas socratex estamos ligados em rede ao Grande Sistema Centralex.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Operadora: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Operadora: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Operadora: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Operadora: O senhor consultou a página "Receitas Gulosas com Soja" da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Okay, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Operadora: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Operadora: São 49,99 €.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Operadora: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Operadora: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Operadora: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Operadora: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Porra.......!!!!!!!!!
- Operadora: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado. Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.
- Cliente: (Silêncio).
- Operadora: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Operadora: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proibe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Operadora: Ah sim? E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!
- Operadora de call-center: Pizza Hot, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Operadora: Pode-me dar o seu NIN?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Operadora: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 21 549 42 36, certo? O telefone do seu escritório na Lincoln Seguros, é o 21 574 52 30 e o seu telemóvel é o 96 266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Operadora: Porque como PME apoiante das iniciativas socratex estamos ligados em rede ao Grande Sistema Centralex.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Operadora: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Operadora: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Operadora: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight, com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Operadora: O senhor consultou a página "Receitas Gulosas com Soja" da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Okay, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Operadora: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Operadora: São 49,99 €.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Operadora: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Operadora: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Operadora: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Operadora: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: Porra.......!!!!!!!!!
- Operadora: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado. Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente Regional.
- Cliente: (Silêncio).
- Operadora: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Operadora: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proibe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Operadora: Ah sim? E torcer um pé? O senhor mora no rés-do-chão...!
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